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domingo, 13 de setembro de 2015

Silvia Abravanel cria bordão, agrada ao público infantil e alavanca audiência do Bom Dia & Cia

Rio - ‘Que delícia!’ É com esse bordão que Silvia Abravanel, 44 anos, vem chamando a atenção no comando do ‘Bom Dia & Cia’, ao lado de Matheus Ueta e Ana Julia, no SBT. A apresentadora e também diretora do programa infantil usa a frase em qualquer circunstância, provocando diariamente uma enxurrada de comentários e piadas nas redes sociais.
“O bordão vem de ser prazeroso, gostoso... Sempre usei com as minhas filhas, porque amo as coisinhas lindas de viver, queridas, saudáveis e delícias que elas fazem”, explica a diretora, que é mãe de Amanda, de 9 anos, e Luana, de 17.

Em 15 de julho, Silvia surpreendeu o público infantil ao aparecer conduzindo a atração, no lugar de Matheus e Ana Julia, que foram impedidos pela Justiça. Treze dias depois, uma nova decisão judicial liberou as crianças para o trabalho. Mas, por decisão da cúpula do SBT — leia-se seu pai, Silvio Santos, e sua irmã, a diretora de programação Daniela Beyruti —, ela passou a dividir o programa com os pequenos porque elevou o ibope.
“Foi assustador (substituir as crianças), porém desafiador. No final, foi gratificante ver que os telespectadores me aceitaram”, conta a diretora, que não esperava continuar e chegou a se despedir da garotada. “Até me deu um aperto no coração.”
Responsável pelo núcleo infantil do SBT, Silvia garante que não estava nos planos colocar um adulto no ‘Bom Dia & Cia’. Em entrevista ao DIA em 2013, ela chegou a afirmar que não se via mais como apresentadora, mas mudou de ideia ao aceitar agora a missão. “Encaro de uma maneira tranquila e positiva, porque eu amo fazer televisão e amo mais ainda estar no universo infantil”, diz a filha ‘número dois’ do patrão, que já apresentou na emissora o ‘Casos da Vida Real’ (2004) e o ‘Programa Cor-de-Rosa’ (2006).
Ser comparada a Silvio Santos, um dos maiores nomes da televisão, não a deixa preocupada. “Meu pai é único e insubstituível, assim como Xuxa, Ayrton Senna, Pelé, Chacrinha, outros ícones. Então, jamais teria esse medo. O medo é de não fazer um bom trabalho e de não ser bem aceita na casa das pessoas. E, graças aos anjos, eu fui”, destaca.
No ar há 22 anos, o ‘Bom Dia & Cia’ sustenta o segundo lugar em audiência, com médias de 7 pontos e sem concorrência no segmento. Silvia admite que a atração tem metas a cumprir: “Quem está à frente das câmeras tem essa preocupação. A média é permanecer na vice-liderança”. E ela entrega a receita do sucesso: “São as brincadeiras e prêmios que damos todos os dias. Ah, e também alguns desenhos.”



Publicada em 20/08/2015 – O DIA

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ticiana Villas Boas deixa o jornalismo e comanda o reality 'Bake Off Brasil'

Rio - Após sete anos no ‘Jornal da Band’, Ticiana Villas Boas concluiu que estava na hora de mudar. A ideia era seguir o mesmo caminho feito por Fátima Bernardes e Ana Paula Padrão, que trocaram o jornalismo pelo entretenimento. A apresentadora só não imaginava estar comandando um reality de culinária como o ‘Bake Off Brasil — Mão na Massa’, uma competição entre confeiteiros amadores, que estreia neste sábado, às 21h30, no SBT.

“Fiquei muito tempo na bancada. Senti que não estava mais evoluindo. Nos últimos dois anos, parei de crescer. Durante minha licença-maternidade, pensei em não voltar para a mesma rotina, queria fazer algo diferente. Aí apareceu a proposta do SBT. Era o que eu queria, mas nunca tinha pensado em apresentar um reality, ainda mais de culinária, porque não tinha afinidade”, diz a apresentadora, que teve em janeiro seu primeiro filho, Joesley Filho, fruto de seu casamento com o empresário Joesley Batista.

Gravando há um mês em uma fazenda em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, Ticiana acha que o formato do programa, criado pela BBC, é ideal para sua transição para o entretenimento. “Ele já foi testado, é um sucesso em vários países (Inglaterra, Itália, França, entre outros). A postura como apresentadora tem muito a ver com a de jornalista, para conduzir, entrevistar os participantes. Isso me dá mais segurança, me sinto mais à vontade, leve. Está sendo mais fácil do que eu esperava”, garante ela, que assume estar preparada para críticas. “Sei que é arriscado sair de uma emissora onde eu tinha uma carreira sólida, mas esse é o momento. Fechou-se um ciclo importante. Tenho que circular no mercado, conhecer outras empresas.”

