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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

'A FAZENDA - NOVA CHANCE' COMEÇA MAL



POR SIMONE MAGALHÃES


Foi de doer! A estreia de 'A Fazenda - Nova Chance' teve (quase) tudo... de decepcionante. A começar pela falta de segurança do já tarimbado apresentador Roberto Justus, que, depois de trocar o nome de um participante, garantiu que até o fim da atração conseguiria decorar como todos se chamavam. Com explicações longas e repetitivas sobre as provas, falta de timing na edição, falhas técnicas (cadê o som??), inserções de VTs em horas erradas, excesso de 'explosões' pirotécnicas bem próximas aos peões... enfim,  um primeiro dia a caminho da roça, ou melhor, do caos. Mas como o povo morre de  curiosidade em  relação às "personalidades da mídia", seus romances e fofocas, o programa ficou na vice-liderança, com 10,4 pontos de audiência. E em primeiro, a Globo, com 27.
Mas não faltou o momento cômico-constrangedor. Contando com os pedidos do público (!), Rafael Ilha apareceu no cenário, antes da execução da prova para Fazendeiro da Semana, e foi apresentado por Justus como suplente, caso um dos 16 competidores desista. Ansioso, como sempre, o controvertido ex-Polegar comentou que esperava a saída de Dinei, já que eles tiveram "uma história no passado". O ex-jogador do Corinthians ficou pálido, com medo da explicação que viria, já que todo mundo sabe que ambos foram usuários de drogas. Mas Rafael (ufa!) contou uma história confusa de Dinei tê-lo salvado de morar na rua, tempos atrás. Assim, se tudo der certo (ou errado, e A Fazenda ficar "morna" ) é bem provável que Ilha entre para quebrar tudo, literalmente.
No final da prova do líder, que fez com que quatro peões pegassem pesados montes de fenos para as competidoras  Flávia Vianna (que se separou de Fernando Justin, também ex-BBB, depois de nove anos de casados) e  Monick Camargo (expulsa de A Casa) montarem pirâmides, e chegarem até o chapéu de Fazendeiro. Cheia de disposição, Flávia ganhou a parada.   

RECLAMAÇÕES À PARTE, OS PEÕES SEGUEM EM BUSCA DO PRÊMIO
Numa fazenda, que mais parece um sítio, em Itapecerica da Serra, a 38,5 quilômetros do centro de São Paulo, os 16 exs-tudo (Fazenda, BBB, A Casa, O Aprendiz,  Power Couple, Masterchef) reclamaram do pequeno espaço de convivência. Sala, cozinha e quarto apertados, apenas dois banheiros (sendo um do lado de fora da casa), além da velha técnica do uso de camas de casal no lugar de duas de solteiros. E embora a piscina seja maior do que a hidromassagem foi na banheira que os peões preferiram ficar de boa vida, hoje. Teve topless, peoa falando sobre seu excesso de flatulências, comparações entre as "irmãs gêmeas", as parecidíssimas Nicole Bals e Monick Camargo, e Monique Amin e a cantora Pablo Vittar.  Enquanto isso, os desafetos de Marcos Harter se unem, cada vez mais, para pedir a saída do médico da atração.
Resta esperar pelos próximos episódios. Quando todos deixarem de ser amiguinhos, e os divertidos barracos e trairagens rolarem.

FOTOS: DIVULGAÇÃO REDE RECORD

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ex-todo-poderoso da Globo, Boni comenta a programação da emissora, que completa 50 anos

Rio - A história da Globo, que completa 50 anos no próximo domingo, quase se confunde com a trajetória de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o ex-todo-poderoso da emissora. Depois de passar por Tupi e Excelsior, ele chegou em 1967 à tevê da família Marinho, onde criou uma programação bem-sucedida. Das cinco décadas da Globo, Boni sente orgulho de ter participado de 31 anos. Quando deixou o cargo de vice-presidente de Operações, no fim de 1998, para virar consultor, ele custou a assimilar o golpe. 
“Me senti meio que perdendo um filho”, confessa. Hoje, ele ainda assiste à programação do canal com olhar crítico. “Falta à Globo uma certa personalidade”, afirma. Ao avaliar os principais astros, ele conta que faria com que Faustão falasse menos no programa e comenta a saída de Xuxa. “Ela não vai conseguir fazer sucesso na Record”, aposta. 

APRESENTADORES 

Para Boni, artista que não rende mais nem dá audiência como antes deve ficar numa espécie de reserva técnica da Globo, fazendo participações em programas fixos da grade e estrelando especiais uma vez por ano. Ele diz não saber detalhes da saída de Xuxa, mas acredita que foi um mau negócio para ela e para a emissora. “Acho que ela fez uma besteira. Não vai conseguir brigar com a Globo. Se não estava dando audiência na Globo, com todo o poderio da emissora, como ela vai dar audiência na Record? Não vai conseguir fazer sucesso e vai sofrer um desgaste”, prevê. “Difícil a Record arranjar um bom conteúdo para ela”, completa.
Boni diz que Xuxa poderia ter continuado na Globo, seguindo o modelo que ele, antes de deixar o cargo, acertou, por exemplo, com Renato Aragão, que apresenta o ‘Criança Esperança’ e protagoniza especiais de fim de ano. “Não precisa ficar até o fim da carreira. Ele não podia continuar fazendo programa levando bofetada e caindo de cadeira”, avalia.
O ex-todo-poderoso considera Fausto Silva, Ana Maria Braga e Luciano Huck grandes vendedores de produtos. “O que eles anunciam vende. Mas o que fazer com eles em matéria de conteúdo? O problema é conteúdo”, analisa. No caso de Faustão, Boni conta que faria com que o apresentador falasse menos no ‘Domingão’. “Largar o cara apresentando ao vivo um programa de três horas é um desgaste. Eu arranjaria mais produção, para que ele aparecesse menos e o programa não dependesse tanto dele”, adianta.

