O Multishow parece ter entendido o recado. Após o bombardeio de críticas na primeira semana de cobertura do Rock in Rio, o canal se redimiu, em parte, na segunda semana, corrigindo algumas falhas. A principal delas diz respeito às apresentadoras Didi Wagner e Luisa Micheletti. Ponto fraco da cobertura, a dupla foi socorrida com fichas contendo mais informações sobre as bandas, além de saírem mais do estúdio para fazer entrevistas. Os intervalos entre um show e outro deixaram de ser um suplício, uma encheção de linguiça sem fim, até porque a emissora também preencheu esse tempo com reportagens gravadas. O resultado das mudanças é que as apresentadoras cometeram menos gafes.
Mesmo assim, elas não escaparam de momentos constrangedores, como a entrevista com os mexicanos do Maná. Didi assumiu não falar espanhol, enquanto Luisa fazia perguntas em inglês, e os músicos respondiam ora em inglês, ora em espanhol e, às vezes, em bom 'portunhol'.
A emissora também soube aproveitar melhor as câmeras nos bastidores, mostrando os músicos antes e depois de se apresentarem. Apesar do nervosismo, Didi marcou ponto ao entrevistar, ao vivo, os integrantes do Coldplay momentos antes de começarem o show. Mas uma pergunta não quer calar: por que entrevistar a Shakira em inglês se a cantora colombiana sabe falar muito bem o português?
Já Beto Lee limitou-se a narrar quem entrava e quem saía do palco, além de fazer comentários óbvios que nada acrescentavam à transmissão. Na área Vip, Dani Monteiro teve o trabalho facilitado ao se deparar com entrevistados falastrões como William Bonner, que mostrou muito bom humor ao defender o ecletismo musical do Rock in Rio, e Malvino Salvador, que fez piadinha sobre Axl Rose e revelou: na adolescência, imitava o líder do Guns'n Roses usando até uma peruca. Mas, se tem uma coisa que marcou a cobertura do RiR, foi a divertida entrevista de Dani com Christiane Torloni. A frase da atriz já virou slogan para as próximas edições do festival: "Hoje é dia de rock, bebê".
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Faltou sapato e sobrou Lilia Cabral
A cena em que Griselda desmascara Antenor em Fina Estampa só serviu para comprovar o que todo mundo já sabe: Lilia Cabral é show, apesar da sua 'marido de aluguel', às vezes, forçar a mão no jeitão masculinizado. A atriz foi a única a brihar na sequência em que a faz-tudo acaba com a farsa do filho e lhe dá uma surra no meio da sala da família Velmont. Assim mesmo, achei a cena fraquinha. Caio Castro e Adriana Birolli, o casal Antenor e Patricia, ficaram apagadinhos e, quando precisaram mostrar serviço, não convenceram; Dalton Vigh, o Renê, foi mero figurante; Ângela Vieira, que vinha bem como a falsa mãe, também sumiu com a (falta de) reação de sua personagem, que sequer esboçou a defesa do rapaz para sustentar a mentira. Só Christiane Torloni, a esnobe Tereza Cristina, tirou uma casquinha da cena, dando aqueles gritos insuportáveis que ainda vão lhe causar uma rouquidão.
Além da explosão de Griselda, a cena chamou a atenção, momentos antes, pelo fato de Ângela Vieira aparecer sem um dos sapatos. A explicação para estar descalça é que a atriz sofreu uma torção no pé esquerdo. Ela improvisou! O problema é que a imagem vazou, e ninguém da produção percebeu o erro. Vacilo imperdoável!
Além da explosão de Griselda, a cena chamou a atenção, momentos antes, pelo fato de Ângela Vieira aparecer sem um dos sapatos. A explicação para estar descalça é que a atriz sofreu uma torção no pé esquerdo. Ela improvisou! O problema é que a imagem vazou, e ninguém da produção percebeu o erro. Vacilo imperdoável!
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Muita estampa para pouca finesse
Quando o ambicioso Antenor (Caio Castro) esculachou a mãe, Griselda (Lilia Cabral), na estreia de Fina Estampa, pensei estar assistindo a uma versão da novela das sete. A trama é a mesma de Morde e Assopra, em que o filho metido a besta, Guilherme (Klebber Toledo), tem vergonha da mãe batalhadora e sem estudo, Dulce (Cássia Kiss). Se os personagens trocassem de folhetim, daria no mesmo. Mas este é apenas um dos muitos clichês da nova novela das nove: tem ainda a mulher que apanha do marido - Celeste (Dira Paes) e Baltazar (Alexandre Nero) -, e a dondoca rica, Tereza Cristina (Chrtistiane Torloni), que gosta de humilhar os empregados por puro prazer. Vai ser duro acompanhar 180 capítulos com Torloni gritando e dando chiliques. Sem falar que a personagem é parecida com outras que a atriz já fez, como a histérica Melissa, de Caminho das Índias. Para enfatizar o jeitão masculino de Griselda, a 'marido de aluguel', vulgo Pereirão, a turma do figurino e da caracterização abusou do estereótipo. Sorte de Lilia Cabral que não vai vestir macacão nem carregar caixas de ferramenta por muito tempo, já que a protagonista vai ganhar na loteria e tomar um banho de loja - olha aí outro clichê: o patinho feio que vira cisne! A abertura é de doer: tem cara de comercial de perfume com música ruim.
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