Para fazer bonito no novo programa, a apresentadora fez um curso de confeitaria em Nova York durante o período de licença-maternidade. “Sei fazer risoto, massa e brigadeiro. No curso, aprendi a fazer bolos, cupcakes e ganaches. Agora eu tenho um repertório para fazer perguntas aos participantes. Não tive tempo ainda para fazer as receitas do programa em casa. A gente grava o dia inteiro”, conta ela, que sente falta do filho por causa do ritmo das gravações. “Eu já o levei para o estúdio. Mas conto muito com a ajuda da minha sogra para ficar com ele, já que a minha mãe mora na Bahia.”

Ao longo de 13 episódios, a função de Ticiana é conduzir as provas e contar as histórias dos 12 participantes, avaliados por dois jurados que prometem ser muito rigorosos: o empresário Fabrizio Fasano Jr. e a chef confeiteira Carolina Fiorentino. “Vou à casa deles, mostro como vivem, o que fazem. Logo no primeiro, fazemos um ‘quem é quem’, para o telespectador conhecer os candidatos e torcer”, adianta.
A cada edição, os confeiteiros amadores passam por três tipos de provas, nas quais criam suas próprias receitas de bolo, pães e tortas ou seguem um tema proposto pela direção. Um é eliminado ao final de cada episódio. O vencedor vai ter seu livro de receitas publicado.


Publicado em 23/07/2015 - O DIA

No 'Meninas do Dan', Danilo Gentili reúne time que só fala bobagem

Rio - Apresentador do ‘The Noite’, do SBT, Danilo Gentili olha para Renata Frisson, a Mulher Melão, e pergunta com toda a seriedade que o assunto merece: “O que você faria para diminuir a inflação?” Enfiada num microvestido que deixa seus pernões à mostra, ela dispara: “Minha ideia é ir pra Brasília e fazer um protesto. O que vocês acham, tipo assim, de as mulheres tirarem a roupa?”

A proposta da modelo sem noção é uma das muitas pérolas produzidas no quadro ‘Meninas do Dan’, uma sátira do talk-show de Danilo ao ‘Meninas do Jô’, do ‘Programa do Jô’. Na atração, além de Melão, ‘webcelebridades’ como Geisy Arruda, Inês Brasil, Heloísa Faissol e Dona Irene debatem temas ligados à economia, política e crise mundial. Os comentários não têm qualquer objetividade, mas garantem boas risadas.

“Sério mesmo que, depois de um dia cheio e pesado, depois de ter lido tudo que podia a respeito das notícias do dia, o telespectador quer sentar no sofá e assistir a mais jornalistas comentando seriamente as notícias?”, indaga Danilo, que emenda: “O ‘Meninas do Dan’ é uma sátira justamente a isso. No fim das contas, o que importa a opinião das meninas ou dos meninos? Já vi um monte de analista se levando a sério em programas por aí e falando só besteiras. Então, a gente fala besteira assumidamente.”

Para o apresentador, assim como a opinião das jornalistas do quadro de Jô Soares não muda a vida de ninguém, suas comentaristas estão lá apenas para divertir. ‘Meninas do Dan’ vai ao ar sempre às quartas-feiras, com rodízio entre as participantes. A Operação Lava Jato, a alta do dólar e a redução da maioridade penal já foram alvo de palpites das moças.

“A Inês Brasil e a Heloisa Faissol têm revelado opiniões muito bem equilibradas e coerentes”, crava Danilo, acrescentando que o comentário de Inês sobre a moeda americana deve ser levado a sério — “O dólar é famoso internacionalmente”, disse ela.

Cantora e dançarina, Inês Brasil é um show à parte. Sem calcinha, ela abre e fecha as pernas o tempo inteiro, e gosta de mexer com Danilo. “Dá um tesão quando você fala Lava Jato. Penso em você com um jato me levando pro espaço”, provocou. Apesar das indiretas, o apresentador fica em cima do muro ao apontar a participante mais engraçada. “Todas têm seus momentos divertidos”, garante ele.

O quadro tem ajudado a manter a média de audiência do programa, vice-líder em São Paulo com 4,6 pontos e no Rio com 4,7. “Na próxima edição, vou perguntar o que elas acham disso”, promete.

Pérolas sobre quase tudo

Operação Lava Jato : “Adoro! Tudo que é lavar é bom pra ficar limpinho. Falou em jato, estou dentro dele” — Inês Brasil.

Inflação : “Eu sei que o ministro da Fazenda é bem charmoso. Agora, não sei direito o que ele faz” — Mulher Melão.

Crise na Ucrânia : “Não sei, eu só assisto ao ‘TV Fama’, coisa de fofoca” — Geisy Arruda.

Paraíso Fiscal : “Onde fica esse paraíso, que eu quero conhecer?” — Mulher Melão

PEC da Terceirização : “Não sei. Estou na coluna do meio” — Dona Irene.

Como melhorar o visual da presidenta Dilma : “Morre e nasce de novo” — Melão.


