Entra-e-sai de participantes, paredões extras, casa de vidro... Quando se imaginava que a direção do BBB 11 já havia apelado para quase tudo, eis que surge o quarto do terror, mais uma tentativa desesperada de roubar a atenção do telespectador e recuperar a audiência perdida. O diretor Boninho está se esforçando para tornar o programa mais atraente, mas o problema é mais embaixo. Ou melhor, está dentro da própria casa: os participantes são, de longe, os piores hóspedes da história do reality. Fracos, limitados, sem carisma. E de quem é a culpa? Da produção, claro, que selecionou mal. Não é à toa que até agora o programa não tem um favorito.
Quem tem atraído algum tipo de simpatia é Daniel, que fica divertidíssimo (e desbocado!) quando exagera na bebida durante as festas. O pernambucano, que também gosta de uma fofoca, parece ter sido o único a perceber o perigo que representa Diogo, um baiano que se acha o mais engraçado, amigo e autêntico da casa. O Gago, no entanto, não consegue sustentar seu marketing pessoal fajuto quando é confrontado. No jogo, sua estratégia é a intimidação. Numa discussão, grita, xinga, ofende, como fez com Paulinha. Também mente, ouve aqui e reproduz ali, sempre dando sua versão distorcida dos fatos. Presunçoso - e preguiçoso, porque não faz nada na casa -, o baiano já decretou até quem são os três finalistas: ele; Rodrigão, uma samambaia infiltrada na casa, uma "natureza morta" que se escora na beleza e só se preocupa com o cabelo, e Maurício, o Mau-Mau, um tipinho arrogante que julga saber tudo só porque saiu e depois voltou ao jogo. Só não dá para entender por que ninguém vota nesse gago.