Rio - Com seu peculiar sotaque francês, o chef Olivier Anquier resume o espírito de ‘Cozinheiros em Ação’, a competição de culinária que estreia sua terceira temporada hoje, às 21h, no GNT: “Tem tempo para realizar as provas, regras, mas existe uma relação humana. É o que distingue nosso programa de qualquer outro. Não tem terror. Os produtos concorrentes são baseados no terror. Mas acho que a gente pode fazer melhor.”
Para Olivier, os participantes são submetidos a uma pressão normal do jogo. No papel de mediador das provas, ele diz que não faz tipo e tenta ajudar a todos com suas dicas, mesmo que alguns não aceitem. “Não me vejo diferente no programa. Até porque sou absolutamente incapaz de interpretar um personagem”, garante.
Diferentemente de outros programas, os jurados Ivan Achcar, Mônica Rangel e Renata Vanzetto — todos donos de restaurantes — não exageram nas críticas, mas eventualmente até chamam de gororoba um prato com aparência ruim ou comparam um molho mal feito ao gosto de sabão de coco.
Aos 55 anos, dos quais 34 está no Brasil e 20 na televisão, Olivier diz que sua culinária é baseada em uma filosofia de família. Tratar mal quem trabalha na cozinha não faz parte de seu repertório. “Eu ia à feira com meu pai comprar os ingredientes, conversava com feirantes e voltava para casa para cozinhar. Essa é a minha escola”, conta ele, que não tem formação acadêmica. “Nunca tive approach com a culinária aterrorizante, nunca fui à faculdade, nunca tive que seguir uma disciplina, nunca passei por constrangimento.”
Dono de dois restaurantes em São Paulo, ele não costuma ir a outros lugares para comer. Prefere receber os amigos em sua casa, ao lado da mulher, a atriz Adriana Alves. “Hoje em dia, eu cozinho cada vez menos. Tenho uma mulher como antigamente, que cuida do seu homem e cozinha muito bem. Quando fazemos jantares em casa, ela prepara a entrada, e eu faço o prato principal”, conta.
Na nova temporada de ‘Cozinheiros em Ação’, os 18 participantes competem em duplas com alguma ligação familiar. “O programa investe mais nas histórias dos candidatos e menos no climão do jogo, para ficar mais leve”, diz o diretor Roberto D’Avila.
Publicada em 6/08/2015 - O DIA
Foto Divulgação
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Ticiana Villas Boas deixa o jornalismo e comanda o reality 'Bake Off Brasil'
Rio - Após sete anos no ‘Jornal da Band’, Ticiana Villas Boas concluiu que estava na hora de mudar. A ideia era seguir o mesmo caminho feito por Fátima Bernardes e Ana Paula Padrão, que trocaram o jornalismo pelo entretenimento. A apresentadora só não imaginava estar comandando um reality de culinária como o ‘Bake Off Brasil — Mão na Massa’, uma competição entre confeiteiros amadores, que estreia neste sábado, às 21h30, no SBT.
“Fiquei muito tempo na bancada. Senti que não estava mais evoluindo. Nos últimos dois anos, parei de crescer. Durante minha licença-maternidade, pensei em não voltar para a mesma rotina, queria fazer algo diferente. Aí apareceu a proposta do SBT. Era o que eu queria, mas nunca tinha pensado em apresentar um reality, ainda mais de culinária, porque não tinha afinidade”, diz a apresentadora, que teve em janeiro seu primeiro filho, Joesley Filho, fruto de seu casamento com o empresário Joesley Batista.
Gravando há um mês em uma fazenda em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, Ticiana acha que o formato do programa, criado pela BBC, é ideal para sua transição para o entretenimento. “Ele já foi testado, é um sucesso em vários países (Inglaterra, Itália, França, entre outros). A postura como apresentadora tem muito a ver com a de jornalista, para conduzir, entrevistar os participantes. Isso me dá mais segurança, me sinto mais à vontade, leve. Está sendo mais fácil do que eu esperava”, garante ela, que assume estar preparada para críticas. “Sei que é arriscado sair de uma emissora onde eu tinha uma carreira sólida, mas esse é o momento. Fechou-se um ciclo importante. Tenho que circular no mercado, conhecer outras empresas.”