Publicada em 12/07/2015 - O DIA

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ex-todo-poderoso da Globo, Boni comenta a programação da emissora, que completa 50 anos

Rio - A história da Globo, que completa 50 anos no próximo domingo, quase se confunde com a trajetória de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o ex-todo-poderoso da emissora. Depois de passar por Tupi e Excelsior, ele chegou em 1967 à tevê da família Marinho, onde criou uma programação bem-sucedida. Das cinco décadas da Globo, Boni sente orgulho de ter participado de 31 anos. Quando deixou o cargo de vice-presidente de Operações, no fim de 1998, para virar consultor, ele custou a assimilar o golpe. 
“Me senti meio que perdendo um filho”, confessa. Hoje, ele ainda assiste à programação do canal com olhar crítico. “Falta à Globo uma certa personalidade”, afirma. Ao avaliar os principais astros, ele conta que faria com que Faustão falasse menos no programa e comenta a saída de Xuxa. “Ela não vai conseguir fazer sucesso na Record”, aposta. 

APRESENTADORES 

Para Boni, artista que não rende mais nem dá audiência como antes deve ficar numa espécie de reserva técnica da Globo, fazendo participações em programas fixos da grade e estrelando especiais uma vez por ano. Ele diz não saber detalhes da saída de Xuxa, mas acredita que foi um mau negócio para ela e para a emissora. “Acho que ela fez uma besteira. Não vai conseguir brigar com a Globo. Se não estava dando audiência na Globo, com todo o poderio da emissora, como ela vai dar audiência na Record? Não vai conseguir fazer sucesso e vai sofrer um desgaste”, prevê. “Difícil a Record arranjar um bom conteúdo para ela”, completa.
Boni diz que Xuxa poderia ter continuado na Globo, seguindo o modelo que ele, antes de deixar o cargo, acertou, por exemplo, com Renato Aragão, que apresenta o ‘Criança Esperança’ e protagoniza especiais de fim de ano. “Não precisa ficar até o fim da carreira. Ele não podia continuar fazendo programa levando bofetada e caindo de cadeira”, avalia.
O ex-todo-poderoso considera Fausto Silva, Ana Maria Braga e Luciano Huck grandes vendedores de produtos. “O que eles anunciam vende. Mas o que fazer com eles em matéria de conteúdo? O problema é conteúdo”, analisa. No caso de Faustão, Boni conta que faria com que o apresentador falasse menos no ‘Domingão’. “Largar o cara apresentando ao vivo um programa de três horas é um desgaste. Eu arranjaria mais produção, para que ele aparecesse menos e o programa não dependesse tanto dele”, adianta.

NOVELAS 

Boni classifica como “uma bobagem” a polêmica em torno do beijo gay das personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg em ‘Babilônia’. “As novelas não funcionam ou deixam de funcionar por causa disso. É uma reação passageira. O que determina o sucesso é se a trama está correta ou não”, ensina ele. “Se eu soubesse que o público ia acompanhar a história com interesse, eu não vetaria beijo gay.”
Para a trama ser bem-sucedida, ele diz que a história tem que ser boa e existir um equilíbrio de forças entre vilões e herói (heroína). “A mocinha tem que ser frágil, para que o público possa torcer por ela. Não pode ser tão forte como o vilão.” Desde o início, Boni sabia que as novelas dariam certo e diz que a contratação de Janete Clair no fim dos anos 60 foi fundamental. “Ela criou histórias mais realistas e brasileiras, trouxe um formato e padrão que todo mundo seguiu depois.”
Quando percebia algo errado numa novela, agia rápido e mudava tudo em uma semana, como a Globo fez com ‘Babilônia’. “Fizemos isso em ‘O Dono do Mundo’, foi difícil consertar”, lembra. 

FUTEBOL 

O futebol da Globo não tem sido motivo de alegria para Boni. Apesar de adorar o esporte, ele afirma que não aguenta mais os jogos de toda quarta-feira, por causa da repetição e da baixa qualidade do espetáculo. “A Globo devia continuar perseguindo a questão de fazer uma TV brasileira sem defeitos, sem repetição e sem concessões. Ela não pode transmitir esse futebol chinfrim como obrigação comercial. Podia ser um pouco menos comercial e voltar a ser mais artística”, critica o ex-diretor. “Não acabaria com o futebol, não! Mas só transmitiria jogo bom. Esse de quarta-feira mata!” 

JORNALISMO 

Um dos maiores orgulhos de Boni é o ‘Jornal Nacional’. “Conseguimos criar um telejornal com informação para o país todo, ao vivo. Era um desafio muito grande e um projeto polêmico, porque havia várias maneiras de implantar. Mas não inventamos o modelo, copiamos o da TV americana, que já estava no ar há mais de 20 anos”, conta. “Assisto ao ‘JN’ hoje sempre com olhar crítico. Mas minha paixão na TV é o jornalismo, é o que vai manter a TV aberta funcionando.”
Boni admite que um dos grandes erros foi a cobertura da campanha ‘Diretas Já’ e a edição do debate entre Lula e Collor. “Cobrimos o comício de São Paulo (sem dizer que era a campanha das Diretas) e não continuamos no ‘JN’, porque depois tinha novela. No debate do Collor e Lula, o ‘Jornal Hoje’ fez uma edição favorável ao Lula, e o ‘JN’ foi a favor do Collor a pedido do doutor Roberto. Mas isso não interferiu na eleição”, diz. 