NOVELAS 

Boni classifica como “uma bobagem” a polêmica em torno do beijo gay das personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg em ‘Babilônia’. “As novelas não funcionam ou deixam de funcionar por causa disso. É uma reação passageira. O que determina o sucesso é se a trama está correta ou não”, ensina ele. “Se eu soubesse que o público ia acompanhar a história com interesse, eu não vetaria beijo gay.”
Para a trama ser bem-sucedida, ele diz que a história tem que ser boa e existir um equilíbrio de forças entre vilões e herói (heroína). “A mocinha tem que ser frágil, para que o público possa torcer por ela. Não pode ser tão forte como o vilão.” Desde o início, Boni sabia que as novelas dariam certo e diz que a contratação de Janete Clair no fim dos anos 60 foi fundamental. “Ela criou histórias mais realistas e brasileiras, trouxe um formato e padrão que todo mundo seguiu depois.”
Quando percebia algo errado numa novela, agia rápido e mudava tudo em uma semana, como a Globo fez com ‘Babilônia’. “Fizemos isso em ‘O Dono do Mundo’, foi difícil consertar”, lembra. 

FUTEBOL 

O futebol da Globo não tem sido motivo de alegria para Boni. Apesar de adorar o esporte, ele afirma que não aguenta mais os jogos de toda quarta-feira, por causa da repetição e da baixa qualidade do espetáculo. “A Globo devia continuar perseguindo a questão de fazer uma TV brasileira sem defeitos, sem repetição e sem concessões. Ela não pode transmitir esse futebol chinfrim como obrigação comercial. Podia ser um pouco menos comercial e voltar a ser mais artística”, critica o ex-diretor. “Não acabaria com o futebol, não! Mas só transmitiria jogo bom. Esse de quarta-feira mata!” 

JORNALISMO 

Um dos maiores orgulhos de Boni é o ‘Jornal Nacional’. “Conseguimos criar um telejornal com informação para o país todo, ao vivo. Era um desafio muito grande e um projeto polêmico, porque havia várias maneiras de implantar. Mas não inventamos o modelo, copiamos o da TV americana, que já estava no ar há mais de 20 anos”, conta. “Assisto ao ‘JN’ hoje sempre com olhar crítico. Mas minha paixão na TV é o jornalismo, é o que vai manter a TV aberta funcionando.”
Boni admite que um dos grandes erros foi a cobertura da campanha ‘Diretas Já’ e a edição do debate entre Lula e Collor. “Cobrimos o comício de São Paulo (sem dizer que era a campanha das Diretas) e não continuamos no ‘JN’, porque depois tinha novela. No debate do Collor e Lula, o ‘Jornal Hoje’ fez uma edição favorável ao Lula, e o ‘JN’ foi a favor do Collor a pedido do doutor Roberto. Mas isso não interferiu na eleição”, diz. 

CONCORRENTES 

Apesar de algumas ressalvas, Boni aponta a Globo como a melhor emissora do país, sem concorrente em programação e qualidade. “Ela faz uma ótima televisão e ponto final. O resto não faz. Segue a linha da mesmice. Acho uma pena que a Globo tenha eliminado esses programas que iam ao ar uma vez por mês, como o ‘Casseta & Planeta’, baseado numa fórmula econômica”, diz. “SBT e Record se dão por satisfeitos com o que fazem”, completa.
Boni destaca o excesso de exposição no horário nobre. “O ‘Jornal Nacional’ hoje está com 40 minutos, antigamente era 30. A novela tem uma hora de duração, antes era 40. O horário nobre da TV está com uma hora e 40 minutos, ocupado apenas por dois programas. Isso aí significa exposição das pessoas”, diz ele, que defende o descanso para os artistas de toda a programação.
“A televisão é uma máquina que consome o talento das pessoas que estão no vídeo. A preocupação em preservar atores, apresentadores, diretores e autores deve ser constante. É um desgaste brutal”, frisa. 

PROGRAMAÇÃO 

Nos primeiros anos na Globo, Boni não recebia salário. Fez um contrato de risco. Ao lado do diretor Walter Clark, traçou uma meta de montar a rede, criar uma programação de qualidade e colocar a emissora entre as primeiras do país em cinco anos. “Conseguimos em três”, orgulha-se. O famoso “padrão Globo de qualidade”, garante ele, foi um método de trabalho seguido com rigor. “Às vezes, quando vejo algum deslize na programação, sofro muito, porque tenho medo que as pessoas joguem fora isso, não é apenas um padrão técnico, é uma questão artística”, ensina.
Ao comparar a Globo de hoje com a de seu tempo, ele diz: “Os recursos tecnológicos de hoje não existiam naquela época. Mas vejo que o cuidado artístico era maior no meu tempo, talvez porque hoje o volume de produção seja maior.”
Boni admite que era controlador e explica que esse poder dava personalidade à programação. “Tinha uma equipe e filtrava as ideias de todos, mas concentrava a decisão. Isso dava personalidade à Globo, a emissora tinha uma cara. Se era boa ou ruim, isso se devia aos meus erros e acertos”, diz. Mas, atualmente, ele acha que a emissora perdeu essa personalidade. “Falta uma cara própria em todas as áreas de programação. Acho que o público sente essa necessidade de que a emissora tenha uma marca intensa”, diz ele, que jamais perde o hábito de criticar. “É uma deformação profissional”, diverte-se.

Memorandos internos de Boni na Globo vão virar livro 

Depois de lançar o ‘Livro do Boni’ em 2011, contando sua trajetória na televisão e particularmente sua história de sucesso na Globo, Boni já tem ideia para escrever um segundo livro, ainda sem previsão de lançamento. Recentemente, ele recebeu de sua antiga emissora um calhamaço de memorandos que produziu em 31 anos de trabalho. 
"O CDOC (Centro de Docmentação da TV Globo) guardou tudo. E a Globo me deu de presente. São cerca três 3 mil memorandos que escrevi, alguns com textos instrutivos, em que falo como tem que fazer um programa ou como um câmera tem que enquadrar uma cena”, conta.
Boni está fazendo uma triagem dos documentos. “Li uns 20 ou 30, dava para chorar. Eu não me lembrava de algumas coisas. Tem um memorando sobre cameraman, dizendo para os caras como tinha que travar a câmera, que não podia balançar, que não podia acompanhar a cabeça do cara em movimento. É engraçadíssimo”, diverte-se.
Dono da TV Vanguarda, afiliada da Globo, ele esclarece que 70% da programação é de conteúdo da sua antiga emissora, enquanto os outros 30% são de produção local. “Dá para fazer experiências interessantes, criar um contato com a comunidade. Somos um canal com 100% digital. Temos diversas inovações. O manual de implantação do digital da Vanguarda, por exemplo, é adotado pela Globo”, revela.
Boni não espera receber homenagens nos 50 anos da Globo. “Nem gosto. A melhor homenagem que recebo é quando as pessoas fazem o que sonhei e fazem bem feito”, explica. “Tenho orgulho de ter criado um mercado de trabalho para atores, diretores e autores brasileiros”, completa. Aposentadoria não está nos seus planos. “Quero morrer fazendo televisão”, diz, aos 79 anos.

