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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Com baixa audiência, 'Babilônia' sofre novas mudanças e é alvo de boatos sobre brigas entre autores e fim antecipado

Rio - A baixa audiência — com médias em torno de 26 pontos — e a rejeição a alguns personagens estão levando ‘Babilônia’ a passar por uma crise também nos bastidores. Um suposto desentendimento entre os autores Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga teria acarretado a interferência direta do diretor de dramaturgia diária da Globo, Silvio de Abreu, assumindo o texto da novela e reeditando os capítulos exibidos na semana passada para acelerar a trama. A situação dentro e fora dos estúdios é tão complicada e preocupante que já há rumores na emissora de que ‘Babilônia’ pode ser encurtada.
“O Silvio (de Abreu) reeditou os capítulos da semana passada, transformando 12 capítulos em seis, como foi exibido (até sábado). Isso tudo foi decidido de comum acordo entre nós e a direção geral da emissora”, conta Ricardo Linhares ao DIA. No entanto, o autor nega que o diretor de dramaturgia da emissora esteja escrevendo a novela: “Ao mesmo tempo (que Silvio reeditava os capítulos), eu e o João Ximenes escrevemos os textos que vão ao ar a partir desta semana.”
Linhares também desmente a briga interna. “Não houve nenhum desentendimento entre nós. Continuamos trabalhando afinados”, garante. 
Procurado pela reportagem, Silvio de Abreu não retornou. A assessoria de imprensa da Globo, porém, entrou em ação para negar que ele estivesse interferindo na trama, ou mesmo reescrevendo os capítulos. 
“Como diretor de dramaturgia diária, Silvio acompanha a rotina de criação dos autores e diretores da novela, participando das avaliações e contribuindo sempre com sua experiência. Os autores de ‘Babilônia’ seguem trabalhando e escrevendo juntos a novela”, diz a nota da assessoria.
Autores e emissora também não confirmam a possibilidade de ‘Babilônia’ sair do ar antes do previsto. Se isso acontecer, a próxima trama das nove, ‘Favela Chic’, escrita por João Emanuel Carneiro, teria sua estreia, anteriormente prevista para outubro, antecipada em pelo menos um mês. As gravações devem começar na última semana de maio.

ALTERAÇÕES NA TRAMA

Depois de Silvio de Abreu condensar 12 capítulos em seis, agilizando a trama, os autores de ‘Babilônia’ prepararam para esta semana uma nova guinada na história, com acontecimentos que, segundo eles, só iriam ao ar por volta do capítulo 80. Depois de Inês (Adriana Esteves) jogar na rede o vídeo em que Beatriz (Gloria Pires) aparece beijando o amante, o motorista Cristóvão (Val Perré), a vilã é expulsa de casa por Evandro (Cássio Gabus Mendes). No capítulo de hoje, Beatriz dá um tiro em Inês para se vingar e como queima de arquivo, já que a advogada é a única que sabe que a vilã matou o motorista, que é pai de Regina (Camila Pitanga) e Diogo (Thiago Martins).
“Não houve mudança alguma na trama da novela. Estamos seguindo tudo o que estava na sinopse. O que houve foi uma antecipação de trama. O que é diferente de mudar a história”, garante Linhares.
Inês vai para o hospital em estado grave, e Beatriz vai presa por tentativa de homicídio. As duas voltam a ser inimigas mortais. Já Regina, que recebe a pulseira que foi supostamente roubada no assalto em que seu pai foi morto, dará queixa na polícia e passará a investigar as duas por conta própria. “As antecipações foram feitas para aumentar a tensão entre Beatriz, Inês e Regina. Essa história só seria explorada adiante, mas sentimos necessidade de antecipá-la”, explica Linhares. “Enfim, é um jogo de gata e ratas”, completa.

Há duas semanas, os autores já haviam alterado o rumo da história de Alice (Sophie Charlotte), que seria garota de programa, mas virou uma mocinha sofredora. “A única mudança de trama que houve foi Alice não ser mais garota de programa. Mesmo assim, foi mantido o triângulo entre ela, Murilo (Bruno Gagliasso) e Evandro”, frisa Linhares.


Publicada em 29/04/2015 - O DIA

terça-feira, 9 de outubro de 2012

É guerra! Torta voa pra todo lado na novela das sete

Aberta a temporada de torta na cara! E a primeira vítima foi Edson Celulari, logo no primeiro capítulo de ‘Guerra dos Sexos’. Roberta (Gloria Pires) acertou o bolo bem na cara de Felipe, personagem do galã. Mas a cena mais esperada da trama de Silvio de Abreu só vai acontecer no nono capítulo: Tony Ramos, o Otávio II, e Irene Ravache, a Charlô II, se sujaram muito ao refazerem a antológica ‘guerra de comida’ entre os primos vividos por Paulo Autran e Fernanda Montenegro na primeira versão.