CONCORRENTES 

Apesar de algumas ressalvas, Boni aponta a Globo como a melhor emissora do país, sem concorrente em programação e qualidade. “Ela faz uma ótima televisão e ponto final. O resto não faz. Segue a linha da mesmice. Acho uma pena que a Globo tenha eliminado esses programas que iam ao ar uma vez por mês, como o ‘Casseta & Planeta’, baseado numa fórmula econômica”, diz. “SBT e Record se dão por satisfeitos com o que fazem”, completa.
Boni destaca o excesso de exposição no horário nobre. “O ‘Jornal Nacional’ hoje está com 40 minutos, antigamente era 30. A novela tem uma hora de duração, antes era 40. O horário nobre da TV está com uma hora e 40 minutos, ocupado apenas por dois programas. Isso aí significa exposição das pessoas”, diz ele, que defende o descanso para os artistas de toda a programação.
“A televisão é uma máquina que consome o talento das pessoas que estão no vídeo. A preocupação em preservar atores, apresentadores, diretores e autores deve ser constante. É um desgaste brutal”, frisa. 

PROGRAMAÇÃO 

Nos primeiros anos na Globo, Boni não recebia salário. Fez um contrato de risco. Ao lado do diretor Walter Clark, traçou uma meta de montar a rede, criar uma programação de qualidade e colocar a emissora entre as primeiras do país em cinco anos. “Conseguimos em três”, orgulha-se. O famoso “padrão Globo de qualidade”, garante ele, foi um método de trabalho seguido com rigor. “Às vezes, quando vejo algum deslize na programação, sofro muito, porque tenho medo que as pessoas joguem fora isso, não é apenas um padrão técnico, é uma questão artística”, ensina.
Ao comparar a Globo de hoje com a de seu tempo, ele diz: “Os recursos tecnológicos de hoje não existiam naquela época. Mas vejo que o cuidado artístico era maior no meu tempo, talvez porque hoje o volume de produção seja maior.”
Boni admite que era controlador e explica que esse poder dava personalidade à programação. “Tinha uma equipe e filtrava as ideias de todos, mas concentrava a decisão. Isso dava personalidade à Globo, a emissora tinha uma cara. Se era boa ou ruim, isso se devia aos meus erros e acertos”, diz. Mas, atualmente, ele acha que a emissora perdeu essa personalidade. “Falta uma cara própria em todas as áreas de programação. Acho que o público sente essa necessidade de que a emissora tenha uma marca intensa”, diz ele, que jamais perde o hábito de criticar. “É uma deformação profissional”, diverte-se.

Memorandos internos de Boni na Globo vão virar livro 

Depois de lançar o ‘Livro do Boni’ em 2011, contando sua trajetória na televisão e particularmente sua história de sucesso na Globo, Boni já tem ideia para escrever um segundo livro, ainda sem previsão de lançamento. Recentemente, ele recebeu de sua antiga emissora um calhamaço de memorandos que produziu em 31 anos de trabalho. 
"O CDOC (Centro de Docmentação da TV Globo) guardou tudo. E a Globo me deu de presente. São cerca três 3 mil memorandos que escrevi, alguns com textos instrutivos, em que falo como tem que fazer um programa ou como um câmera tem que enquadrar uma cena”, conta.
Boni está fazendo uma triagem dos documentos. “Li uns 20 ou 30, dava para chorar. Eu não me lembrava de algumas coisas. Tem um memorando sobre cameraman, dizendo para os caras como tinha que travar a câmera, que não podia balançar, que não podia acompanhar a cabeça do cara em movimento. É engraçadíssimo”, diverte-se.
Dono da TV Vanguarda, afiliada da Globo, ele esclarece que 70% da programação é de conteúdo da sua antiga emissora, enquanto os outros 30% são de produção local. “Dá para fazer experiências interessantes, criar um contato com a comunidade. Somos um canal com 100% digital. Temos diversas inovações. O manual de implantação do digital da Vanguarda, por exemplo, é adotado pela Globo”, revela.
Boni não espera receber homenagens nos 50 anos da Globo. “Nem gosto. A melhor homenagem que recebo é quando as pessoas fazem o que sonhei e fazem bem feito”, explica. “Tenho orgulho de ter criado um mercado de trabalho para atores, diretores e autores brasileiros”, completa. Aposentadoria não está nos seus planos. “Quero morrer fazendo televisão”, diz, aos 79 anos.

