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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BBB 12: até os erros são repetidos

Quando é que você sabe que uma nova edição do BBB começou? Fácil: Basta ver e ouvir um bando de fortões e gostosas histéricos gritando "uhuuu" ao invadirem a casa onde vão passar os próximos três meses. Entrar no reality show da Globo aos berros parece um pré-requisito, um ritual que se repete desde a primeira edição. A estreia do BBB 12 foi como filme da Sessão da Tarde: já passou trocentas vezes.
Mas bem que o diretor Boninho tentou inovar na apresentação dos 16 participantes. Em vez de mostrá-los juntos com suas famílias, recebendo a confirmação de seus nomes para o programa, exibiu clipes com perfis "engraçadinhos", nos quais brothers e sisters faziam uma dancinha e "atuavam" como se estivessem numa história em quadrinhos. Por fim, cada um recebeu um rótulo: o gato, o galã, a princesa, a pilhada, a nerd, o bicho do mato, o ogro... Será que os apelidos vão pegar? Tenho minhas dúvidas. Na verdade, achei tudo meio mais ou menos.
Aliás, quem não deve ter achado muita graça de nada foi Pedro Bial. Um tanto irritadiço, o apresentador reclamou da posição do monitor, que não estava à sua frente, e foi flagrado com cara de poucos amigos logo após a direção cortar para ele no estúdio e não para os participantes na casa - ele havia acabado de conclamar o público a dar uma espiadinha! Como Bial mesmo disse: são apenas 10 anos no ar... Mas os erros em programas ao vivo fazem parte do pacote.
Só espero que a direção tenha mais criatividade nas próximas provas de resistência. Colocar os participantes dentro de um carro para disputar a imunidade, como na primeira edição, foi muita falta de imaginação. Afinal, a graça do reality é justamente ver os concorrentes passando perrengues e batendo boca. De preferência, em provas inéditas!
Ainda é cedo para arriscar palpites sobre favoritos. Mas já dá pra dizer, por exemplo, que a exuberante Fabiana fala demais, faz tudo para chamar a atenção. Se a "personalidade" da moça vai cair nas graças do público e agradar aos companheiros de confinamento, só os paredões vão dizer. E a estudante Jakeline? Chorou! Saudades de seu casal de... galináceos! Coisa mais ridícula. Já pode ligar pra eliminá-la?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Não tem casa do terror que levante o BBB 11

Entra-e-sai de participantes, paredões extras, casa de vidro... Quando se imaginava que a direção do BBB 11 já havia apelado para quase tudo, eis que surge o quarto do terror, mais uma tentativa desesperada de roubar a atenção do telespectador e recuperar a audiência perdida. O diretor Boninho está se esforçando para tornar o programa mais atraente, mas o problema é mais embaixo. Ou melhor, está dentro da própria casa: os participantes são, de longe, os piores hóspedes da história do reality. Fracos, limitados, sem carisma. E de quem é a culpa? Da produção, claro, que selecionou mal. Não é à toa que até agora o programa não tem um favorito.
Quem tem atraído algum tipo de simpatia é Daniel, que fica divertidíssimo (e desbocado!) quando exagera na bebida durante as festas. O pernambucano, que também gosta de uma fofoca, parece ter sido o único a perceber o perigo que representa Diogo, um baiano que se acha o mais engraçado, amigo e autêntico da casa. O Gago, no entanto, não consegue sustentar seu marketing pessoal fajuto quando é confrontado. No jogo, sua estratégia é a intimidação. Numa discussão, grita, xinga, ofende, como fez com Paulinha. Também mente, ouve aqui e reproduz ali, sempre dando sua versão distorcida dos fatos. Presunçoso - e preguiçoso, porque não faz nada na casa -, o baiano já decretou até quem são os três finalistas: ele; Rodrigão, uma samambaia infiltrada na casa, uma "natureza morta" que se escora na beleza e só se preocupa com o cabelo, e Maurício, o Mau-Mau, um tipinho arrogante que julga saber tudo só porque saiu e depois voltou ao jogo. Só não dá para entender por que ninguém vota nesse gago.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BBB 11: feios, barulhentos e sem carisma

Nunca vi tanta gente feia e sem carisma reunida no BBB. Mas a falta de beleza não está restrita somente aos participantes. A casa tem a pior decoração dos últimos 10 anos - e olha que nesse período houve coisas bem estranhas. Peca pelo excesso de cores e de mistura de estilos. A piscina cresceu, mas a cozinha encolheu. Pior do que o puxadinho da edição passada só mesmo o acampamento do programa atual, com cama de armar e saco de dormir, molhados pela chuva que caiu na estreia.
O que não mudou foi a euforia excessiva dos confinados. Todos gritando e falando ao mesmo tempo, cada um querendo aparecer mais do que outro. Quem pensava que Pedro Bial ia fazer perguntas indiscretas para que os participantes assumissem suas opções sexuais, como no ano passado, ficou na saudade. Numa conversa entre alguns brothers, todos negaram ser gays. Inclusive a transexual Ariadna - o diretor Boninho teria instruído a não falar que é operada, para ver a reação masculina caso role um romance entre ela e um homem. Por enquanto, o casal mais unido é o gay Daniel com a lésbica Diana.
Também continua na mesma o assassinato à lingua portuguesa e os muitos palavrões ditos pela maioria. No mais, o indefectível desfile de exuberâncias em busca de capas de Playboy. Tomara que os participantes mostrem a que vieram para fazer valer o nosso pay-per-view.