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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Leda Nagle: boa conversa no Sem Censura


No comando do ‘Sem Censura’ há 16 anos, a apresentadora e colunista de O DIA Leda Nagle já entrevistou centenas de artistas, músicos e profissionais de diversos setores. Mas três famosos ainda estão na sua lista de sonho de consumo: Roberto Carlos, Chico Buarque e Gal Costa. “Daria para fazer um programa inteiro com cada um”, diz a jornalista, que comemora a longevidade da atração, no ar há 27 anos, de segunda a sexta, às 16h, na TV Brasil.

“Acho que o segredo é a diversidade de assuntos e convidados. E tem a interatividade com o público. Quando cheguei ao programa, só tinha fax e telefone. Não havia Internet como hoje. Agora, temos e-mail e as redes sociais, a comunicação com o telespectador é imediata”, analisa.

Além dos três ícones da música brasileira, Leda está de olho em outro convidado mais urgente: João Emanuel Carneiro, autor de ‘Avenida Brasil’. Noveleira assumida, ela tenta não perder um capítulo da trama. “Quando não posso assistir, leio os resumos no jornal”, revela a apresentadora, que deseja levar o novelista ao programa nesta reta final do confronto entre Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves). “Já o convidei outras vezes, mas ele ainda não aceitou. Manoel Carlos e Gloria Perez vão sempre ao programa no último capítulo de suas novelas”, conta.

A batalha por bons entrevistados é árdua. Em média, são 120 convidados por mês — cinco ou seis por dia. “As pessoas querem vir ao programa, isso me deixa feliz. Nosso índice de rejeição é zero”, garante Leda. Mas conseguir artistas da Globo é sempre uma tarefa burocrática e cansativa. “A gente pede autorização e a resposta da emissora leva uns cinco dias úteis. Já a liberação dos contratados da Record é mais rápida”, compara.
Por incrível que pareça, o mau tempo é a pior ameaça ao programa. Quando chove muito no Rio, Leda conta que quase sempre os convidados se atrasam ou não chegam, por causa do fechamento do aeroporto Santos Dumont e da ponte Rio-Niterói. “Vários fatores podem nos derrubar. É punk! Já comecei o programa com apenas dois convidados, mas fui fazendo até os outros chegarem”, recorda.

No ranking dos assuntos preferidos do público, ela diz que saúde, esporte e artistas são os campeões. Mas, nos últimos tempos, tem despontado um novo tema: os padres cantores. “As pessoas enviam sugestões de entrevistas com padres de cidades pequenas, que ainda não são conhecidos mas que cantam também”, entrega.

No papel de mediadora dos debates, ela já precisou intervir de maneira mais enérgica durante uma discussão acalorada. “Se os convidados discordam, discutem, tenho que administrar a situação. Se não for uma saia justa muito explícita, passo batida. Mas enfrentei situações de estresse delicado em que tive de ser mais incisiva. Isso sempre acontece por excesso, de ego, de certeza”, diz. Pior que isso, só entrevistado que não rende, frisa ela: “Gosto de gente que domina o assunto do qual está falando”.

Mãe do ator Duda Nagle, que estará em ‘Salve Jorge’, próxima novela das nove, Leda nunca levou o filho ao programa. “Ele não gosta de dar entrevista”, explica. Mas os dois estão sempre conversando sobre TV. “Somos bem amigos, já moramos juntos. Agora, ele está no apartamento dele. Mas vai sempre na minha casa e falamos de tudo”.



PUBLICADA EM O DIA, EM 6/10/2012
FOTO: MAÍRA COELHO

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Fogueira das vaidades na vinheta de fim de ano da Globo

Era para ser uma mensagem de paz, mas virou uma fogueira de vaidades. A nova vinheta de fim de ano da Globo vem provocando uma grande ciumeira entre alguns famosos, que estão se queixando de sua pequena participação na campanha. Apesar de o cantor Roberto Carlos ser, pela primeira vez, a grande estrela da vinheta, Susana Vieira, Mateus Solano e Glória Maria já teriam manifestado sua decepção por não aparecerem no filme de 75 segundos.

Na gravação, Susana Vieira teria até abraçado Roberto Carlos. No entanto, a cena foi cortada da versão que está indo ao ar. A atriz, que se orgulha de seus 40 anos na emissora, teria ficado chateada por não ter ganhado destaque.
Já Mateus Solano decidiu comentar no Twitter sua decepção por ter ficado fora do filme. “Não me vi na vinheta de fim de ano... Mas pelo menos pude ouvir Roberto cantando à capela!”, escreveu o ator no microblog.
Glória Maria também não teria gostado de sua posição durante a gravação. A jornalista ficou na terceira fila do coral de estrelas da emissora.
Mas os famosos que não apareceram na campanha de fim de ano da Globo ainda podem dar as caras. De acordo com a assessoria de imprensa da emissora, foram gravadas cinco versões da vinheta, com diferentes takes dos artistas que fazem parte do coral de luxo para Roberto Carlos, o que vai permitir que todos apareçam.
Ainda segundo a emissora, já estão no ar duas versões da campanha. Há mais três para serem exibidas.
Este ano, 130 estrelas da Globo — entre atores, apresentadores e jornalistas — participam da tradicional vinheta. Além de trazer Roberto Carlos cantando o tema ‘Um Novo tempo’, o filme mostra os apresentadores interpretando pessoas comuns, entre eles Fausto Silva como garçom, Xuxa como babá e William Bonner como carteiro.