Publicado em 23/04/2015 – O DIA

Foto de André Luiz Mello

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Chiquititas: Iris Abravanel diz que Silvio Santos não interfere em seu trabalho

São Paulo - As meninas do orfanato Raio de Luz que viraram fenômeno no fim dos anos 90 estão de volta, totalmente repaginadas, no remake de ‘Chiquititas’, que estreia hoje, às 20h30, no SBT. Responsável pela adaptação da novela infanto-juvenil, Iris Abravanel espera repetir com a história das pequenas órfãs o sucesso de ‘Carrossel’, assinada por ela, que segue no ar até o dia 26, com médias de 14 pontos.

“Procuro não pensar em audiência. Quero fazer o melhor. Não gosto muito de criar essa expectativa. Mas acho que existe a possibilidade de atingir essa média, sim”, diz a mulher de Silvio Santos.

Em sua quinta novela — também escreveu ‘Revelação’ (2008), ‘Vende-se Um Véu de Noiva’ (2009) e ‘Corações Feridos’ (2012) —, Iris garante que o marido, dono do SBT, não interfere em seu trabalho como autora. “Em casa, ele pode dar o pitaco que quiser. Mas aqui (na emissora) somos profissionais, ninguém dá palpite na área do outro. Como marido, pode tudo”, decreta.
Iris está criando uma personagem especialmente para Patrícia Abravanel, apresentadora e uma de suas quatro filhas com Silvio. “Ai de mim se não colocá-la como atriz. Foi uma imposição, não um pedido”, brinca a autora. “Tadinho do Boury (Reynaldo, diretor da novela), que vai enfrentear esse desafio. Mas vai ser bom para a carreira dela”.

Na trama, a protagonista infantil é a órfã Mili, vivida por Giovanna Grigio (papel de Fernanda Souza na primeira versão). Como boa parte da história se passa no orfanato, a autora pretende abordar temas como preconceito, seja com crianças que não têm pais ou que vivem nas ruas, como Pata, interpretada por Julia Oliver (personagem de Aretha Oliveira no original).

“As crianças têm que aprender a conviver harmoniosamente com as diferenças”, defende Iris, que alega ter experiência com o tema: “Fizemos pesquisa, mas fui professora e trabalhei em escola com crianças adotadas. Não precisei visitar orfanato”.

Ela também quer tratar de temas comuns à pré-adolescência, como primeiro beijo e namoro, além da mania da internet. “A novela vai ter blog, toda essa parafernália tecnológica. Hoje, as crianças estão conectadas no mundo, não dá para ignorar isso”, diz.

Trama deve ter 300 capítulos

A nova versão de ‘Chiquititas’ deve chegar a 300 capítulos, dos quais Iris Abravanel já escreveu mais de 80. Além das 35 crianças que compõem o núcleo infantil, a novela tem como protagonista adulta a professora Carol, vivida por Manuela do Monte (papel de Flávia Monteiro na primeira versão). A jovem vai fazer par romântico com Junior (Guilherme Boury), filho do dono do orfanato, e será a maior amiga das crianças.

Publicada em 15/07/2013 - O DIA
Foto: Maíra Coelho

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Do fundo do baú: elenco da primeira versão de Chiquititas


Em tempos de remake de 'Chiquititas', está aí um registro do elenco da primeira versão da novela infantil do SBT com jornalistas brasileiros. Nos estúdios da Telefé, em Buenos Aires, em 1997.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cirilo, de Carrossel: 'Preconceito é uma besteira'


Intérprete do sofrido Cirilo, de ‘Carrossel’, Jean Paulo Campos conta que ganhou sapatos de um fã que sentiu pena do personagem

Está gostando de fazer o Cirilo em ‘Carrossel’?

Jean Paulo Campos: É muito legal, o personagem tem uma história que as pessoas gostam. Como sou parecido com ele, o público fica com dó de mim. Já cheguei a ganhar um par de sapatos novos de um fã.

Alguém já tratou você mal como a Maria Joaquina (Larissa Manoela) trata o Cirilo?

Nunca! Ela é muito má com ele, mas no fundo, no fundo, ela gosta de ser paparicada.

Cirilo sofre preconceito por ser negro e pobre. O que acha disso?

Acho tudo isso uma besteira. Afinal, todos somos iguais para Deus. E meus pais me ensinaram isso.

Você se dá bem com todas as crianças da novela?

Todos são meus amigos. Tanto é que, quando não vou passar uma noite na casa deles, eles vêm à minha para brincar comigo.

Está gostando de fazer sucesso, dar autógrafos e tirar fotos com fãs?

Eu não imaginava que isso aconteceria tão rápido. É muito legal ser reconhecido e respeitado pelo público. Outro dia, eu estava almoçando em um clube, e fizeram uma fila para pedir autógrafo e tirar fotos comigo.

As crianças ficam na porta da sua casa esperando você sair. Não se incomoda com o assédio?

No começo da novela, foi espantoso a quantidade de pessoas querendo me ver. Mas agora já acalmou, acho que todos os vizinhos já me viram. Mas em outros lugares continua sendo a mesma coisa. Se eu não fosse preparado pelos meus pais, eu ficaria assustado.