Publicado em 23/04/2015 – O DIA

Foto de André Luiz Mello

domingo, 3 de novembro de 2013

Fernando Pavão, o descamisado preferido do público feminino

Rio - E o descamisado mais bonito é... Fernando Pavão! Na enquete realizada pelo DIA Online, o intérprete do hippie Carlão e protagonista de ‘Pecado Mortal’, da Record, foi o preferido dos internautas, com 186 votos. Marcos Pitombo, que vive o malandro Ramiro, ficou em segundo lugar, com 140. Também receberam votos os atores Cláudio Heinrich (39), Victor Hugo (35), Felipe Cardoso (29) e Iran Malfitano (25).

“Acho legal ser escolhido o mais bonito. Mas a minha vaidade passa pelo fato de o trabalho ser bem aceito pelo público. A votação acaba traduzindo um pouco do sucesso que o personagem vem fazendo. É claro que tem o apelo do público feminino, que fica mais atento aos descamisados, mas estamos fazendo um trabalho primoroso”, comemora Fernando Pavão.

Para não fazer feio de peito nu e aguentar o ritmo de gravação, Pavão, de 42 anos, está malhando forte desde janeiro, sob a orientação de um personal trainer. Segundo ele, o treino segue diariamente, até o fim da novela, já que o hippie Carlão — que, na verdade, é Marco Antônio, filho desaparecido do bicheiro Michele (Luiz Guilherme) — tem muitas cenas de luta, correria e acidentes.

“O personagem exige muito de mim fisicamente. Mas eu sabia que seria assim desde o começo. Tenho muita cena de luta, com risco de me machucar, sofrer uma lesão. Por isso, o treinamento é importante. Eu praticamente não uso dublês, só se for uma cena de atropelamento. Gosto de fazer sequências de ação. Se me sinto confortável e capaz de fazer, corro, luto...”, diz.

Na Record desde 2007, Pavão afirma que o descamisado é seu maior sucesso. Nem o cabeludo Sansão, da minissérie ‘Sansão e Dalila’ (2011), em que também aparecia sem camisa, lhe deu tanta repercussão. “Sem dúvida, o Carlão é o personagem que me deu mais reconhecimento. Nas ruas, as pessoas me param para perguntar sobre ele e o que vai acontecer na novela”, conta o ator, que elogia o texto do autor, Carlos Lombardi. “O Lombardi conseguiu colocar todos os ingredientes para fazer um novelão. Ele dá espaço para todos os personagens”.

Segundo colocado na votação, Marcos Pitombo afirma que o foco de seu trabalho não é “a casca”, mas as referências e motivações de Ramiro. “A forma do corpo ajuda na construção do personagem, mas está longe de ser o seu pilar principal”, decreta. Para ganhar massa muscular, , o ator, de 31 anos, intensificou os exercícios e fez uma dieta rica em proteínas e carboidratos. “Sempre gostei de exercícios, só adequei melhor os treinos”, conta ele, que corre três vezes por semana e faz musculação quase que diariamente.


Publicado em 30/10/2013 - O DIA

Descamisados levantam a audiência de Pecado Mortal

Rio - No time de Carlos Lombardi, galã só joga sem camisa. E, de preferência, com o corpo sarado. Em ‘Pecado Mortal’, da Record, o autor repete a fórmula vitoriosa de suas novelas na Globo, escalando atores como Fernando Pavão, Victor Hugo, Marcos Pitombo, Iran Malfitano, Cláudio Heinrich e Daniel Del Sarto como os descamisados da vez. A estratégia tem atraído o público feminino: 65% da audiência são mulheres, dando à trama a vice-liderança no Rio, com médias de 9 pontos.

Numa cidade quente como o Rio de Janeiro, com termômetros marcando até 40 graus, é natural o desfile de fortões de peito nu numa trama que se passa nos anos 70, explica Lombardi. “É só andar pelo Rio para ver homens sem camisa, moças de shortinhos e tops. Ainda mais agora, que em todas as novelas isso virou um lugar-comum. Hoje em dia, já foi absorvido pela maioria das tramas. Agora, que quase todos os meus colegas seguem essa tendência, vou desistir por quê?”, questiona ele.

Nas páginas oficiais de ‘Pecado Mortal’ no Facebook e no Twitter, as mulheres são só elogios aos galãs musculosos, com adjetivos como “maravilhoso”, “lindo” e “espetáculo!”. Daniel Del Sarto, o mulherengo e dançarino Anjo, já se acostumou com as piadinhas das fãs na web. “Tem aquelas que brincam e escrevem: ‘Tô esperando a hora de te ver sem camisa’. Taí uma frase que o Anjo diria com certeza para uma mulher”, brinca o ator.

Sucessor de Marcos Pasquim, que viveu o descamisado Esteban em ‘Kubanacan’ (de Lombardi, na Globo), Fernando Pavão está à vontade na pele do hippie Carlão, que só aparece de bermuda e peito nu. “É tão a cara dele que, quando coloco a camisa, eu estranho”, conta o ator, que malha desde janeiro com um personal trainer para definir os músculos.

Para Felipe Cardoso, o agressivo Otávio, o visual dos personagens agrada tanto ao público feminino quanto ao masculino. “Na época, as pessoas andavam mesmo de camisa aberta, mostrando o peito, de short, chinelo”, defende. Já Marcos Pitombo, o malandro Ramiro, acha que os “heróis de peito aberto” têm mais pontos fracos para mostrar do que o físico. “No trabalho, não tenho pudores em relação ao meu corpo”, garante.


