Mostrando postagens com marcador Miss Universo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Miss Universo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

MARACUTAIA NO MISS UNIVERSO 2012


Sou de um tempo em que a família sentava-se em torno da TV para assistir ao Miss Universo. Era programão. Cada um tinha sua candidata, eu marcava pontos fictícios num caderno avaliando os quesitos beleza, desfile, roupa típica e por aí ia. Quase sempre acertava ou ficava ali pelo segundo lugar. E as locações, então? Os lugares mais maravilhosos  do mundo faziam os telespectadores viajarem sem sair da poltrona. Fora a profusão de prêmios maravilhosos - e a coroa reluzente? -, shows com os melhores cantores do momento, e muito, muito glamour.
Só que às vésperas do fim do mundo, vemos Donald Trump vestido de Papai Noel, num salão em Las Vegas (EUA), abrindo o Miss Universo 2012. No estúdio da Band, Adriane Galisteu já não sabia mais o que falar - esperando entrar o link do concurso - com seus dois "convidados especiais", o stylist Raphael Mendonça ("que veste várias famosas") e a Miss Rio Janeiro deste ano e noiva do cantor Latino, Rayanne Moraes.
Numa entrada rapidíssima as 89 candidatas, vestidas como típicas periguetes brasileiras, não deram nem tempo de observarmos sua beleza. No telão, atrás das beldades, imagens repetitivas de neve; no palco, árvores de Natal, daquelas que vendem nas Lojas Americanas, e muitas caixas - vazias - de presentes. As candidatas saíram quase correndo. Corta. Galisteu no palco brasileiro diz que, após os comerciais, virão as 16 finalistas. Peraí! De 89 para 16? Sem desfile, sem biquíni, sem longo, sem nada? Isso mesmo! Vontade de desistir, mas vamos em frente: quem sabe o Brasil não faz bonito?
No bloco seguinte sai o resultado: Venezuela, Turquia , França. Peru, Russia (que faz coleção de ursos de pelúcia), Mexico (quer construir edifícios ecológicos), Polônia, Hungria (organizadora de casamentos), Africa do Sul (quer escrever um livro com sua mãe), Filipinas, Croácia, Brasil (eh!!!), Kosovo (quer ser diretora de filmes de horror), Austrália, Índia e USA (mais ovacionada, claro). Tem para todos os gostos.
E lá vêm elas de biquíni - com uma estampa horrorosa, pareciam comprados em liquidação do Saara -, todas com algo em comum: magérrimas. Aquela história de 90 de busto, 60 de cintura, e 90 de quadril já foi pro espaço há tempos. Agora, pra ser Miss Universo tem que mostrar busto com silicone, nenhum quadril, e pernas de saracura. E todas no carão - com aqueles penteados cafonas que só os americanos conseguem idealizar.
Aos trancos e barrancos, a brasileira Gabriela Markus chegou entre as dez finalistas: Austrália, Rússia, Brasil, França, Venezuela, EUA, Hungria, África do Sul, México e Filipinas. Vem a apresentação do grupo Train - mais sem graça, impossível-, num cenário que mistura o antigo Cassino do Chacrinha com Geração 80. E as candidatas nos seus longos sereias, exagerados nas fendas, nos cristais e no clima pré-carnavalesco.
Depois que indicaram as cinco finalistas - Venezuela, Filipinas, Austrália, EUA e Brasil -, Adriane Galisteu, do estúdio, gritou um: "Vai Brasil! Brasil!". Só faltou o coro de Galvão Bueno.
O sempre melhor momento é o das perguntas. Miss Venezuela, peguntada se formularia alguma nova lei, não teve dúvida: "Qualquer lei já foi feita, basta ter retidão e cumpri-la. Eu sou surfista e a melhor coisa a fazer nas ondas é esperar por elas. Isso se aplica às leis". Como??? Bom, à brasileira uma pergunta preconceituosa ao extremo, "se uma mulher que anda de biquíni por aí é considerada um objeto sexual". Falando em português (ponto a menos...), Gabriela respondeu que não é a forma de se vestir que mostra o caráter. E derrapou na conclusão: "Temos que mostrar às pessoas quem somos internamente em nossos corações". Ai, Jesus!
Galisteu que era Gabriela Markus desde o início, já mandou: "Acho que o Brasil fica entre as três". Nada disso, ficamos em quinto! E a ganhadora foi a baixinha, sem carisma, sem graça, do vestido mais feio de todos... Miss EUA! Para regozijo de Donald Trump, mostrado em pé, na plateia, aos risos! Maracutaia total!
Só posso reproduzir as palavras de Galisteu: "Gente, tô passada!". É, infelizmente, já não se fazem mais misses como antigamente... (SM)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Miss Universo: show de cafonice e diversão

Antes tarde do que nunca, algumas considerações sobre o Miss Universo 2011: foi cafona de doer, mas muito, muito divertido. O figurino de Claudia Leitte merecia um prêmio à parte. Quem escolheu aquele maiô com penachos negros? Cantando em inglês e espanhol, a loura parecia destaque de escola de samba. Um mico para gringo ver. O desfile das misses chamou mais a atenção pela magreza anoréxica do que pela beleza rara das candidatas. O passeio das beldades por São Paulo foi, no mínimo, exótico. O que elas foram fazer no Carrefour? Saíram do mercado com sacolinhas nas mãos, como se precisassem comprar comida ou produto de beleza que já não tivessem no hotel de luxo onde ficaram hospedadas.

Justiça seja feita, a angolana Leila Lopes foi coroada Miss Universo com sobras. Era a segunda opção da torcida brasileira, até porque vem de um país onde se fala português e ficou amiga da Miss Brasil Priscila Machado. Alguém ainda duvidava que a candidata brasileira ficaria pelo menos em terceiro lugar (como ficou)? Prêmio de consolação pelo fato de o concurso ser organizado pela primeira vez no Brasil.
Na transmissão paralela da Band - a rede oficial, NBC, exibiu para quase 200 países -, Adriane Galisteu teve jogo de cintura para contornar alguns probleminhas, mas deixou uma questão no ar: será que ela apostou dinheiro na raquítica e sem-sal Miss China para defendê-la tanto? Engraçado mesmo foi ver os comentários da jornalista Susana Barbosa, editora de moda da revista 'Elle', quase sempre discordando da apresentadora ou fazendo análises no mínimo curiosas como: "A Miss Kosovo é achatada na ‘parte de trás’".