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quarta-feira, 13 de julho de 2011
O (DES)ASTRO
Sabem o que se salvou no primeiro capítulo de O Astro? The Commodors, Barry White e Donna Summer. Afinal, em que época se passa a trama ou será mais uma dessas que deixa o telespectador dessituado? Músicas dos anos 70, cabelo da Regina Duarte fica entre os 60 e 70 (uma coisa meio Ao Mestre Com Carinho), o modelito da Carolina Ferraz não poderia ser mais feio, Daniel Filho - pra variar - um tom acima. Com o turbante e olhos muito pintados de preto, Rodrigo Lombardi estava mais pro indiano Raj do que para o Herculano. Parecia que a qualquer minuto ia começar aquela dancinha do pescoço. Henri Castelli não convenceu como o sedutor Felipe. E o coitado do Thiago Fragoso? Recebeu um papel forte, denso, mas de muita sensibilidade, interpretado incrivelmente por Tony Ramos. Impossível não compará-los. Saudades de Cuoco, o verdadeiro Astro. Será que amanhã melhora? (SM/PRM)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Nudez de Alinne em contexto machista
Para o jornalista e escritor carioca Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, cada bairro do Rio tinha um tipo específico de mulher. A ideia é totalmente discutível e até machista, mas deu origem a um dos livros mais cultuados do autor, As Cariocas, no qual descreve, com humor sarcástico, a sensualidade das garotas de acordo com o local onde moram. Inspirada na obra do autor, a série As Cariocas estreou na Globo com o episódio A Noiva do Catete, protagonizado por Alinne Moraes. A adaptação de Euclydes Marinhos trouxe a história, datada, para os dias de hoje. Mas poderia ter sido produzida como episódio de época. Afinal, os contos foram escritos quando os padrões morais eram mais rígidos, e o que era "picante" nos anos 60, hoje em dia é encarado quase como algo banal. O primeiro episódio foi meia-bomba, apesar de Alinne Moraes ter mostrado calcinha e seios em cenas de nudez - o que por si só já faria subir a temperatura da trama. Não subiu... Pra mim, a atriz não convenceu no papel de mulher fatal e devoradora de homens. Mas o episódio teve coisas interessantes, como a produção, a direção, a cenografia, com o padrão Globo de sempre. O tom "Stanislawisco" e divertido da história ficou por conta da narração (na voz de Daniel Filho, diretor da série), com frases como "Mulher que fala feito criança, geralmente costura pra fora" ou "Se mulher fosse fácil, o diabo não teria chifres". Engraçadinhas, mas ordinárias - numa brincadeira com Nelson Rodrigues, que pareceu fazer parceria com Sérgio Porto o tempo todo.
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