Passou a ter mais amigos na escola depois da novela?

Os amigos não mudam. O que acontece é que você passa a ter mais conhecidos querendo ser seu amigo, e isso é muito bom.

Gosta de estudar? Consegue ir à escola todo dia, normalmente, sem faltar, por causa das gravações?

Amo estudar. Tanto é que eu que acordo o meu pai para me levar à escola. Raramente a produção marca uma gravação no horário de aula. Eles dão prioridade aos estudos. Gosto muito de Ciências e Geografia. Você sabia que se tirarmos notas baixas podemos até sair da novela?

Antes de estrear na novela, você já tinha feito algum trabalho na televisão?

Sim, fiz comerciais, figuração e participações em outras novelas.

Como ganhou o papel do Cirilo? Fez testes?

Disputei vaga como outras 10 mil crianças que queriam estar na novela. Fui bem, e acreditaram em mim.

Pretende mesmo ser ator e continuar trabalhando na TV?

Quando acabar as gravações, pretendo fazer cursos para me aperfeiçoar. Acho que esta é a minha vida. Amo ser da TV.


PUBLICADO EM O DIA, EM 29/09/2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval no SBT: festival de erros na Sapucaí

Com os direitos de transmissão do desfile das escolas do grupo de acesso do Rio, o SBT deveria caprichar na apresentação para atrair o público. Mas Eliana parece estar com raiva de ter sido convocada, Carlos Nascimento não sabe onde ficam concentração e dispersão, Arlindo Grund só dá bola fora sobre figurinos e adereços. Falta identificação de destaques, rainhas de bateria... Enfim, um festival de erros. 
E o apresentador do SBT Rio, Rogério Forcolen – misto de Wagner Montes com Ratinho -, que joga o sapato na câmera quando está irritado, é o repórter especial da transmissão. Nada a ver com nada!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

De bermuda e chinelos, Silvio Santos ensina caminho do sucesso



Em seu discurso pelos 30 anos do SBT, no Hotel Jequiti, em Guarujá, Silvio Santos apareceu de bermuda rosa, camisa floral e chinelos. Um visual surpreendente para quem vê o dono do Baú vestindo terno todos os domingos. Sabatinado por funcionários da emissora, ele falou que a Globo é um muro, deu dicas de como ser um empresário de sucesso e revelou que seu grande sonha era ter uma vida de classe média. Confira o vídeo!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Especial do Chaves no SBT: Foi sem querer querendo

"Isso, isso, isso!". Para comemorar os 30 anos, o SBT gravou um especial do Chaves com artistas da emissora. O episódio foi adaptado do original Bilhetes Trocados e vai ao ar nesta sexta-feira, dia 19, data do aniversário da emissora de Silvio Santos. Confira como ficou a caracterização do elenco e o cenário.






Elenco: Carlos Alberto de Nóbrega (Professor Girafales), Christina Rocha (Dona Clotilde), Felipe Levoto (Seu Madruga), Lívia Andrade (Dona Florinda), Marlei Cevada (Chiquinha), Ratinho (Senhor Barriga), Renê Loureiro (Chaves), Zé Américo (Kiko).

Fotos: Roberto Nemanis/SBT

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Patricia serve de escada para as gracinhas de Silvio Santos

Depois de zoar a menina Maisa e extrapolar nas piadas de duplo sentido com a exuberante Lívia Andrade, Silvio Santos encontrou uma nova vítima e parceira para suas brincadeiras de gosto, muitas vezes, duvidoso: a filha Patricia Abravanel. No Jogo das Três Pistas, o dono do Baú não perdoa a mais nova apresentadora do SBT e sua futura sucessora, zombando até da sua inteligência - vale lembrar que ele já a chamou de feia em outro programa! "Não terminou o Ensino Fundamental", dispara ele, às gargalhadas, após a moça errar a resposta das pistas - santo, rio brasileiro e cidade dos EUA - que tinham como resposta São Francisco. "Sou formada em Administração. E você, estudou?", devolve ela na mesma moeda, sabendo obviamente que o pai é o melhor exemplo do cara que venceu pelo próprio esforço e talento no País.
Patricia entra no jogo de Silvio, sorri e finge irritação quando ele não a favorece. "É a ovelha negra da família!", diz o apresentador para Lígia Mendes, outra apresentadora da emissora que disputava o game com a filha do patrão. Nem a vida pessoal de Patricia escapa de uma piadinha. "É por isso que o namorado deixou ela", provoca Silvio. "Quantos anos você tem? 40? Vai ficar pra titia", completa ele. Mas a caçula não deixa barato: "É bom você torcer pra eu casar logo. Se eu ficar pra titia, vou ficar no seu pé a vida inteira".
Quando uma das assistentes de palco, Milene, manifesta sua torcida por Patricia, Silvio é rápido na resposta bem-humorada que só ele seria capaz de dar: "A Milene quer progredir aqui na casa e tá puxando seu saco. Se eu for pra terra dos pés juntos, ela sabe que você vai ficar aí". Gargalhadas no auditório.
Pai e filha são cúmplices e garantem, sim, boas risadas, até porque compartilham as mesmas histórias. Por enquanto, Patricia cai bem como escada para as gozações de Silvio. Mas, como apresentadora, ela ainda tem que vender muito Jequiti e TeleSena para herdar o microfone que o dono do Baú carrega no pescoço. Cheia de caras e bocas, a moça carece de maior traquejo no palco, naturalidade, empatia com o público... Está apenas engatinhando na carreira, mas tem um mestre em casa à sua disposição 24 horas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mais amor, menos revolução, nenhuma satisfação