Publicado em 29/10/2013 - O DIA

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Bíblia: da Arca de Noé à Paixão de Cristo

Rio - Prepare-se porque lá vem história. No caso, contos bíblicos, com episódios do Antigo e do Novo Testamento. Tudo filmado em alta definição. É a série ‘A Bíblia’ (The Bible), uma superprodução americana que estreia nesta quarta-feira, às 21h30, na Record. Fenômeno de audiência, o programa já foi visto por mais de 160 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Em 10 episódios, a série recria alguns dos principais eventos bíblicos, como o dilúvio e a viagem de Noé na arca, a travessia do Mar Vermelho por Moisés e o povo judeu, e a paixão de Cristo. Tudo com muitos efeitos especiais, além do texto supervisionado por estudiosos e teólogos.

Com 10 filmes, 12 novelas e 22 séries no currículo, o ator português Diogo Morgado, de 33 anos, interpreta Jesus Cristo. “Não é um papel, é uma entidade, e isso muda tudo. Não é só uma figura histórica, é uma figura que está viva no coração de milhões de pessoas diariamente”, diz o ator.

Orçada em US$ 22 milhões (quase R$ 48 milhões), a série foi filmada no deserto do Marrocos, no norte da África. A criação e produção é de Mark Burnett (o mesmo criador de ‘O Aprendiz’, ‘The Voice’ e ‘Survivor’) e sua mulher, a atriz Roma Downey, que faz o papel de Maria.



PUBLICADO EM 16/10/2013 - O DIA

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Roberto Justus dá uma segunda chance aos seus demitidos

Rio - “Você está demitido”. O bordão que consagrou Roberto Justus na TV volta a ser repetido a partir de hoje, às 23h, na Record. Em ‘Aprendiz — O Retorno’, o apresentador reúne 16 ex-participantes (oito homens e oito mulheres) do programa, que ganham agora uma nova chance para conquistar o prêmio: R$ 1 milhão e uma vaga numa das sete empresas comandadas pelo empresário, com um salário de R$ 20 mil.

Todos os concorrentes foram demitidos em edições anteriores, mas tinham, segundo Justus, potencial para ir mais longe. “Escolhi 13 que foram demitidos por mim e outros três que participaram do programa com o João Dória Jr. Quem desistiu, seja por problema de saúde ou porque pediu para sair, ou me demitiu, não chamei”, explica ele, lembrando o ex-participante Peter Collins, que o demitiu na edição de 2006.

Desta vez, os candidatos vão ficar confinados por 50 dias no hotel, e não por três meses como nas outras edições. As provas serão mais curtas e não haverá viagens. Os conselheiros Walter Longo e Renato Santos vão ajudar Justus no momento mais tenso, a sala de reunião, onde acontecem as demissões.


Publicada em 01/10/2013 - O DIA

Mel Lisboa e suas várias formas de sensualidade

Rio - Seduzir é mais do que passar a linguinha entre os lábios e espremer os olhinhos. Esse truque Mel Lisboa já conhece bem. Após enlouquecer os homens como uma ninfeta na minissérie ‘Presença de Anita’ (2001), a atriz repetiu o papel de mulher fatal em outros trabalhos na TV e fez vários ensaios sensuais. De volta às novelas, em ‘Pecado Mortal’, que estreia quarta-feira na Record, ela retoma o perfil da jovem sedutora, desta vez vivendo Marcinha, uma prostituta de luxo.

“Fazer o tipo sensual eu já sei, fiz várias vezes. O problema é como renovar isso, fazer diferente, porque cada mulher é sensual de um jeito. Se usar o truquezinho do olho para todas, elas ficam iguais. Tenho que achar o da Marcinha para não me repetir”, diz.

Aos 31 anos, casada com o músico Felipe Rosseno, mãe de Bernardo, 5, e Clarice, 1 ano e 3 meses, a atriz está de bem com sua sensualidade e feliz com seu corpo. Mas nem sempre foi assim. O sucesso como Anita a tirou do prumo. “Era universitária, se quisesse um menino que gostasse, tinha que ralar muito para conquistar. Mas fui levada à categoria de sex-symbol, uma coisa estranhíssima para mim. Fiquei com medo. Falei: ‘Essa não sou eu, não sou isso que as pessoas acham, sou mais normal’. Fui para outro lado, me boicotei, porque não consegui lidar com isso. Fiquei meio perdida”, confessa.

Com a maturidade, Mel aprendeu a lidar com o que falam dela. “Hoje, acho legal se a pessoa disser que sou sensual, é o máximo! Não precisa ser aquela coisa óbvia, nem vulgar”, frisa ela, que se define como romântica. “Nunca sonhei em casar, ter filhos... E olha aí, estou casadinha há cinco anos. Amo minha vida de casada. Descobri que sou romântica quando encontrei meu marido”, conta ela, que pensa em ter mais filhos quando as duas crianças estiverem mais crescidas. “Fico bastante com meus filhos, mas gosto também da minha individualidade, de sair com meu marido. Nunca fico tanto tempo sozinha com ele. Passamos uma semana em Nova York e foi ótimo, sem culpa!”.

Sem tempo para fazer exercícios há um ano, a atriz não fica mais tão encanada para atingir a boa forma — embora admita que quer estar bem para aparecer de calcinha, por exemplo, em cenas mais quentes. “Antigamente, se eu me visse como estou hoje, ia me achar gorda, achar que tenho celulite. Hoje, me olho no espelho e me acho ótima, linda. Está tudo certo! A mulherada é que é muito chata”, decreta. “Não tenho mais 15 anos, a pele firminha. A gente envelhece, as coisas começam a cair, é normal! O negócio é ter a cabeça no lugar para entender esse processo e achar a beleza na idade que a gente tem”, diz ela, que se mudou com a família de São Paulo para o Rio até o fim da novela.

Na trama de Carlos Lombardi, Marcinha é uma menina de classe média da Zona Sul carioca, filha de uma costureira. Quando fica grávida do namorado, é expulsa de casa pela mãe, vai parar na rua, mas acaba recebendo ajuda de Stella (Betty Lago), que a treina para ser prostituta de luxo. A jovem passa a se chamar Eva e vira peça-chave no equilíbrio de forças entre os poderosos: os traficantes e os bicheiros que vivem uma guerra no Rio de Janeiro em 1977.

“Ela é uma mulher livre, à frente de seu tempo. Joga com esse controle dos poderosos. Pode ser também uma espécie de espiã”, aposta a atriz, que já pesquisou sobre o universo da prostituição para atuar na peça ‘Homem Não Entra’, em que vive uma prostituta no início da década de 50 em São Paulo. “É uma profissão como outra qualquer, mas cercada de preconceitos, tabus, enfim, é difícil para caramba. Sou a favor da legalização da prostituição, para que essas mulheres tenham seus direitos assegurados e respeitados”.

