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terça-feira, 5 de maio de 2015

Galisteu e Alexandre Iódice vão pra cozinha receber amigos em série do Discovery Home & Health

Rio - Na casa de Adriane Galisteu e Alexandre Iódice, quem assume o fogão é o empresário do mundo fashion. “Ele não é chef, mas sabe cozinhar muito bem e por prazer”, elogia a apresentadora, que não tem intimidade com as panelas. “Se precisar, faço uma massa”, admite. Pela primeira vez, o casal divide o comando de um programa, a série ‘Papo de Cozinha com Dri e Alê’, que estreia hoje (dia 5/05), às 21h20, no canal por assinatura Discovery Home & Health. Enquanto ela conversa com os convidados, ele exibe seus dotes culinários.

“Fazemos, uma vez por semana, uma reunião em nossa casa para os amigos. Vamos para a cozinha, o Alê prepara a comida, e a gente fica batendo papo. O programa é exatamente isso”, conta Galisteu, que foi a maior incentivadora do marido. “Ele é tímido. Quando falei do programa, não achou que fosse verdade.” 

A cada episódio — seis ao todo —, o casal recebe duas personalidades para um papo descontraído em torno do fogão. Diferentemente de outras atrações, Galisteu não segue um roteiro. “Minha postura é completamente diferente. Estou como mãe, mulher e amiga dos entrevistados. Não me preparei, não tenho a pergunta na ponta da língua. Até o figurino e a maquiagem são mais naturais”, adianta.

Estreante na TV, Alexandre teve dificuldade nos primeiros episódios. “No começo, fiquei um pouco travado. O problema não era a câmera, mas explicar as receitas e preparar a comida ao mesmo tempo. Depois, peguei a mão”, revela. A aventura na cozinha começou há cinco anos, logo após o casamento com a apresentadora. “Sempre gostei, mas ela me incentivou muito, passei a cozinhar com mais frequência. É uma terapia gostosa.”

Em casa, ele gosta de ter a mulher por perto quando está no fogão. Mas entrega: “Às vezes, ela atrapalha, mexe nas panelas, senta na mesa.” Massa é a especialidade do empresário, que prefere fazer pratos do dia a dia, sem sofisticação. “Gosto de testar ingredientes e temperos”, conta. No primeiro episódio, ele prepara um hambúrguer especial para a modelo Carol Ribeiro e o estilista Dudu Bertholini.

Galisteu está feliz com o desempenho do marido na série. “Alê está bem natural”, garante. O filho do casal, Vittorio, também aparece circulando na cozinha — de um sítio em Cotia, interior de São Paulo, onde a série foi gravada. “Ele entra, sai, volta, vai brincar, como se estivesse em casa”, explica. 

Enquanto não volta à TV aberta, a loura criou dois novos projetos para ficar mais próxima do público: um blog, lançado ontem, e um canal no YouTube, ‘Galisteu sem Filtro’, ainda sem data de estreia. “Escrevo sozinha o blog, a cada dia da semana falo de um assunto”, conta ela, que soma 2,5 milhões de seguidores no Twitter e um milhão no Instagram, além de 300 mil curtidas no seu perfil do Facebook.

“Para o YouTube, gravei matérias com meu celular e uma câmera, sem produção, como uma invasão a uma cozinha de restaurante e um papo com um garoto de rua”, adianta. Afastada do Carnaval carioca desde 2012, Galisteu também planeja desfilar novamente pela Portela. “Tenho vontade de voltar. A Portela foi minha escola por sete anos, faz parte de minha história”, assume. 

Publicado em 5/05/2015 – O DIA 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