Para fazer bonito no novo programa, a apresentadora fez um curso de confeitaria em Nova York durante o período de licença-maternidade. “Sei fazer risoto, massa e brigadeiro. No curso, aprendi a fazer bolos, cupcakes e ganaches. Agora eu tenho um repertório para fazer perguntas aos participantes. Não tive tempo ainda para fazer as receitas do programa em casa. A gente grava o dia inteiro”, conta ela, que sente falta do filho por causa do ritmo das gravações. “Eu já o levei para o estúdio. Mas conto muito com a ajuda da minha sogra para ficar com ele, já que a minha mãe mora na Bahia.”
Ao longo de 13 episódios, a função de Ticiana é conduzir as provas e contar as histórias dos 12 participantes, avaliados por dois jurados que prometem ser muito rigorosos: o empresário Fabrizio Fasano Jr. e a chef confeiteira Carolina Fiorentino. “Vou à casa deles, mostro como vivem, o que fazem. Logo no primeiro, fazemos um ‘quem é quem’, para o telespectador conhecer os candidatos e torcer”, adianta.
A cada edição, os confeiteiros amadores passam por três tipos de provas, nas quais criam suas próprias receitas de bolo, pães e tortas ou seguem um tema proposto pela direção. Um é eliminado ao final de cada episódio. O vencedor vai ter seu livro de receitas publicado.
Publicado em 23/07/2015 - O DIA
“Fiquei muito tempo na bancada. Senti que não estava mais evoluindo. Nos últimos dois anos, parei de crescer. Durante minha licença-maternidade, pensei em não voltar para a mesma rotina, queria fazer algo diferente. Aí apareceu a proposta do SBT. Era o que eu queria, mas nunca tinha pensado em apresentar um reality, ainda mais de culinária, porque não tinha afinidade”, diz a apresentadora, que teve em janeiro seu primeiro filho, Joesley Filho, fruto de seu casamento com o empresário Joesley Batista.
Gravando há um mês em uma fazenda em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, Ticiana acha que o formato do programa, criado pela BBC, é ideal para sua transição para o entretenimento. “Ele já foi testado, é um sucesso em vários países (Inglaterra, Itália, França, entre outros). A postura como apresentadora tem muito a ver com a de jornalista, para conduzir, entrevistar os participantes. Isso me dá mais segurança, me sinto mais à vontade, leve. Está sendo mais fácil do que eu esperava”, garante ela, que assume estar preparada para críticas. “Sei que é arriscado sair de uma emissora onde eu tinha uma carreira sólida, mas esse é o momento. Fechou-se um ciclo importante. Tenho que circular no mercado, conhecer outras empresas.”
Para fazer bonito no novo programa, a apresentadora fez um curso de confeitaria em Nova York durante o período de licença-maternidade. “Sei fazer risoto, massa e brigadeiro. No curso, aprendi a fazer bolos, cupcakes e ganaches. Agora eu tenho um repertório para fazer perguntas aos participantes. Não tive tempo ainda para fazer as receitas do programa em casa. A gente grava o dia inteiro”, conta ela, que sente falta do filho por causa do ritmo das gravações. “Eu já o levei para o estúdio. Mas conto muito com a ajuda da minha sogra para ficar com ele, já que a minha mãe mora na Bahia.”
Ao longo de 13 episódios, a função de Ticiana é conduzir as provas e contar as histórias dos 12 participantes, avaliados por dois jurados que prometem ser muito rigorosos: o empresário Fabrizio Fasano Jr. e a chef confeiteira Carolina Fiorentino. “Vou à casa deles, mostro como vivem, o que fazem. Logo no primeiro, fazemos um ‘quem é quem’, para o telespectador conhecer os candidatos e torcer”, adianta.
A cada edição, os confeiteiros amadores passam por três tipos de provas, nas quais criam suas próprias receitas de bolo, pães e tortas ou seguem um tema proposto pela direção. Um é eliminado ao final de cada episódio. O vencedor vai ter seu livro de receitas publicado.
Publicado em 23/07/2015 - O DIA
Ex-CQC, Oscar Filho estreia como ator no cinema e em série de TV
Rio - Após sete anos no ‘CQC’, Oscar Filho ficou sabendo de seu desligamento do programa da Band através da imprensa. Passado o susto inicial, ele não demorou para trocar a chave de ‘repórter’ para a de ‘ator’, o que garante que sempre foi. Sem o conhecido terno preto que o tornou famoso nacionalmente, ele agora se aventura em uma dupla estreia na dramaturgia: interpretando um vilão em ‘Carrossel — O Filme’, que entra em cartaz amanhã nos cinemas, e atuando na sitcom ‘Aí Eu Vi Vantagem’, série estrelada por Samantha Schmütz, que vai ao ar a partir de 17 de agosto no Multishow.