Mel não se arrepende de ter feito ensaios sensuais e ter posado nua para ‘Playboy’, em 2004. “É difícil encarar a sociedade preconceituosa, hipócrita. Sei o que é isso. Mas me orgulho de ter feito. Não tenho problema com isso”, garante ela. “Não sei se faria de novo. No momento, não sinto vontade, mas não posso dizer que não”.


Publicado em 21/09/2013 - O DIA
Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Feira livre na coletiva de 'Dona Xepa'


Após reclamar publicamente de seu papel em ‘Máscaras’, de Lauro César Muniz, no ano passado, Luiza Tomé volta às novelas da Record em ‘Dona Xepa’, que estreia dia 21, às 22h15. Durante a apresentação da nova trama, ontem, em um estúdio da Recnov, em Vargem Grande — ambientado como uma feira livre —, a atriz deixou claro que não pretende mais trabalhar com o autor.

“Só voltei porque o texto (de ‘Dona Xepa’) é muito bom e porque vão me dar valor profissional. Aqui todo mundo tem seu espaço. Todos os personagens são valorizados”, disse a atriz, que viverá a socialite perua Meg Pantaleão.

No remake, escrito por Gustavo Reiz, Ângela Leal será a protagonista Carlota Losano, a feirante Dona Xepa — a atriz também atuou na primeira versão, na Globo, em 1977, porém vivendo a antagonista Regina. Por ser pobre, a personagem será motivo de muita vergonha para os filhos, Rosália (Thais Fersoza) e Édison (Arthur Aguiar), mas fará tudo por eles.

“Ela transfere esse desejo de crescer na vida para os filhos, se anulando pela felicidade deles”, contou Ângela, que é mãe da também atriz Leandra Leal. “Sou uma mulher muito protetora, mas com tudo, filhos, amigos, colegas. Nos estúdios, já virei mãezona”.

No papel que considera ser sua primeira vilã, Thais Fersoza disse que não quer ser odiada. “Mas vou amar se isso acontecer”, se contradisse a atriz. Ela também falou sobre o namoro com o cantor Michel Teló: “Aos 29 anos, estou plena e realizada. Encontrei alguém que amo e que me ama também. Que me faz bem, é parceiro e divide as coisas comigo”.

‘Dona Xepa’ terá 96 capítulos, filmados como se fosse cinema, com cenas em uma feira livre em São Paulo, nos estúdios e em cidade cenográfica.


Publicado em O DIA - 8/05/2013

Ângelo Paes Leme perde peso, pinta os cabelos e raspa os pelos em 'José do Egito'


Foram sete meses de preparação e outros três à espera de sua primeira cena em ‘José do Egito’. Hoje, Ângelo Paes Leme, 39, faz finalmente sua estreia na minissérie bíblica da Record, vivendo o hebreu José na fase adulta. Uma passagem de tempo de dez anos, representada pelo corte de cabelo, marca a entrada do ator na trama escrita por Vivian Oliveira. Desde 2006 na TV dos bispos, de contrato renovado, Ângelo vê com naturalidade sua ascensão na emissora.

“A Record me pegou numa fase mais madura, depois que passei dois anos fazendo cinema. Estava mais velho. Ganhei bons papéis, tive um grande amadurecimento pessoal e profissional. Quando saí da Globo, em 2004, ainda tinha cara de garoto”, analisa o ator, que protagonizou as novelas ‘Vidas Opostas’ (2006) e ‘Ribeirão do Tempo’ (2010), e a série policial ‘A Lei e o Crime’ (2009).

Na antiga emissora, Ângelo não chegou a ser protagonista, mas avalia como produtiva sua passagem por lá. A bagagem que acumulou serviu para agora ganhar papéis mais densos. “Na Globo, foram os meus anos de juventude. Acho que tive boas oportunidades”, defende.

Para viver José, o ator fez bronzeamento artificial, tingiu os cabelos, perdeu três quilos e ganhou massa muscular. “Fiz corrida e natação, para ganhar resistência, e exercícios aeróbicos e com peso em academia, para definir a musculatura”, conta.

Mas o sacrifício maior foi depilar os pelos do corpo, já que, na época em que se passa a história, os egípcios raspavam tudo para evitar a infestação de piolhos. “Só não fiquei careca porque José é hebreu e foi autorizado a ficar com cabelos curtos”, explica o ator, que também leu a Bíblia. “Não sigo uma religião, mas respeito todas. Creio em Deus”.

Casado com a atriz Ana Sophia Folch e pai de Caetano, de 1 ano e seis meses, Ângelo revela que o personagem mudou sua maneira de enxergar o mundo. “A história de José, vendido pelos irmãos e depois escravizado, nos faz refletir sobre nossas próprias vidas. É uma lição de amor e de perdão”, acredita.

Na minissérie, que tem obtido médias de 11 pontos em São Paulo e 14 no Rio, o hebreu será acusado pela sensual Sati (Larissa Maciel), mulher de Potifar (Taumaturgo Ferreira), de tentar violentá-la. Por isso, será preso, chicoteado e trabalhará numa pedreira. Como tem o dom de interpretar sonhos, José dará a volta por cima, sendo nomeado governador do Egito pelo Faraó Apopi (Leonardo Vieira). “Mesmo sofrendo muito, ele não perde sua fé”, diz.


Publicado em O DIA - 1/05/2013

'Hermes e Renato': de volta à liberdade na MTV


 Depois de três anos na Record, o grupo Hermes e Renato já pode voltar a falar palavrões e fazer piada com qualquer tema, sem restrições. De volta à MTV, onde foram revelados há 13 anos e reestreiam hoje, às 22h, os humoristas Fausto Fanti, Marco Antônio Alves, Adriano Silva e Felipe Torres tiveram momentos difíceis na emissora dos pastores da Igreja Universal, devido à falta de liberdade, mas encararam a experiência como positiva para o grupo.

“Para nós, a Record foi importante artisticamente, apesar de perdermos nossa liberdade. Quando fomos para lá, eu tinha 31 anos, não era mais criança. Sabia das limitações que enfrentaria. Não podíamos falar palavrão, o que faz parte do nosso tipo de humor. Mas fazíamos nossas esquetes com mais produção”, avalia Fausto Fanti, o Renato.