“Ficou um barato! As pessoas riam no estúdio. Eu e Irene também rimos muito, era uma brincadeira. Nossa preocupação era sujar pra valer logo. Foi tão indolor que a cena saiu com humor que tinha de ter”, conta Tony Ramos. A gravação foi feita de uma só vez, sem ensaios, exatamente como a cena de 30 anos atrás.

“Foi direto. Não se pode errar essas coisas. Às vezes, o diretor queria mais pedaços na cara, pedia para a gente jogar outra vez, só para sujar mais. Foi um happening, uma alegria. E o importante foi acreditar nessa alegria e entender que o ódio dos personagens tinha que ser para valer. A gente não podia ter dó de jogar na cara um do outro aquela meleca toda”, diz Tony.

Mas a guerra entre Otávio II e Charlô II não saiu barato. Na mesa de café da manhã, além de leite, suco, iogurte e pães, os dois atiraram um na cara do outro seis tortas de damasco com creme de chantilly, encomendadas pela produção à Confeitaria Kurt (Rua Gal. Urquiza 117, loja B, Leblon. Tel: 2294-0599. Preço: R$ 85, a grande, e R$ 70, a pequena). Carro-chefe de vendas da loja, a tradicional guloseima também foi usada na batalha entre os personagens da primeira versão.

No meio do barraco, com comida voando para todo lado no cenário, Tony Ramos lembra que Irene Ravache não conseguia enxergar em certo momento. “Foi por causa do iogurte que caiu nos olhos dela. Ardeu!”, revela o ator, contendo o riso. “Foi difícil atuar com iogurte nos olhos. Ele bateu e foi descendo lentamente, se espalhando por todo lado. Um horror”, brincou a atriz.

Se Irene perdeu a visão por alguns segundos, Tony teve dificuldades para se livrar da sujeira. A atriz entrega uma engraçada história de bastidores sobre seu colega, conhecido por ter muitos pelos no corpo. “Tony contou que, quando foi tomar banho, foi terrível. Como ele é muito peludo, ficou cheio de cerejinhas”, diverte-se ela.

Edson Celulari, que faz o papel que foi de Tarcísio Meira em 1983, também achou divertido ser atingido por um bolo. “Quando li o primeiro capítulo e vi que a cena do Felipe acabava com uma tortada na cara, decidi que queria fazer. É muito engraçado! O barato da carreira de ator é diversificar. Se fizer sempre a mesma coisa, o público não vai querer ver”, avalia.

A comédia pastelão é um dos principais ingredientes da trama. E outras tortas na cara virão. Tony Ramos sabe que haverá comparações, mas frisa que agora a história é outra. “Quando temos dois ícones da dramaturgia, como Paulo e Fernanda, a cena deles é para toda vida. Agora, fizemos a nossa cena, com outra leitura. Tendo essa consciência dramatúrgica, tudo fica mais fácil”, conclui.


PUBLICADA EM O DIA, EM 2/10/2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

LOUCO POR ELAS: UMA BANANA DIFÍCIL DE DESCASCAR

Séries e programas em episódios com famílias, muito entra e sai, comédia de erros já estão batidos na nossa TV. Mas a insistência é sempre uma tentativa de abocanhar uma fatia do público comodista ou que fica na expectativa de que, com o passar do tempo, "vai melhorar" ou porque os outros canais não conseguem ser apetitosos no horário. Com chamadas que pareciam de uma sitcom interessante, Louco por elas estreou na Globo, mostrando muito do mesmo, ou seja, sem novidades.


Logo de cara, achei que estava assistindo a uma trama de Carlos Lombardi, com crianças sempre prodígios, que citam Freud, assim como Theodora (Laura Barreto), e que, em alguns momentos, só conseguia declamar suas falas, sem interpretá-las. E adultos com textos "inteligentes"/"engraçadinhos", soando forçados.... Mas era Louco por Elas. Eduardo Moscovis, sem estofo e jogo de cintura para o personagem, agrada ao público feminino pelo visual. E só. A tentativa de tiradas engraçadas, em edição ágil, não ajudou o galã, que, em muitos momentos, lembrou-me Wladimir Brichta em seu táxi, em Faça Sua História. Fiquei penalizada por Glória Menezes, que parecia mais perdida do que cego em tiroteio. Comédia leve, clima de vaudeville, não mostram seu brilho. E fazer sua Violeta passar por velhinha com dificuldades de memória e descolada, ao mesmo tempo, resvalou numa caricatura e na total falta de aproveitamento de uma atriz que já fez papéis de tanta relevância na TV brasileira. A filha do diretor de núcleo da Globo Guel Arraes, Luíza, ficou alguns tons acima da adolescente rebelde - sem causa. Sua Bárbara me remeteu à personagem de Bianca Comparato, em Belíssima, também exagerada, a princípio, mas que foi ganhando contornos mais palatáveis com o desenrolar da trama de Silvio de Abreu. E Deborah Secco, com 10 quilos a menos para livrar-se do estigma Natalie Lamour? Bom, Deborah Secco é sempre Deborah Secco... Pelo menos só apareceu uma vez de sutian e calcinha! Um avanço... (SM)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Morte de Milton: atropelamento realista em 'Insensato'