Não é só a Globo que anda vetando cenas em Insensato Coração. O SBT também está censurando sequências que considera inadequadas em Amor e Revolução. Os cortes são feitos na edição para evitar o baixo nível e palavras de baixo calão. Depois de exibir o beijo gay entre duas mulheres - Gisele Tigre (Marina) e Luciana Vendramini (Marcela) -, a emissora de Silvio Santos decidiu recuar, reduzindo as cenas de violência e desistindo de mostrar o beijo entre dois homens - Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Artur Thiré). As mudanças foram feitas depois que a "TV mais feliz do Brasil" realizou uma pesquisa de satisfação junto ao público.
De fato, no início, a trama de Tiago Santiago estava pecando pelo excesso, com muitas cenas de tortura e morte nos porões do Dops, sem retorno de audiência. A alternativa do autor foi apostar no romance, com direito a casais fazendo sexo.
O problema é que, mais uma vez, a história esbarrou em um tema proibitivo: padre Inácio (Pedro Lemos) já transou com Nina (Patrícia Dejesus) na sacristia e agora engravidou uma mulher. Não se sabe ainda qual o desfecho desse imbroglio - se o padreco vai largar a batina ou não -, mas Tiago e o SBT resolveram não polemizar mais, desistindo de mostrar o padre Bento (Diogo Savala Picchi) como homossexual.
Amor e Revolução tem um tema interessante, mas ainda obscuro para a maioria da população, os Anos de Chumbo. A novela tem a seu favor uma discussão bem atual: a instalação da Comissão da Verdade, que tem por objetivo esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos no período da ditadura (1964-1985). Mas nem assim a trama decola. Na verdade, a história anda sem rumo, perdida entre cortes de cenas de violência, desbunde dos anos 60 e erotismo raso. Sem falar no elenco fraco, carente de direção - alguns atores parecem que só decoram o texto, mas não o falam com naturalidade, ou então se limitam a usar o tom didático do autor, chatérrimo, quando se trata de explicar o golpe dos militares e o papel da guerrilha. Sofrível.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Insensato Coração: tanto esculacho para o vilão virar o jogo

Essa história de a Norma tratar o Léo como escravo em Insensato Coração está indo longe demais. Comer sobras de alimento, dormir num canil, perder os dentes, revirar o lixo... O canalha suporta tudo isso para não ir para a cadeia. Bem que ele merece castigo por ter feito a ex-enfermeira pagar pena por um crime que não cometeu, mas tanto esculacho beira o ridículo. Algumas humilhações são até infantis. A próxima vergonha que a viúva de Teodoro vai impor ao pilantra é digna de riso: engraxar os sapatos de seu capanga, Ismael. Lustrar o pisante nem parece tão ruim assim para um sujeito como Léo, que já percebeu que Norma ainda arrasta um caminhão por ele. Obedecer as ordens da viúva, sem oferecer muita resistência, é parte do seu plano para virar o jogo. E o mais incrível é que ele vai conseguir, enganando e roubando novamente a ex-enfermeira. Sei não, mas parece uma traição com o público que esperou - muito tempo até! - e torceu pela vingança de Norma. Vai ser duro de engolir mais essa reviravolta.

Enquanto Norma enfiava a mão na cara de Léo - um dos momentos mais dramáticos do duelo dos vilões -, Ratinho comandava o furdunço no SBT, ao vivo. Enfeitado com uma peruca loura, à la Xuxa, e ao som de Ilariê, o apresentador ria de si mesmo e disparava: "Como pode um programa tão bagunçado como este estar em segundo lugar?". Era o que eu também me perguntava sobre a estreia do Clube do Ratinho, uma versão do antigo Boteco do Ratinho, com participação de personagens como a secretária Valentina e Markito. Num cenário de bar, o apresentador recebeu convidados do naipe de Dicró, o cantor italiano Toni Angeli e a dupla sertaneja Marcos & Belutti. Mas a coisa só esquentou quando as paquitas Catuxita e Miuxa entraram em cena, cantando sucessos da antiga patroa. Com sua peculiar sensibilidade e bom humor, Ratinho comentou: "Todo garoto queria pegar as paquitas". E elas? Fizeram cara de paisagem e continuaram a cantar e dançar. É melhor deixar quieto...