Na Record, o Hermes e Renato virou uma das atrações do programa ‘Legendários’ e passou a se chamar Banana Mecânica. A troca de nome causou estranhamento nos fãs que acompanhavam os humoristas na MTV até 2009. “Muita gente nos acusou de mercenários, de sair de uma TV pequena e ir para uma emissora grande para ficarmos milionários. O que ninguém sabe é que a MTV chegou a cobrir a proposta da Record. Só que achávamos que tínhamos que mudar”, diz Fausto.

Em sua reestreia na MTV, o Hermes e Renato — formado há 20 anos em Petrópolis — irá ao ar sempre às quintas, às 22h. A primeira temporada terá dez episódios inéditos, seguindo o formato de esquetes e trazendo personagens clássicos como Palhaço Gozo, Joselito, Boça e Padre Gato. Uma das novidades é o quadro ‘Os Três Carecas’, sátira a ‘Os Três Patetas’. “Já tínhamos intenção de voltar há um ano, mas cumprimos o contrato com a Record até fevereiro. Os boatos sobre o fechamento da MTV não influenciaram a nossa decisão”, garante o humorista.


Publicada em O DIA - 25/04/2013

Cássio Reis comanda segunda temporada de 'Ídolos Kids'


O universo infantil passou a fazer parte da vida de Cássio Reis após o nascimento de seu filho, Noah, fruto de seu relacionamento com a atriz Danielle Winits. Ano passado, o ator e apresentador mergulhou ainda mais nesse tema ao comandar o ‘Ídolos Kids’, programa que revela talentos mirins, na Record. Ser pai de um menino de 5 anos tem ajudado Cássio a lidar com a garotada da atração, que estreia hoje, às 14h30, a segunda temporada.

“Sempre fui uma pessoa muito ligada ao mundo infantil”, afirma o apresentador. “Posso garantir que me sinto muito à vontade na condução do programa, principalmente porque é um show de crianças”, completa.

Noah é o fã número um de Cássio, já visitou os estúdios e imita o pai famoso quando assiste a ‘Ídolos Kids’.

“Ele adora o programa. Nesta segunda temporada, já acompanhou algumas gravações. É um prazer muito grande tê-lo perto de mim. Em casa, ele me imita. Eu sou um candidato e ele é o apresentador. A primeira temporada, ele pede para assistir aos vídeos até hoje. E criança quando gosta, gosta de verdade”, conta Cássio, orgulhoso.

Durante as gravações, o apresentador diz que a maior dificuldade é conseguir manter a disciplina da garotada. “Quando juntamos tantas crianças, se perdermos o comando, a coisa se complica e a criançada acaba dando um baile”, admite.

Cássio confessa que se emociona com algumas apresentações, mas procura não demonstrar sua preferência por algum candidato. “Isso poderia interferir na avaliação dos jurados e minha função é apresentar, não julgar”, diz ele, que divide o palco com os jurados Afonso Nigro, Kelly Key e João Gordo.

O apresentador tem sempre uma palavra de conforto e incentivo para quem deixa o programa. “A criança nunca sai arrasada. Pode sair frustrada, pode não ter ido tão bem, afinal é uma competição, vence o melhor”, resume. A grande final do programa será gravada na Disney. E o vencedor levará para casa o prêmio de R$ 100 mil.


Publicada em O DIA - em 13/04/2013

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os galãs depilados da Record


Ter o peito cabeludo já garantiu ao galã Iran Malfitano papéis em novelas. Agora, na minissérie ‘José — De Escravo a Governador’, que estreia em janeiro, na Record, ele está experimentando, pela primeira vez, a sensação de ficar lisinho da cabeça aos pés. Assim como outros atores do núcleo egípcio da produção, Iran teve que se livrar de todos os pelos para viver o servo Hapu. Mas o sacrifício tem explicação: no Egito de 1.700 anos antes de Cristo, quando se passa a história, era costume os homens se depilarem completamente, para não serem atingidos por parasitas.

“Já tinha raspado a cabeça uma vez e depilei o peito para uma campanha há muito tempo. Mas nunca tinha tirado os pelos do corpo inteiro”, conta Iran, que usa uma maquininha para se depilar em casa uma ou duas vezes por semana. “Não coça. Se raspar com lâmina, dá problema, cria bolinhas, a pele fica irritada, vermelha”, completa.

O ator lembra que foi chamado para fazer o descamisado Carlito em ‘Kubanacan’ (2003), de Carlos Lombardi, na Globo, por causa dos seus pelos. “Lombardi me ligou e disse que não tinha visto meu trabalho, mas precisava de um ator com cabelos no peito. Fiquei surpreso, mas achei legal a sinceridade dele”, recorda.

Na minissérie ‘Rei Davi’, reprisada atualmente pela Record, a fartura de pelos também foi útil a Iran, que interpretou o cabeludo e barbudo general Abner. Mas, quando apareceu careca e depilado em casa há algumas semanas, assustou a mulher, Elaine, e a filha, Laura, de apenas 1 ano e 4 meses. “Minha mulher ficou maluca quando me viu. E a minha filha não me reconheceu, tinha me visto com barba e cabelão. Laura ficou duas horas e meia me olhando, estranhando, até falar comigo”, conta.

Protagonista de ‘José — De Escravo a Governador’, Ângelo Paes Leme só não precisou ficar careca, porque José é hebreu e consegue autorização de seu senhor, Potifar (Taumaturgo Ferreira), para manter seus cabelos curtos. De resto, o ator depilou peito, axilas, braços e pernas. “Não gostei muito, não. Preferia os meus pelos”, confessa. Para manter o corpo lisinho, ele faz a depilação com máquina na emissora. “Depois de cinco dias, o pessoal da maquiagem passa a maquininha, mas eu também faço bronzeamento para ficar com a pele mais morena e passo tinta preta nos cabelos porque tenho muitos fios brancos”, revela.
Intérprete de Potifar, Taumaturgo Ferreira mudou até sua opinião sobre a prática da depilação entre os homens. “Antes, quando via os caras depilados na praia ou em academia, achava estranho. Mas agora gostei”, admite o ator, que pensa em continuar lisinho após a minissérie: “Fiquei viciado nisso! Acho que o corpo fica mais bonito”.



