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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

De Miss Calada, Geisy não tem nada!

Geisy Arruda perdeu a oportunidade de ficar calada... E ir bem mais longe em A Fazenda. Se não tivesse brigado com Sérgio Mallandro, a moça provavelmente ainda estaria no reality show, cuidando do burro e protagonizando a divertida novelinha "Miss Calada", criada pelo apresentador. Mas o problema é que Geisy não se conformou com o papel da bobinha, da tonta que não sabe nada e fala errado, e quis provar que é mais do que uma estudante ofendida por usar um vestidinho rosa justo. Transformou sua dificuldade em se relacionar com os outros peões numa questão de preconceito, fez alianças erradas e confundiu o que ela pensa que é -  não é atriz, nem modelo, nem apresentadora - com o papel que deveria ter assumido. Mallandro não tem nada de palhaço desinteressado, nem Geisy de jovem inocente. Ele viu nela a possibilidade de uma escada para suas gracinhas. E ela? Sem ambiente com as subcelebridades escoladas, poderia ter vislumbrado na brincadeira de Mallandro uma chance para se enturmar ou mesmo para traçar uma estratégia de jogo. Mas não, ela disse que não joga. Foi o que declarou no Gugu e no Hoje em Dia, programas nos quais bateu ponto após a eliminação. Aliás, ficou surpresa com a votação, porque tinha certeza de que voltaria da roça. Ah, humildade... Fora do confinamento, Geisy, que de calada não tem nada, abriu o verbo: chamou Dudu de falso, Viola de fofoqueiro e Lisi Piu-Piu de invejosa. E ainda detonou Melancia por expor demais o bumbum, assumidamente seu ganha pão. Se criticou o exibicionismo de Melancia e acusou Lisi de usar o corpo para ganhar dinheiro, por que Geisy posou para a revista Sexy? "Fiz a revista por uma questão de dinheiro, mas é contra minha índole. Posei porque quero comprar uma casa", admitiu ela, no Hoje em Dia. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, Geisy?

Tico, vem encontrar o Teco!
Se Geisy não aproveitou o papel de calada, Tico Santa Cruz assumiu o de poderoso chefão da fazenda. Dá ordens, dita regras e coage outros peões, como fez com o fazendeiro da semana, Daniel. Na roça por ter perdido o desafio da semana, o cantor pediu que o modelo indicasse à berlinda o ator Dudu Pelizzari, a quem chamou de Judas, traidor e bundão há uma semana. Está na hora do Tico sair do confinamento e encontrar o Teco.

domingo, 12 de setembro de 2010

Gugu: assistencialismo ou sensacionalismo?

Fico muito dividida. Ao acompanhar o drama da cearense Jocélia, choro cada vez em que a menina aparece no Programa do Gugu, na Record. Ela sofre da Síndrome de Hutchinson-Gilford, ou, mais popularmente falando, Progéria - doença genética, que faz a criança envelhecer sete anos a cada 365 dias. Assim, Jocélia, de 10, tem 70 anos! E uma expectativa de vida, em torno, de mais três ou quatro, já que não há cura para a síndrome. Só de olhar para ela, já dá uma tristeza infinita. Pois é. Gugu levou Jocélia a São Paulo para fazer vários exames, a um parque de diversão, deu-lhe roupas novas e até uma peruca (ela não tem cabelos). Entrou em contato com uma entidade nos EUA, que deu sinal verde para Jocélia ir até lá, fazer mais exames e tentativas para melhorar sua qualidade de vida. E, claro, o apresentador construiu uma casa nova para a família, que é muito pobre. Tudo isso é maravilhoso. Mas a que custo? A superexposição de Jocélia e de seu drama na TV? A busca fácil pela emoção - e mais pontos de audiência? O choro de alegria da família, mostrado à exaustão, e de tristeza dos telespectadores, pela impotência em relação à doença, por saber que há várias Jocélias por aí, que não terão a mesma ajuda? Realmente, fico muito dividida... 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quero o Tchan do Chacrinha


Não há antidepressivo que dê jeito! O domingo na TV joga a gente no fundo do poço. Você liga no SBT e dá de cara, no Domingo Legal, com a cantora-atriz-dançarina-aparecida Dulce Maria (foto ao lado) – Quem é ela? Ah, não viu Rebelde, né?? Não perdeu nada!. Cada vez que Celso Portiolli atendia um telefonema do telespectador para decifrar a senha do cofre “milionário”, a estrela mexicana ficava a seu lado, como uma verdadeira telemoça do canal do Baú. De bailarina estilizada e botas de cano alto, ela fazia a simpática: ria muito, dava autógrafos a suas seguidoras – estrategicamente instaladas no palco -, e assistia a seus clipes como se fosse pela primeira vez. Mas, aí, chegou o grupo Tchakabum. Portiolli foi apresentá-la aos integrantes. O vocalista Marcelo Menezes disse que ela já devia conhecê-los e cantarolou para uma surpresa Dulce: “Olha a onda, olha a onda...”, fazendo a coreografia correspondente. Depois, colocou a moça pra dançar: “Andou na prancha, cuidado o jacaré vai te pegar”. E Dulce simulou uma andada na “prancha”, sem entender nada, sem jeito e sem salvação. Vergonha alheia total. Dei um tempinho pra me refazer e fui pro Gugu. Lá, Compadre Washigton e Beto Jamaica garantiam que “o Brasil todo estava cobrando a volta do grupo É o Tchan”. Você cobrou? Eu também não! E, como num túnel do tempo dos horrores, vemos a nova formação, com seis (agora são seis novas capas de Playboy!!) dançarinas, segurando o tchan e passando embaixo da cordinha, ao som do indefectível elogio: “Vai ordinária!”. Com tops prateados, shortinhos jeans e polainas, as moças iam sendo apresentadas, uma a uma, numa coreografia dificílima, sob a batuta do Compadre, que repetia à exaustão, em português castiço: “Vai no céu! Vai no chão!”. Na hora, pensei no Chacrinha e suas chacretes, enfileiradas no palco. Quando ele pedia: “Um som para Rita Cadillac”. E lá ia ela, girando o dedo indicador, fazer sua apresentação solo. Mas do Chacrinha o Brasil sente falta. Vocês querem bacalhau? Eu também quero!