domingo, 3 de julho de 2011

Sem querer querendo, Chaves virou trunfo do SBT

Sempre achei Chaves ridículo e patético. Mas devo reconhecer que o seriado mexicano tem lá sua graça e relevância ao conquistar um espaço na TV brasileira, exatamente por trazer um humor inofensivo e infantil. O SBT se deu bem ao apostar no potencial do garoto que mora num barril e repete bordões como "Ninguém tem paciência comigo" e "Foi sem querer querendo". O personagem virou fenômeno e principal tapa-buraco da programação da emissora de Silvio Santos. Em três décadas, o seriado já foi exibido em todos os horários possíveis e imagináveis, obtendo sempre bons resultados de audiência. O Festival SBT 30 Anos, apresentado por Patricia Abravanel (filha de SS), relembrou neste sábado a história desse personagem, trazendo curiosidades sobre o seriado, bastidores de gravação e entrevistas com os atores, como o cultuado Roberto Bolaños, criador e intérprete de Chaves e Chapolin, o super-herói atrapalhado. O especial também desmitificou uma lenda urbana: os episódios perdidos de Chaves. Em busca desse "tesouro", Patricia falou com funcionários da emissora, como Roque e Liminha, e apresentadores, como Celso Portiolli. Uma brincadeirinha boba, já que a resposta estava com um executivo da programação: os episódios "perdidos" estão bem guardados, mas não são exibidos porque a qualidade é ruim e as histórias são semelhantes, mudando apenas o figurino. Desfeito o mistério, os fãs-clubes agora devem parar de bombardear o SBT. Como apresentadora, cheia de caras e bocas, Patricia Abravanel ainda tem que vender muito Jequiti e TeleSena para chegar aos pés do pai famoso. Mas, como diria Chapolin, "seus movimentos são friamente calculados" e, quem sabe, ela não chega lá. Para os fãs do seriado, vale um lembrete: o especial mostrou um trechinho da entrevista que Ratinho fez com Bolaños na casa dele, no México. Vai ao ar em breve. Vamos aguardar!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Show de talentos e bizarrices

Tem gente que canta, que dança, que sapateia e que faz qualquer tipo de maluquice. No Qual É o Seu Talento?, do SBT, é possível ver de tudo um pouco. O programa é uma versão revisada e ampliada do inesquecível Show de Calouros, mas também tem um pé - ou dois - de inspiração no reality Go Talent - formato da Freemantle, produtora que acusa a emissora de Silvio Santos de plágio. Cópia ou não, a atração é capaz de surpreender com alguns candidatos realmente talentosos, principalmente cantores, artistas circenses, grupos vocais e de street dance. Mas há bobagens como uma dupla - pai e filho - de palhacinhos sem a menor graça ou um adestrador de animais que ensinou um ratinho a mergulhar. Esses dois concorrentes levaram pau dos jurados Cyz Zamorano, Arnaldo Saccomani, Carlos Miranda e Thomas Roth, que já tiveram missão mais edificante: julgar os candidatos de Ídolos, quando o reality era exibido pelo SBT. Vez ou outra, o quarteto se vê diante de bizarrices, como um homem que chora colorido, e outro que come lâmpadas. Nem sempre os jurados conseguem manter o rigor. O mago que engole agulhas e as cospe de volta, já com a linha, recebeu sinal verde para ir à semifinal. Até Arnaldo, que faz o papel do carrasco, com seu mau humor risível, aprovou a performance do candidato dublê de costureiro. Na coxia, o apresentador André Vasco tenta fazer, sem sucesso, piadinhas com os artistas. Mas quem brilha mesmo é o júri, independentemente do que é exibido no palco. Diversão despretensiosa, que passeia pelas raias do ridículo, mas não chega a incitar a vergonha alheia. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Casos de Família: roupa suja lavada diante das câmeras


A mulher reclama que o marido não a respeita e que ele mexe com outras na frente dela. O sujeito se defende, dizendo que a 'patroa' é muito ciumenta e que ela já o feriu com uma faca mais de uma vez. O casal sem-vergonha lava a roupa suja da relação diante das câmeras. Christina Rocha, apresentadora do Casos de Família, no SBT, confronta marido e mulher, fingindo fazer o papel de mediadora. O tema já diz tudo: "Meu Casamento é Um Reality Show". Parentes e amigos do casal são chamados ao palco para darem depoimento. Em vez de colocar panos quentes, Christina bota pilha na discussão. Afinal, se não houver barraco, o programa não tem sentido. Todos falam ao mesmo tempo, brigam, xingam e até riem. É tudo tão inacreditável que dá vontade de rir também. No fim, parentes e amigos vão para uma espécie de confessionário, como se fosse no Big Brother, e votam em quem deve ser "eliminado": marido ou mulher. O casal vai embora sem nenhuma solução prática, mas ainda ouve um conselho de Christina para tentar se acertar. Para o programa, pouco importa quem tem razão. O que vale é o show - e a audiência! - que os convidados proporcionam. Lamentável!