Matéria publicada em O DIA - 5/12/2012
Fotos Divulgação/Michel Angelo

domingo, 28 de outubro de 2012

A Fazenda de Verão: anônimos, animais de pequeno porte e apresentação de Rodrigo Faro

Saem os famosos, entram os desconhecidos em busca de fama e fortuna. No reality ‘Fazenda de Verão’, 16 participantes anônimos vão disputar o prêmio de R$ 1 milhão na mesma sede da fazenda de Itu, no interior de São Paulo, que foi totalmente redecorada. Com apresentação de Rodrigo Faro, o programa estreia na quarta-feira, dia 31, às 21h45, na Record.

Conheça os 15 concorrentes já divulgados: Bianca Luperini, Claudia Kramer, Dan Wainer, Flávia Armond, Halan Assakura, Haysam Ali, Isis Gomes, Karine Dornelas, Nuelle Alves, Rodrigo Carril, Rodrigo Simões, Natalia Inoue, Thyago Gesta, Gabriela Noaves e Vanderlei Sacramento.
“Escolhemos participantes que querem batalhar prioritariamente pelo prêmio. Outro fator importante é que buscamos pessoas dispostas a se expor, no sentido psicológico e físico”, conta o diretor Rodrigo Carelli.
Além de confinar anônimos pelos próximos três meses, o programa terá outras novidades. Diferentemente de Britto Jr., Rodrigo Faro vai interagir com os peões sempre na área externa da sede, próximo à piscina, e não no campo de provas, que não deverá ser utilizado nesta edição.
As atividades típicas da fazenda, como cuidar da horta, da limpeza da sede e dos animais de pequeno porte, como aves e coelhos, continuarão valendo. Mas os participantes deverão ter mais atenção com as tarefas domésticas, como cuidar da cozinha, que será importante na dinâmica do jogo. Dois peões formarão a roça, e um será eliminado a cada semana. Mas, desta vez, o público votará para que o participante continue no reality.


Matéria publicada em O DIA - 27/10/2012

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Salve Jorge sofre boicote dos evangélicos


Mal começou e ‘Salve Jorge’ já está no centro de uma polêmica. Evangélicos estão usando a Internet para promover um boicote à novela de Glória Perez, que estreou anteontem com média de 35 pontos, na Globo. O site Exército Universal, formado por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), alega que a trama faz adoração a Ogum, entidade espírita que corresponde a São Jorge. Até o bispo Edir Macedo, líder da Universal, faz campanha em seu blog contra a novela, pedindo que os seguidores assistam à reprise da minissérie ‘Rei Davi’, que reestreou no mesmo dia, com 6 pontos, na Record.

“Não vejo boicote nenhum dos evangélicos, o que vejo são interesses comerciais apelando para o fundamentalismo”, rebate Glória Perez.

Edir Macedo diz no seu blog que os fiéis não podem aceitar em suas casas algo que contrarie a sua fé, chama São Jorge de “deus pagão travestido de santo” e afirma que Davi, sim, é um herói verdadeiro. “Jorge não existiu, foi baseado em uma lenda babilônica em que o deus Marduk mata Tiamat, representada por um dragão. Sei que muita gente o vê como exemplo de herói guerreiro, mas herói guerreiro foi Davi!”, diz o texto de Macedo.

Outros líderes evangélicos estão estimulando os fiéis em cultos a boicotarem ‘Salve Jorge’. “Aconselhei a todos na igreja a não assistirem à novela, que é uma idolatria à feitiçaria”, exagera o pastor Epitácio de Souza, presidente do Ministério Nova Aliança de São Gonçalo.

Em comunicado, a Globo alega que a novela não fala de São Jorge, e, sim, do mito do guerreiro: “A única coisa que aparece de São Jorge é o fato de ele ser o padroeiro da cavalaria. É por isso que o personagem de Rodrigo Lombardi é devoto dele, pois pede proteção a cada ação. Com o decorrer da novela, isso ficará evidente para todos os grupos”.

SANTO CAUSA CIÚME E DISPUTA

DEVOTOS DE JORGE: Administrador da Igreja de São Jorge, no Centro do Rio, e integrante da irmandade do santo guerreiro, Jorge de Aguiar, 82 anos, não leva a sério o boicote dos evangélicos à novela de Glória Perez. “Isso é bobagem, ciúmes. Eles não vão conseguir nada”, aposta ele, que confia na força do santo para vencer essa demanda. “Acho que todas as religiões têm suas falhas, mas o importante é que as pessoas respeitem a fé dos outros”. Na última festa de São Jorge, a igreja do Centro recebeu mais de 180 mil fiéis.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA: Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos diz que fazer censura prévia a uma obra de ficção é uma postura fascista. “Uma coisa é você ter um olhar crítico sobre aquilo que você vê. Isso é direito de todos. Agora, outra coisa é você proibir que alguém assista a algo”, avalia Ivanir. “Acho toda essa história de intolerância uma bobagem. A população pode gostar de ‘Salve Jorge’, ‘Rei Davi’, Preto Velho, etc”.

GUERREIRO: Em entrevista ao colunista Leo Dias, de O DIA, no último domingo, Glória Perez já tinha deixado claro que o foco da novela não era o santo, e, sim, o mito do guerreiro que São Jorge representa. “O que me levou a falar do mito foi a admiração pela força guerreira da gente do (Complexo do) Alemão, que suportou durante tantos anos o domínio dos traficantes”.


Matéria  publicada em O DIA - em 24/10/2012

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pan na Record: tietagem e patriotada na transmissão

Ter exclusividade em evento esportivo não é garantia de aprovação. Ao contrário. Os erros ficam muito mais evidentes. E as críticas são inevitáveis! A Record mandou mais de 200 pessoas para cobrir os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, mas quantidade não significa qualidade. Há muita gente boa na equipe, sim, mas é impossível passar por uma cobertura desse porte sem nenhuma mácula. A repórter Adriana Araújo, que entrevista os nadadores brasileiros, nem espera que eles retomem o fôlego após saírem da piscina para abordá-los. É o trabalho dela, sim, mas a tentativa de parecer íntima dos atletas dá uma vergonha danada. Parece tietagem. Sem falar que as perguntas nunca são, digamos, instigantes... A câmera exclusiva é um bom recurso para mostrar alguma cena interessante, só não pode ser banalizada como vem acontecendo. O ufanismo dá o tom das transmissões. Patriotada sem senso crítico. Os locutores não se limitam a narrar o que estão vendo, torcem descaradamente - e ainda falam do Galvão Bueno! Com toda sinceridade, acho que, em outra emissora, não seria diferente. Essa é uma característica da TV brasileira. A propósito, a Globo está prestando um desserviço ao seu público ignorando o Pan. Deixar de noticiar a competição é uma maneira torta e burra de vingar a perda do direito de transmissão para a concorrente.


