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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Segunda temporada de 'Questão de Família' mostra juiz vivido por Eduardo Moscovis com novos conflitos

Rio - Abandonado pela mãe e criado por um pai militar, o juiz da vara de família Pedro Fernandes é cheio de problemas pessoais que não consegue solucionar. Na segunda temporada de ‘Questão de Família’, o magistrado interpretado por Eduardo Moscovis vai se deparar com novos conflitos familiares e se envolver com amores antigos, além de seguir investigando por conta própria os casos que julga no tribunal. Com 13 episódios, sob direção de Sérgio Rezende, a nova fase da série nacional estreia na próxima quarta-feira, às 22h30, no GNT.

“A expectativa é que a série mantenha a qualidade da primeira temporada. Conseguimos aprofundar as relações entre os personagens e criar novos ganchos dramatúrgicos bastante interessantes, como o reaparecimento da mãe do Pedro e a reaproximação dele com a ex-mulher, Renata (Georgiana Góes)”, conta Eduardo Moscovis.

Márcia, a mãe do juiz, é vivida por Esther Góes. Ela reaparece após ter deixado a família, anos atrás, por causa das constantes agressões do marido, o coronel Fernandes (Eduardo Galvão), que morreu na primeira temporada.

Apesar de ter amantes, como a jornalista Ana Paula (Luiza Mariani) e a vizinha Juliana (Bellatrix), Pedro acaba ficando mais próximo da ex-mulher por causa das filhas, Julia (Giovanna Estefanio) e Marina (Giovanna Maluf), que sentem a falta de um convívio maior com o pai. “Meu personagem é um cara totalmente envolvido profissionalmente e tem muitas dificuldades de manter suas relações pessoais, mas se esforça para ser um pai presente”, diz o ator.

Além das questões familiares, Pedro vai ter um antagonista: Cássio (Fulvio Stefanini), um poderoso e influente desembargador do estado, que é visto por muitos magistrados como peça fundamental para subir na carreira. Casado com Thaís (Aline Fanju), Cássio se envolve em um conflito político com o protagonista.


Nos tribunais, Pedro segue se esforçando para ser justo nas suas decisões, mas mantém a prática de investigar por conta própria as pessoas envolvidas nos casos em julgamento. O que leva o juiz a correr maiores riscos na nova temporada.


Publicada em 28/03/2015 - O DIA 

quinta-feira, 15 de março de 2012

LOUCO POR ELAS: UMA BANANA DIFÍCIL DE DESCASCAR

Séries e programas em episódios com famílias, muito entra e sai, comédia de erros já estão batidos na nossa TV. Mas a insistência é sempre uma tentativa de abocanhar uma fatia do público comodista ou que fica na expectativa de que, com o passar do tempo, "vai melhorar" ou porque os outros canais não conseguem ser apetitosos no horário. Com chamadas que pareciam de uma sitcom interessante, Louco por elas estreou na Globo, mostrando muito do mesmo, ou seja, sem novidades.


Logo de cara, achei que estava assistindo a uma trama de Carlos Lombardi, com crianças sempre prodígios, que citam Freud, assim como Theodora (Laura Barreto), e que, em alguns momentos, só conseguia declamar suas falas, sem interpretá-las. E adultos com textos "inteligentes"/"engraçadinhos", soando forçados.... Mas era Louco por Elas. Eduardo Moscovis, sem estofo e jogo de cintura para o personagem, agrada ao público feminino pelo visual. E só. A tentativa de tiradas engraçadas, em edição ágil, não ajudou o galã, que, em muitos momentos, lembrou-me Wladimir Brichta em seu táxi, em Faça Sua História. Fiquei penalizada por Glória Menezes, que parecia mais perdida do que cego em tiroteio. Comédia leve, clima de vaudeville, não mostram seu brilho. E fazer sua Violeta passar por velhinha com dificuldades de memória e descolada, ao mesmo tempo, resvalou numa caricatura e na total falta de aproveitamento de uma atriz que já fez papéis de tanta relevância na TV brasileira. A filha do diretor de núcleo da Globo Guel Arraes, Luíza, ficou alguns tons acima da adolescente rebelde - sem causa. Sua Bárbara me remeteu à personagem de Bianca Comparato, em Belíssima, também exagerada, a princípio, mas que foi ganhando contornos mais palatáveis com o desenrolar da trama de Silvio de Abreu. E Deborah Secco, com 10 quilos a menos para livrar-se do estigma Natalie Lamour? Bom, Deborah Secco é sempre Deborah Secco... Pelo menos só apareceu uma vez de sutian e calcinha! Um avanço... (SM)