Foi muito bem feita a cena da morte de Milton (José de Abreu) em Insensato Coração. O malandro, que estava sendo ameaçado por Ismael (Juliano Cazarré) com uma arma, saiu correndo do carro e foi atropelado por um ônibus da linha 154 (Central - Ipanema), no Aterro do Flamengo. Uma câmera colocada dentro do veículo flagrou a expressão de pânico do personagem no momento do choque. Depois, o corpo é mostrado debaixo do ônibus. Além de tecnicamente perfeita, a sequência teve agilidade e tensão na medida exata.
Milton, que estava chantageando Norma (Gloria Pires), se junta a outros 12 personagens que tiveram fim trágico na trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares: foram assassinados, vítimas de acidente ou morreram por causa natural. Nem a novela policial de Silvio de Abreu, Passione, teve tantos defuntos.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

TOTÓ, O MORTO-VIVO

Totó está morto e enterrado. Certo? É claro que não. Enterro de novela quase sempre mostra o defunto - mesmo que não seja em close. Quando o caixão está fechado e ninguém vê o corpo – como no caso do protagonista de Passione -, pode desconfiar! Essa foi apenas uma das pistas deixadas por Silvio de Abreu para suscitar a dúvida na cabeça dos telespectadores. Antes mesmo de a cena ir ao ar, já se especulava que o assassinato do personagem, vivido honrosamente por Tony Ramos, não passava de mais uma pegadinha do autor, buscando alavancar a trama. Para as revistas especializadas, a volta de Totó já é uma certeza. Mas é aí que mora o perigo. Se o italiano “ressuscitar” nos últimos capítulos, Silvio de Abreu estaria se repetindo, porque já usou a mesma estratégia em Belíssima, na qual todos pensavam que Bia Falcão (Fernanda Montenegro) estava morta. O autor, no entanto, já declarou que não veria o menor problema em apelar novamente para o recurso já tão batido, se isso garantisse surpresa para o público. Mas... que surpresa? A essa altura, o mundo inteiro espera o retorno de Totó. É notícia velha. E se o italiano estiver mesmo morto? Aí, sim, Silvio estaria cometendo uma ousadia. Matar o protagonista bonzinho, interpretado por um ator amado pelo público, seria uma subversão da teledramaturgia. Mas desagradaria uma legião de telespectadores. Enfim, o autor se meteu numa encruzilhada. E, qualquer que seja o caminho escolhido, vai decepcionar muita gente.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Será que Gerson cheira o computador?

Estou com a cantora Rita Lee, que manifestou no Twitter sua indignação e revolta com a revelação do fetiche de Gerson (Marcello Antony), em Passione:  “Desculpe o baixo calão, mas o segredo de Gerson foi muito peido para pouca b...”. Foi uma das definições mais duras e engraçadas. Após meses de suspense em torno do assunto, todo mundo se sentiu meio traído ao saber que o personagem gosta mesmo é de ver gente fazendo sexo em lugares fétidos. O transtorno de Gerson mistura voyeurismo, bizarrice e escatologia – nada tão impactante quanto os temas especulados, como pedofilia ou necrofilia. Enfim, o autor Silvio de Abreu frustrou os telespectadores, que esperavam coisas mais bombásticas e escabrosas. Agora, uma pergunta que não quer calar: se o que atrai Gerson é o cheiro do “sexo sujo”, como ele concretizava suas fantasias vendo fotos na internet? Que eu saiba, ainda não inventaram computador que exale odores.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MORTE DE SAULO DECEPCIONA

A morte de Saulo (Werner Schünemann) em Passione não foi surpresa. Desde o início da trama já se falava que o primogênito da família Gouveia seria assassinado. Tanto que todas as revistas especializadas cravaram o vilão como vítima. A personagem de Carolina Dieckmann, Diana, também estava marcada para morrer, com as cenas já escritas e gravadas. Mas, diante do nariz torcido da atriz para sair da trama, o autor Silvio de Abreu resolveu criar cinco opções de assassinatos para não ficar tão óbvia sua escolha e manter algum suspense. Na tentativa de driblar a imprensa e atrair o interesse do público para um momento crucial de Passione, as fotos dos prováveis mortos foram postadas no site da novela, e até o Fantástico acionado, mostrando as cenas dos assassinatos de Saulo, Fred (Reynaldo Gianecchini), Melina (Mayana Moura), Gérson (Marcello Antony) e Diana (Carolina Dieckmann). A pergunta "Quem vai morrer?", em vez da batida "Quem matou?", poderia ter sido um sucesso se o escolhido não fosse Saulo. A solução decepcionou. Morreu o personagem que todo mundo esperava. E também não agradou aos que adorariam que fosse Diana, desde sempre rejeitada pelo público. Nos próximos capítulos, segue a velha brincadeira de descobrir quem é o assassino. E fica a pergunta: o envenenamento de Eugênio (Mauro Mendonça) será deixado de lado ou também ganhará a solução fácil de ter sido provocado pelo mesmo assassino de Saulo?