“Eu pensava em deixar o ‘CQC’, mas não tinha efetivamente decidido sair. Quando aconteceu, pensei: ‘Oi, como assim?’ Mas essa sensação durou pouco tempo. As coisas precisavam mudar mesmo. É um recomeço”, diz.
No programa da Band, Oscar comandou o quadro ‘Proteste Já’, investigando denúncias de comunidades por todo o país, durante quatro anos. Na bancada, ficou quase dois anos. “Gostava de fazer o quadro, mas não queria ficar marcado. Passei por todos os níveis do programa, não tinha mais para onde ir. A não ser que fosse para o lugar do Marcelo Tas, o que eu não gostaria de fazer, porque é muita responsabilidade”, explica o ator. “Acho que o que me fez ficar tanto tempo no programa foi uma certa acomodação. Às vezes, precisamos de uma chacoalhada”, admite.
Aos 36 anos, ele acredita que a passagem pelo ‘CQC’ o preparou para o resto da carreira e para a vida. No entanto, quando se viu fora do ar, ficou tomado por dúvidas. “As pessoas me conhecem como repórter. Pensei: ‘Será que elas sabem que sou ator?’”, lembra.
Ao participar de sua primeira seleção de elenco, Oscar levou bomba. “Fui mal no teste para a série ‘#PartiuShopping’ (de Tom Cavalcante), estava com dores nas costas... Mas acabei sendo chamado para a série da Samantha Schmütz por um diretor que nunca tinha visto o meu trabalho”, revela.
Em ‘Aí Eu Vi Vantagem’, ele vive o encostado OJ, filho de Jurandir (Stepan Nercessian) e Glória (Fafy Siqueira). Solteiro por pura preguiça, o personagem é ex-namorado de Jéssica (Samantha), que ajuda a família dele a promover um cabaré recebido como herança e tenta ficar com ele a todo custo. “OJ é muito lento, diferente de tudo o que fiz em teatro. Sou um cara mais expansivo, elétrico”, compara ele, que se surpreendeu com a entrega da protagonista: “Samantha não tem esse problema de vaidade, que algumas mulheres humoristas têm. Ela embarca na história, faz um homem, coça o saco... É uma p... comediante e pessoa.”
Já as filmagens do longa inspirado na novela ‘Carrossel’, do SBT, fizeram Oscar voltar à época de infância. “Eu assistia à novela (versão mexicana) quando era criança e morava em Atibaia (SP)”, conta ele, que vive o vilão Gonzalito, parceiro de Gonzales (Paulo Miklos). “É uma dupla bem caricata. Foi muito divertido. Vilão pode fazer qualquer coisa, não tem limite. Pode até errar”, exagera.
Cercado por crianças, ele ficou impressionado com a pequena atriz Maisa Silva. “Acho um gênio, falei muito dela no ‘CQC’. Ela é fluente, uma graça. Isso é muito legal, porque, às vezes, a gente vê um prodígio que não dá muito certo”, avalia.
Publicada em 22/07/2015 - O DIA
Foto: Daniel Castelo Branco
“Eu pensava em deixar o ‘CQC’, mas não tinha efetivamente decidido sair. Quando aconteceu, pensei: ‘Oi, como assim?’ Mas essa sensação durou pouco tempo. As coisas precisavam mudar mesmo. É um recomeço”, diz.
No programa da Band, Oscar comandou o quadro ‘Proteste Já’, investigando denúncias de comunidades por todo o país, durante quatro anos. Na bancada, ficou quase dois anos. “Gostava de fazer o quadro, mas não queria ficar marcado. Passei por todos os níveis do programa, não tinha mais para onde ir. A não ser que fosse para o lugar do Marcelo Tas, o que eu não gostaria de fazer, porque é muita responsabilidade”, explica o ator. “Acho que o que me fez ficar tanto tempo no programa foi uma certa acomodação. Às vezes, precisamos de uma chacoalhada”, admite.