MARACUTAIA NO MISS UNIVERSO 2012


Sou de um tempo em que a família sentava-se em torno da TV para assistir ao Miss Universo. Era programão. Cada um tinha sua candidata, eu marcava pontos fictícios num caderno avaliando os quesitos beleza, desfile, roupa típica e por aí ia. Quase sempre acertava ou ficava ali pelo segundo lugar. E as locações, então? Os lugares mais maravilhosos  do mundo faziam os telespectadores viajarem sem sair da poltrona. Fora a profusão de prêmios maravilhosos - e a coroa reluzente? -, shows com os melhores cantores do momento, e muito, muito glamour.
Só que às vésperas do fim do mundo, vemos Donald Trump vestido de Papai Noel, num salão em Las Vegas (EUA), abrindo o Miss Universo 2012. No estúdio da Band, Adriane Galisteu já não sabia mais o que falar - esperando entrar o link do concurso - com seus dois "convidados especiais", o stylist Raphael Mendonça ("que veste várias famosas") e a Miss Rio Janeiro deste ano e noiva do cantor Latino, Rayanne Moraes.
Numa entrada rapidíssima as 89 candidatas, vestidas como típicas periguetes brasileiras, não deram nem tempo de observarmos sua beleza. No telão, atrás das beldades, imagens repetitivas de neve; no palco, árvores de Natal, daquelas que vendem nas Lojas Americanas, e muitas caixas - vazias - de presentes. As candidatas saíram quase correndo. Corta. Galisteu no palco brasileiro diz que, após os comerciais, virão as 16 finalistas. Peraí! De 89 para 16? Sem desfile, sem biquíni, sem longo, sem nada? Isso mesmo! Vontade de desistir, mas vamos em frente: quem sabe o Brasil não faz bonito?
No bloco seguinte sai o resultado: Venezuela, Turquia , França. Peru, Russia (que faz coleção de ursos de pelúcia), Mexico (quer construir edifícios ecológicos), Polônia, Hungria (organizadora de casamentos), Africa do Sul (quer escrever um livro com sua mãe), Filipinas, Croácia, Brasil (eh!!!), Kosovo (quer ser diretora de filmes de horror), Austrália, Índia e USA (mais ovacionada, claro). Tem para todos os gostos.
E lá vêm elas de biquíni - com uma estampa horrorosa, pareciam comprados em liquidação do Saara -, todas com algo em comum: magérrimas. Aquela história de 90 de busto, 60 de cintura, e 90 de quadril já foi pro espaço há tempos. Agora, pra ser Miss Universo tem que mostrar busto com silicone, nenhum quadril, e pernas de saracura. E todas no carão - com aqueles penteados cafonas que só os americanos conseguem idealizar.
Aos trancos e barrancos, a brasileira Gabriela Markus chegou entre as dez finalistas: Austrália, Rússia, Brasil, França, Venezuela, EUA, Hungria, África do Sul, México e Filipinas. Vem a apresentação do grupo Train - mais sem graça, impossível-, num cenário que mistura o antigo Cassino do Chacrinha com Geração 80. E as candidatas nos seus longos sereias, exagerados nas fendas, nos cristais e no clima pré-carnavalesco.
Depois que indicaram as cinco finalistas - Venezuela, Filipinas, Austrália, EUA e Brasil -, Adriane Galisteu, do estúdio, gritou um: "Vai Brasil! Brasil!". Só faltou o coro de Galvão Bueno.
O sempre melhor momento é o das perguntas. Miss Venezuela, peguntada se formularia alguma nova lei, não teve dúvida: "Qualquer lei já foi feita, basta ter retidão e cumpri-la. Eu sou surfista e a melhor coisa a fazer nas ondas é esperar por elas. Isso se aplica às leis". Como??? Bom, à brasileira uma pergunta preconceituosa ao extremo, "se uma mulher que anda de biquíni por aí é considerada um objeto sexual". Falando em português (ponto a menos...), Gabriela respondeu que não é a forma de se vestir que mostra o caráter. E derrapou na conclusão: "Temos que mostrar às pessoas quem somos internamente em nossos corações". Ai, Jesus!
Galisteu que era Gabriela Markus desde o início, já mandou: "Acho que o Brasil fica entre as três". Nada disso, ficamos em quinto! E a ganhadora foi a baixinha, sem carisma, sem graça, do vestido mais feio de todos... Miss EUA! Para regozijo de Donald Trump, mostrado em pé, na plateia, aos risos! Maracutaia total!
Só posso reproduzir as palavras de Galisteu: "Gente, tô passada!". É, infelizmente, já não se fazem mais misses como antigamente... (SM)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Miss Universo: show de cafonice e diversão

Antes tarde do que nunca, algumas considerações sobre o Miss Universo 2011: foi cafona de doer, mas muito, muito divertido. O figurino de Claudia Leitte merecia um prêmio à parte. Quem escolheu aquele maiô com penachos negros? Cantando em inglês e espanhol, a loura parecia destaque de escola de samba. Um mico para gringo ver. O desfile das misses chamou mais a atenção pela magreza anoréxica do que pela beleza rara das candidatas. O passeio das beldades por São Paulo foi, no mínimo, exótico. O que elas foram fazer no Carrefour? Saíram do mercado com sacolinhas nas mãos, como se precisassem comprar comida ou produto de beleza que já não tivessem no hotel de luxo onde ficaram hospedadas.

Justiça seja feita, a angolana Leila Lopes foi coroada Miss Universo com sobras. Era a segunda opção da torcida brasileira, até porque vem de um país onde se fala português e ficou amiga da Miss Brasil Priscila Machado. Alguém ainda duvidava que a candidata brasileira ficaria pelo menos em terceiro lugar (como ficou)? Prêmio de consolação pelo fato de o concurso ser organizado pela primeira vez no Brasil.
Na transmissão paralela da Band - a rede oficial, NBC, exibiu para quase 200 países -, Adriane Galisteu teve jogo de cintura para contornar alguns probleminhas, mas deixou uma questão no ar: será que ela apostou dinheiro na raquítica e sem-sal Miss China para defendê-la tanto? Engraçado mesmo foi ver os comentários da jornalista Susana Barbosa, editora de moda da revista 'Elle', quase sempre discordando da apresentadora ou fazendo análises no mínimo curiosas como: "A Miss Kosovo é achatada na ‘parte de trás’".