Publicada em O DIA, em 07/12/2011

domingo, 11 de setembro de 2011

O cabelinho Playmobil do Rei e a debutante Glória Maria


Aos 70 anos, Roberto Carlos tem o dom de emocionar as plateias. Seja a bordo de um navio, no teatro ou na praia de Copacabana. Não foi diferente em Jerusalém. Apesar de o show em Israel não trazer novidade no conteúdo - exceto pelo cenário e pelas imagens da visita do cantor a lugares sagrados -, o Rei cantou melhor do que na apresentação de fim de ano no Rio. O repertório conhecido sempre ajuda, é infalível! Nas redes sociais, o show ficou ainda mais divertido. A 'fina estampa' de RC foi alvo de muitos comentários. O que era aquele cabelinho de Playmobil? Grudado e com franjinha... Ridículo! Teve gente comparando o Rei a Chico Xavier e a uma índia velha. O ponto eletrônico que ele usava nas duas orelhas parecia aparelho de surdez.
Mas nada foi tão patético quanto a entrada no palco de Glória Maria. Com vestido azul esvoaçante e postura de debutante, a jornalista dançou uma música com Roberto e depois saiu com carinha de apaixonada. Vergonha alheia. No fim, como se fora a súdita número um, ela recebeu uma rosa das mãos do ídolo, e novamente deu aquele sorrisinho de "fui a escolhida".

domingo, 26 de dezembro de 2010

QUEREM ACABAR COM O REI?


"Ser súdita do Rei é hereditário. Minha avó adorava, minha mãe era fanzoca de carteirinha, e eu gosto demais de Roberto Carlos. Choro sempre nos especiais dele. Mas, mais uma vez, fiquei frustrada com um programa deste fim de ano da Globo. Embora Roberto Talma seja um diretor competente e, há alguns anos, tenha entendido a linguagem de RC e da maioria do público que o acompanha pela TV no dia de Natal, pecou feio dessa vez. Num show que era prometido como ao vivo houve várias interrupções para entrevistas com famosos e anônimos, que não acrescentaram nada. Faltou roteiro, e a edição foi muito ruim. E o que fazia Glória Maria na atração? Juro que não entendi. A escolha dos convidados parece ter querido agradar a gregos e troianos. Só fez desagradar. No especial de Roberto, a ideia, pelo menos para mim, é ouvir... Roberto! E ele cantou poucas músicas. Mas emocionou, como sempre. Em compensação, a desconhecida Paula Fernandes, em seu modelito de gosto duvidosíssimo, buscando segurar a mão do Rei a qualquer custo, cantou até demais. Num pout pourri, que seria delicioso interpretado pelo protagonista da noite, Paula destoou com sua voz na linha sertanejo universitário e engoliu várias sílabas, recebendo o auxílio luxuoso de Roberto. Neguinho da Beija-Flor, no final do programa, foi outro que não conseguiu passar o seu recado. Alguém entendeu toda a letra do samba enredo da escola para 2011? Entre os dois, estiveram mais duas opções erradas: Bruno e Marrone, e Exaltasamba. Os sertanejos cantaram seu carro-chefe pra lá de batido, e fizeram uma versão mexicanizada de Desabafo. Os sambistas, pouco à vontade ao lado de Roberto, ficaram em cima do muro na hora de Nêga e da já tocada no início do show Além do Horizonte. E as crianças do Coral da Rocinha, que se abalaram de casa para cantar apenas a primeira parte de Noite Feliz? No final, Roberto Carlos parecia cansado. Tanto que nem beijou as rosas distribuídas à plateia: só fez menção. Show melancólico, nem um pouco digno de um Rei." (POR SIMONE MAGALHÃES)

"Show de Roberto Carlos é sempre mais do mesmo. Este ano, pra não dizer que foi igual aos anteriores, teve o charme de ser em Copacabana. Surpresa mesmo foi ver o Rei sentado quase o tempo todo num banquinho, por causa de dores no joelho. A postura do cantor deu ares de uma apresentação acústica. Mas, cá entre nós, parecia que RC estava entorpecido, bem mais paradão do que em outros especiais. Mais interessante do que o manjado repertório foram as tiradas do cantor, que tentou demonstrar bom humor. Primeiro, brincou com o nome de Marrone, da dupla com Bruno. Disse que o cantor sertanejo deveria trocar para 'Azulone'. Mas o melhor viria depois, numa declaração inédita. As três coisas de que o Rei mais gosta são sexo, sexo com amor e sorvete. Vocês sabiam? Nem eu! Em entrevistas, Roberto Carlos nunca fala coisas supreendentes. Só essa confissão, dita para mais de 400 mil pessoas em Copa, e para milhões que assistiram pela TV, valeu "o ingresso". A Globo prometeu, a semana inteira, que exibiria o show ao vivo. Mas não cumpriu. A transmissão começou meia hora depois de o cantor ter entrado no palco e interpretado  Emoções, como faz tradicionalmente, há décadas. O pior foi ver a Glória Maria anunciando o tempo inteiro que o espetáculo estava sendo exibido ao vivo. É muita cara de pau!" (POR PAULO RICARDO MOREIRA)