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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sucesso reality ‘Lucky Ladies’, MC Carol diz: "Não sou diva, sou bandida"

Rio - Quando era criança, MC Carol queria ser advogada e, depois, virar juíza. “Ninguém sonha ser MC”, diz. Mas foi o funk que transformou a vida da autora do hit ‘Minha Vó Tá Maluca’. Com personalidade forte e carisma, ela agora faz sucesso no reality ‘Lucky Ladies’, da Fox Life, e está bombando nas redes sociais com fotos e comentários abusados. Mesmo tímida, a funkeira de 21 anos, que gosta de ser chamada de Carol Bandida, transborda autoestima, mas não se acha uma diva, como já é proclamada pelos fãs.
“Não sou diva. Sou bandida! Pra mim, diva é a Beyoncé, a Nicki Minaj, a Rihanna, a Madonna. Não dou força pra isso. Acho ridículo”, dispara ela, que gosta mesmo é de ser comparada a Tati Quebra-Barraco, sua mentora no reality. “Ela é como uma mãe pra mim. A gente tem o mesmo sobrenome (Lourenço), e a filha dela tem o meu nome e a minha idade.”
Moradora do Morro do Preventório, em Niterói, Carol encontra inspiração para suas composições nas histórias de amigos, vizinhos e parentes. “Não faço música do nada. Quando não tem algo interessante na minha vida, foco na dos outros”, conta. Foi assim que surgiu a música para a avó e o funk ‘Jorginho Me Empresta a 12’, dedicada a uma amiga, cujo namorado a deixou em casa para ir ao baile com outra. “Falei para ela dar um tiro nele”, brinca. A mulher que queimava o lixo ao lado de sua casa inspirou ‘Minha Vizinha É Louca’. “Quando era solteira, eu fazia muita festa em casa até de manhã, e ela ficava louca”, diverte-se.
Na comunidade, Carolina de Oliveira Lourenço, seu nome de batismo, teve uma infância e adolescência sofridas, mas garante que nunca se envolveu em coisa errada. Com a mãe morando em local ignorado e o pai preso, ela foi criada pelos bisavós. “Fui expulsa de casa por um tio aos 14 anos. Pensei em ir pro Rio e morar na rua, pedir esmola, mas fiquei com medo dessas paradas que acontecem”, conta ela, que pediu abrigo na casa da avó. “Eram oito pessoas em dois cômodos. Os cinco adultos consumiam drogas. Mas, graças a Deus, nunca usei, nem tive curiosidade. Não sei se tenho pavor ou nojo, acho que os dois”, afirma.
Carol não bebe cerveja nem fuma. Mas o vinho é seu fraco. Após uma festa de Natal, já embriagada, foi chamada para cantar e esqueceu a letra. “Deu um branco, mas aí criei na hora a música ‘Bateu Uma Onda Forte’. A galera amou”, lembra. No reality da Fox, uma festinha regada a vinho deixou a funkeira mais soltinha a ponto de fazer um strip-tease e pagar calcinha. “Não tive vergonha, faria tudo de novo. Meu marido viu e deu um piti, mas tá tranquilo”, garante.
Casada há quatro anos com o ajudante de pedreiro Alecssandro, de 22, ela sabe administrar o ciúme do marido. “Agora ele está melhor. Mas falei: ‘Ou você anda do meu lado, ou vai ficar para trás’”, diz ela, que já tinha namorado o rapaz e o reencontrou na sarjeta. “Ele tinha problemas com drogas. Eu o internei, cuidei dele, levei pra casa. Por isso, ficou obsessivo por mim”, revela.
Em homenagem ao amado, ela compôs ‘Meu Namorado É Maior Otário’. “Ele lava minhas calcinhas, faz comida, me ajuda em tudo. Mas não o acho otário, ele é um exemplo. Os homens têm de ser menos machistas e dividir as tarefas”, defende.
No programa, deu o que falar sua revelação que faz sexo com Alecssandro nove vezes por dia. “Acham que são nove direto, mas não é, pelo amor de Deus! São três de manhã, três de tarde e três de noite. A gente briga, faz as pazes e depois transa”, detalha. Além de jurar que nunca pisou na bola com o amado, ela deixa claro que não perdoaria uma traição. “Se pegasse ele com outra, não sei se mataria ou mandaria matar. Não trabalho com o perdão, não”, decreta, aos risos, emendando: “Acho que procuraria um homem melhor que ele.”
A autoestima é tão elevada que a MC posta nas redes sociais mensagens do tipo “Sou gostosa, sou feliz, sou sexy” e fotos sensuais. “Nunca sofri preconceito por ser gordinha. Os homens que eu queria, eu tinha. Mas escolhia muito. Eu sempre me achei”, admite ela, que não sobe numa balança há tempos: “Estou pesando mais de 100 quilos, mas quero chegar aos 90.”
A convivência com as outras funkeiras do reality a deixou mais vaidosa. “Antes, não tinha preocupação com isso. Agora tenho parceria com uma marca de roupas plus size, aprendi a me maquiar e a cuidar do cabelo.”
Desde que estourou no reality, o número de shows aumentou e o cachê subiu. Se antes fazia baile por R$ 500, hoje cobra entre R$ 3 mil e R$ 5 mil para cantar em casas da Lapa e na região oceânica. “Faço muito show em boate gay”, diz ela. Na época das vacas magras, Carol se contentava com bem menos. “Quando comecei, há cinco anos, fazia shows em troca do dinheiro da passagem de volta para casa e uma garrafa de vinho”, entrega.