Na Record, a cerimônia de abertura teve um quê de Carnaval. Os apresentadores Maurício Torres e Ana Paula Padrão (foto acima) narraram os defiles das delegações como se fossem evolução de escolas de samba. O toque momesco foi dado pelos brasileiros, com chapéus Panamá e camisas verdes, amarelas e azuis, dançando e fazendo trenzinho. Zé Carioca perde! Outra coisa: Maurício e principalmente Ana Paula estavam deslumbradíssimos com a festa, tanto que achavam tudo maravilhoso. Em termos de pirotecnia e tecnologia, o espetáculo foi realmente bonito, só que não dava pra engolir aqueles grupos mexicanos.

domingo, 31 de julho de 2011

Será que Datena vale quanto pesa?

Esse vai-e-vém de Datena já virou brincadeira. Menos de dois meses depois de sair da Band, ele deixa a Record e volta para a antiga emissora. Para rescindir o contrato, o apresentador alega que estava sendo censurado na TV do bispo Macedo e que a pauta do Cidade Alerta tinha que ser aprovada antes pela direção de jornalismo. Não podia falar de temas religiosos nem noticiar violência contra homossexuais. OK, ele tem todo o direito de se rebelar contra a mordaça imposta pela Record. Mas só uma pergunta: será que Datena não pensou nisso quando assinou contrato? Ele já trabalhou lá e devia saber que quem não reza pela cartilha do bispo não tem muito futuro na igreja... ops!, na casa.
Se a volta para a Band for realmente confirmada, para reassumir o Brasil Urgente no próximo dia 8 de agosto, Datena ainda enfrentará uma dura batalha jurídica para o pagamento de uma indenização milionária por essa nova rescisão com a Record - a primeira foi em 2002. Os dois processos podem chegar a R$ 25 milhões. Será que o apresentador e a Band têm esse cacife? O apresentador é cobiçado pelas emissoras e dono de um estilo que garante audiência a programas policiais, mas custa muito caro quando resolve mudar de ares. O preço que se paga em cada troca-troca de canal é muito alto. Será que Datena vale quanto pesa? Outro detalhe: quem garante agora que ele não vai continuar reclamando ao vivo da equipe, do programa, de falhas técnicas e da própria Band, exatamente como fazia antes? Já estão abertas as apostas para a próxima rescisão do apresentador.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Datena muda de canal, mas continua gritando absurdamente

Aos brados, José Luiz Datena anunciou que estava estreando no comando do "novo" Cidade Alerta nesta segunda-feira. Mas o programa não tinha nada de novo, a não ser a volta do apresentador à Record, após oito anos. A emissora repatriou Datena com direito ao pacote completo: o jeito combativo e resmungão, com pose de paladino da justiça, sempre aos berros. É mais do mesmo que o público já viu na Band. Só mudou de canal!
"Não é bom negócio enfrentar a polícia. Senão, é meio caminho pro caixão", avisa o apresentador, enquanto chama o indefectível comandante Hamilton, piloto de helicóptero, para acompanhar uma grande operação da PM na zona norte de São Paulo. Datena, como sempre, manda abrir a tela para mostrar as imagens aéreas, ao vivo. Quando o diretor corta para o estúdio, ele reclama: "Não precisa colocar minha cara toda hora! Não aumentaram meu salário". O mais engraçado é que ele acabou de ser contratado por cinco anos e já fala em aumento... 
Numa favela do Rio, o Cidade Alerta mostrou a perseguição do helicóptero da polícia a um bandido armado com fuzil, que atirou na aeronave, levou chumbo de volta, mas conseguiu escapar. Bem ao seu estilo, Datena vibrou com as imagens flagradas - repetidas à exaustão -, exortou a ação policial e esculhambou - como sempre - o "vagabundo".
A impressão é que hoje nenhum programa policial pode abrir mão do helicóptero, equipamento fundamental na cobertura de qualquer ação ao vivo. As imagens aéreas aproximam o telespectador do fato, com cenas de perseguição, de tiros e até de vítimas. É o apelo à emoção e à curiosidade natural do público pela desgraça. Um grande trunfo para prender a audiência. E, verdade seja dita, Datena sabe tirar proveito desse recurso como ninguém. Mas não dá pra aguentar seus gritos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Debate caótico na Record

O que foi o debate entre os presidenciáveis na Record? Nunca vi nada tão amador. Parece que a emissora não estava preparada para produzir um evento desse porte. A começar pelo nervosismo do apresentador, o tarimbado Celso Freitas. Mas, no lugar dele, talvez eu também ficasse estressado se tivesse que lidar com tantas falhas técnicas. Onde já se viu o cronômetro parar durante as falas dos candidatos? A interrupção prejudicou Plínio Arruda e Dilma Rousseff. De resto, o eleitor viu mais do mesmo: a impaciência de Dilma, a falta de energia (quase conformismo derrotado) de José Serra, a verborragia de Marina Silva, e o radicalismo non sense de Plínio, que deu um showzinho à parte. Mais do que as propostas dos presidenciáveis, um detalhe chamou a atenção: a candidata do PV trocou de roupa no primeiro intervalo do programa, depois de ter seu figurino detonado por internautas. A propósito, os comentários nas redes sociais, como o Twitter, foram muito mais empolgantes do que o debate propriamente dito. Prova disso foi a baixa audiência: 9 pontos no Ibope. Assim mesmo, a média foi mais alta do que os encontros realizados na Band e na RedeTV!, que deram 3 pontos. Nesta quinta-feira é a vez do debate na Globo. Acho que, na história das eleições, nunca os candidatos tiveram tanto tempo disponível na TV - além dos debates, houve várias entrevistas em telejornais. O problema é que nem todos souberam aproveitar bem esse poderoso palanque eletrônico.