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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pôneis malditos mataram Norma

A morte de Norma (Gloria Pires) em Insensato Coração foi a coisa mais sem graça a que assisti em novelas nos último tempos. Há quem defenda a tese de que o vazamento do capítulo ajudou a quebrar um tanto do impacto. Pode ser. Mas não foi só isso. Por mais que o desfecho fosse o esperado, a cena ficou devendo. Foi morna, fraca, sem grandes emoções. E uma pergunta não cala: por que diabos Norma se levanta da poltrona e mexe nas almofadas do sofá? Vão dizer que ela estava procurando o celular... Ahãn! Talvez. É claro que a vilã não podia olhar na direção da porta, por onde entra o assassino. O recurso da câmera subjetiva, sem mostrar a pessoa que segura a arma, é manjado. Mas a edição podia ter mostrado ao menos o cano do revólver e Norma recebendo os tiros. Por que cortar para a fachada da mansão e deixar apenas o som dos balaços? Detalhe: quando diz ao assassino "Não faz uma besteira dessas!", Norma está mais para o canto do escritório, próximo ao abajur, mas seu corpo aparece no meio da sala. O flashback que revelará quem matou também deverá solucionar esse mistério do corpo que anda.
Melhores e mais criativos do que a cena foram os comentários nas redes sociais. Um blogueiro deu a seguinte manchete: "Globo suspeita de Record na morte de Norma". O post ainda traz uma montagem com a foto do corpo da defunta de Insensato e Odete Roitman, de Vale Tudo, dizendo: "A Globo já afastou a polícia carioca das investigações!". No Twitter, um gaiato diz que quem matou Norma foram os "Pôneis malditos", numa referência aos personagens do anúncio da Nissan. Outro tuiteiro faz piada misturando também personagens de Insensato e Vale Tudo: "Após décadas, Maria de Fátima termina como Odete Roitman. Na Globo se faz, na Globo se paga". Até o evento "Missa de sétimo dia de Norma Pimentel Amaral", marcado para o próximo dia 23, foi criado por um usuário no Facebook. Quem vai?

sábado, 16 de julho de 2011

UMA VEZ ODETE, SEMPRE ODETE

Madrugada de sexta, 15. Amaury Jr pergunta a Beatriz Segall o que achou da reprise de Vale Tudo, cujo último capítulo estava indo ao ar naquele dia. "Termina hoje? Não sabia. Não acompanho", disparou a atriz, conhecida pelo seu bom humor. E continuou: "A Odete não foi a primeira vilã que fiz. A primeira foi a Lourdes Mesquita, em Água Viva". Amaury insistia, mas ela refutava: "Cheguei a dar uma olhadinha e havia cenas que, absolutamente, não me lembrava". Mas o apresentador queria elogios à megera de Vale Tudo. Beatriz puxou pela memória: "Odete Roitman era muito querida pelo público, que adorava as bobagens que ela dizia. Bobagens, não, que ela só dizia verdades". E veio com uma nova tese para o final da vilã: "O castigo dela não foi morrer. O grande castigo foi ter se apaixonado pelo César. O, o,o... Como é mesmo?". Foi socorrida pela réporter Laura Wie: "Riccelli!".
 Aos 85 anos, Beatriz continua vaidosa, não apenas pelo excesso de botox. "Nunca mais houve uma conjuminação de qualidades como houve naquela novela". Cortou a possível pergunta da repórter Maria Cândida, que começou dizendo que havia lido em vários lugares que a atriz rejeitava Odete por ter ficado estigmatizada: "Não fiquei estigmatizada coisa nenhuma. Nunca falei isso". E quando Amaury, olhando sua ficha, quis lembrá-la sobre um determinado trabalho, Beatriz "odetizou": "Se eu quiser, pergunto pra você". Chamando vendedor de loja de caixeiro, e taxista de chofer, a atriz queixou-se "dessas meninas e desses rapazinhos que fazem 15 dias de televisão, e já viram celebridades". E soltou um suspiro de alívio, quando Maria Cândida disse: "Mas vamos falar da sua peça!". "Claro. Vim aqui pra isso", esclareceu aos fãs de Odete, que esperaram, em vão, histórias e bastidores de Vale Tudo.