Publicada em 05/07/2015 - O DIA
Foto: Márcio Mercante

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Funkeiras armam barraco na série 'Lucky Ladies'

Rio - Quem vê a MC Carol sensualizando e cantando músicas recheadas de palavrões nos shows nem imagina que, na intimidade, a funkeira é bem mais quietinha. “Sou muito calada, fechada. No palco é que eu me solto, sou uma personagem”, garante a moça de 21 anos, uma das estrelas do reality ‘Lucky Ladies’, ao lado de Karol Ka, MC Sabrina, Mary Silvestre e Mulher Filé. O programa estreia hoje, às 22h30, no Fox Life.
Lideradas pela veterana Tati Quebra-Barraco, mentora do grupo, e pelo produtor musical Rafael Ramos, as cinco funkeiras têm que conviver numa cobertura de luxo em Copacabana durante dois meses. A ideia é fazer com que elas superem as diferenças, melhorem a performance, façam músicas e cantem juntas num show.
“Morar com meu marido (Alecsandro) já é complicado, imagina com cinco mulheres com personalidades fortes! Foi uma experiência bem louca”, diz MC Carol, conhecida ainda como MC Bandida, que saiu de casa aos 14 anos e mora no Morro do Preventório, em Niterói.
Ao longo de 12 episódios, o reality acompanha o treinamento das moças para o grande show e os inevitáveis barracos. Que não foram poucos! “Achei que ia ser pior. Tive que botar ordem algumas vezes, mas comigo foi tranquilo”, garante Tati Quebra-Barraco, que, como mentora, focou na preparação das meninas. “Dei uns toques sobre música. Aquelas que dançam muito eu tentei fazer com que cantassem mais, e vice-versa. Funk a gente não ensina, já nasce com ele.”
Assim como MC Carol e a própria Tati, MC Sabrina e Mulher Filé (Yani de Simone) são oriundas de favelas do Rio. Já a mineira Karol Ka, que canta funk há três anos, e a paulista Mary Silvestre vêm de famílias classe média. Por isso, as duas acabaram virando alvo de alfinetadas das outras meninas.
“Achavam que eu era muito lady, muito delicada para cantar funk. Não vivi em comunidade nem sofri o que elas sofreram, mas também não tive uma vida fácil. Cada um tem a sua verdade”, defende-se Mary, de 23 anos, que começou como modelo, participou de concurso de miss e foi dançarina do ‘Caldeirão do Huck’.
A preocupação de Mary com a aparência também mexeu com os nervos das participantes. “Gosto de estar bonita. Isso incomodou as meninas no início, mas depois elas adquiriram um pouco desse hábito”, conta a paulista, que mora em Ipanema e visitou várias comunidades durante as gravações. “Meu funk é mais pop, dos playboys da Zona Sul. Respeito quem gosta do proibidão, mas não é minha praia.”
Por sua vez, MC Carol revela que bateu de frente com Karol Ka: “Falei que ela era uma falsa.” Ironicamente, a certa altura do reality, a funkeira de Niterói teve que formar uma dupla com a mineira. “Fizemos juntas uma música. Acho que ficou boa.”
Autora do hit ‘Minha Vó Tá Maluca’, Carol se inspira na própria vida ou na história de amigos para escrever suas músicas. ‘Meu Namorado É Maior Otário’ é uma “homenagem” ao marido. “Quando vai ao baile comigo, ele sai do salão e só volta quando eu acabo de cantar. Fica boladão”, diverte-se.



Publicado em 24/05/2015 – O DIA