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domingo, 13 de setembro de 2015

Samantha Schmütz protagoniza série do Multishow, lança desenho animado e se prepara para novela

Rio - Samantha Schmütz é do tipo que não acredita em sorte na profissão. “Sempre fiz muito teatro. Subo degrau por degrau. Não surgi de repente! Acho que é uma forma sólida de construir uma carreira. Tudo é por merecimento, não é porque eu dei sorte, é puro trabalho mesmo”, avalia a atriz, protagonista da série ‘Aí Eu Vi Vantagem’, que estreia hoje, às 21h30, no Multishow. 

E trabalho é o que não falta para ela. Além do novo seriado, Samantha aparece ainda este ano em três filmes — entre eles, ‘Tô Ryca’ —, está gravando a terceira temporada da sitcom ‘Vai que Cola’, que estreia em setembro, e se prepara para fazer a próxima novela das sete, ‘Totalmente Demais’, de Rosane Svartman e Paulo Halm. 
Na trama das 19h, ela viverá a dona de casa Dorinha, que tem inveja da irmã linda e bem-sucedida, Carolina (Juliana Paes). Casada com Zé Pedro (Hélio de la Peña) e mãe de dois filhos, a personagem sofre um choque anafilático durante uma cirurgia plástica e entra em coma. 
Aos 36 anos, Samantha ficou conhecida por participar do humorístico ‘Zorra Total’, em que fazia o Juninho Play. Em setembro, o personagem vira desenho animado com exibição no YouTube. Com produção dela e do marido, o empresário americano Michael Cannet, a animação ‘Juninho Play e Família’ tem 13 episódios de um minuto e meio de duração cada um, sendo que o último é um especial de Natal de cinco minutos. 
“O desenho é lindo, está a minha cara”, assume a atriz, que contratou o estúdio americano Lightstar para realizar o projeto e convidou famosos para dublar. “Gravamos a voz da Ivete Sangalo, como mãe do Juninho Play. O Marcelo Adnet vai ser o pai, e o Paulo Gustavo faz uma vizinha”, adianta. 
Em ‘Aí Eu Vi Vantagem’, com 16 episódios, ela dá vida a Jéssica, personagem oriunda do ‘Vai que Cola’ que ganha sua própria série. Ao reencontrar a amiga de infância Katarina (Luciana Paes), a periguete é convidada a transformar um cabaré falido da família em um novo point da cidade. 
“Foi uma ideia do canal fazer um programa com a Jéssica. Tive ideia de ela ser uma promoter, para bombar o cabaré. Dei alguns palpites, mas o Fil Braz (roteirista) e o Pedro Antonio (diretor) desenvolveram os roteiros”, conta ela, que também interpreta Juninho Play e a cantora de churrascaria Fátima. “Criei especialmente para a série o sambista Paulinho Paixão e a Gaspareta, uma astróloga maluca, meio charlatã.”


Publicada em 16/08/2015 – O DIA

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ex-CQC, Oscar Filho estreia como ator no cinema e em série de TV

Rio - Após sete anos no ‘CQC’, Oscar Filho ficou sabendo de seu desligamento do programa da Band através da imprensa. Passado o susto inicial, ele não demorou para trocar a chave de ‘repórter’ para a de ‘ator’, o que garante que sempre foi. Sem o conhecido terno preto que o tornou famoso nacionalmente, ele agora se aventura em uma dupla estreia na dramaturgia: interpretando um vilão em ‘Carrossel — O Filme’, que entra em cartaz amanhã nos cinemas, e atuando na sitcom ‘Aí Eu Vi Vantagem’, série estrelada por Samantha Schmütz, que vai ao ar a partir de 17 de agosto no Multishow.

“Eu pensava em deixar o ‘CQC’, mas não tinha efetivamente decidido sair. Quando aconteceu, pensei: ‘Oi, como assim?’ Mas essa sensação durou pouco tempo. As coisas precisavam mudar mesmo. É um recomeço”, diz.

No programa da Band, Oscar comandou o quadro ‘Proteste Já’, investigando denúncias de comunidades por todo o país, durante quatro anos. Na bancada, ficou quase dois anos. “Gostava de fazer o quadro, mas não queria ficar marcado. Passei por todos os níveis do programa, não tinha mais para onde ir. A não ser que fosse para o lugar do Marcelo Tas, o que eu não gostaria de fazer, porque é muita responsabilidade”, explica o ator. “Acho que o que me fez ficar tanto tempo no programa foi uma certa acomodação. Às vezes, precisamos de uma chacoalhada”, admite.

Aos 36 anos, ele acredita que a passagem pelo ‘CQC’ o preparou para o resto da carreira e para a vida. No entanto, quando se viu fora do ar, ficou tomado por dúvidas. “As pessoas me conhecem como repórter. Pensei: ‘Será que elas sabem que sou ator?’”, lembra.

Ao participar de sua primeira seleção de elenco, Oscar levou bomba. “Fui mal no teste para a série ‘#PartiuShopping’ (de Tom Cavalcante), estava com dores nas costas... Mas acabei sendo chamado para a série da Samantha Schmütz por um diretor que nunca tinha visto o meu trabalho”, revela.

Em ‘Aí Eu Vi Vantagem’, ele vive o encostado OJ, filho de Jurandir (Stepan Nercessian) e Glória (Fafy Siqueira). Solteiro por pura preguiça, o personagem é ex-namorado de Jéssica (Samantha), que ajuda a família dele a promover um cabaré recebido como herança e tenta ficar com ele a todo custo. “OJ é muito lento, diferente de tudo o que fiz em teatro. Sou um cara mais expansivo, elétrico”, compara ele, que se surpreendeu com a entrega da protagonista: “Samantha não tem esse problema de vaidade, que algumas mulheres humoristas têm. Ela embarca na história, faz um homem, coça o saco... É uma p... comediante e pessoa.”

Já as filmagens do longa inspirado na novela ‘Carrossel’, do SBT, fizeram Oscar voltar à época de infância. “Eu assistia à novela (versão mexicana) quando era criança e morava em Atibaia (SP)”, conta ele, que vive o vilão Gonzalito, parceiro de Gonzales (Paulo Miklos). “É uma dupla bem caricata. Foi muito divertido. Vilão pode fazer qualquer coisa, não tem limite. Pode até errar”, exagera.

Cercado por crianças, ele ficou impressionado com a pequena atriz Maisa Silva. “Acho um gênio, falei muito dela no ‘CQC’. Ela é fluente, uma graça. Isso é muito legal, porque, às vezes, a gente vê um prodígio que não dá muito certo”, avalia.


Publicada em 22/07/2015 - O DIA
Foto: Daniel Castelo Branco