Aos 36 anos, ele acredita que a passagem pelo ‘CQC’ o preparou para o resto da carreira e para a vida. No entanto, quando se viu fora do ar, ficou tomado por dúvidas. “As pessoas me conhecem como repórter. Pensei: ‘Será que elas sabem que sou ator?’”, lembra.
Ao participar de sua primeira seleção de elenco, Oscar levou bomba. “Fui mal no teste para a série ‘#PartiuShopping’ (de Tom Cavalcante), estava com dores nas costas... Mas acabei sendo chamado para a série da Samantha Schmütz por um diretor que nunca tinha visto o meu trabalho”, revela.
Em ‘Aí Eu Vi Vantagem’, ele vive o encostado OJ, filho de Jurandir (Stepan Nercessian) e Glória (Fafy Siqueira). Solteiro por pura preguiça, o personagem é ex-namorado de Jéssica (Samantha), que ajuda a família dele a promover um cabaré recebido como herança e tenta ficar com ele a todo custo. “OJ é muito lento, diferente de tudo o que fiz em teatro. Sou um cara mais expansivo, elétrico”, compara ele, que se surpreendeu com a entrega da protagonista: “Samantha não tem esse problema de vaidade, que algumas mulheres humoristas têm. Ela embarca na história, faz um homem, coça o saco... É uma p... comediante e pessoa.”
Já as filmagens do longa inspirado na novela ‘Carrossel’, do SBT, fizeram Oscar voltar à época de infância. “Eu assistia à novela (versão mexicana) quando era criança e morava em Atibaia (SP)”, conta ele, que vive o vilão Gonzalito, parceiro de Gonzales (Paulo Miklos). “É uma dupla bem caricata. Foi muito divertido. Vilão pode fazer qualquer coisa, não tem limite. Pode até errar”, exagera.
Cercado por crianças, ele ficou impressionado com a pequena atriz Maisa Silva. “Acho um gênio, falei muito dela no ‘CQC’. Ela é fluente, uma graça. Isso é muito legal, porque, às vezes, a gente vê um prodígio que não dá muito certo”, avalia.
Publicada em 22/07/2015 - O DIA
Foto: Daniel Castelo Branco
Ceará dá cara a tapa em 'A Grande Farsa' e fala de sua saída do 'Pânico'
Rio - Silvio Santos, Gabi Herpes, Dantena e Regina Ralé. O que eles têm em comum? Todos são imitações feitas pelo humorista Wellington Muniz, o Ceará, que deixou o ‘Pânico na Band’ em dezembro passado para se aventurar em programa solo na TV por assinatura. Na próxima segunda-feira, às 22h30, no Multishow, ele estreia no comando de ‘A Grande Farsa’, em que apresenta esquetes, recebe convidados e interpreta seus conhecidos personagens, além de outros tipos criados especialmente para a atração.
“Eu sempre quis ter um programa como apresentador, em que eu pudesse desfilar meus personagens, com plateia. O título do programa não foi eu que dei, mas acho que combina bem com a atração, com a coisa do teatro. Porque eu não sou o Silvio Santos, sou um farsante, e não me levo a sério em momento algum”, diz Ceará.
No programa, com direção de Márcio Trigo, nada é o que parece ser. O humorista, que também aparecerá de cara limpa, conta que deve ser surpreendido pela produção em vários momentos. “É uma oportunidade para o público que só conhecia meus personagens me ver também como comunicador. Para mim também é algo novo, vou dar a cara para bater”, admite.
Cada um de seus tipos já conhecidos dos telespectadores vai ter um quadro. Em ‘Diferente com Gabi’, Ceará encarna a Gabi Herpes para entrevistar personalidades. Já Silvio Santos aparece no ‘Show de Caloucos’, em que os candidatos testam seu talento e passam pelo crivo dos jurados. No ‘Ixxquentão no Palco’, Regina Ralé dá dicas para ficar na moda gastando pouco.
“Eu também vou participar das brincadeiras, assim como a plateia e convidados. Neste programa, a grande estrela é o público”, explica ele, que vai contar com participações especiais de famosos como Adriane Galisteu, Danilo Gentili, Otavio Mesquita, Rafinha Bastos, Sabrina Sato e Mr. Catra.
Além das imitações consagradas, Ceará criou 20 personagens inspirados em profissões brasileiras. No quadro ‘Povo Falha’, a cada semana, ele interpretará um tipo diferente, indo às ruas para conversar com as pessoas.
“São tipos do cotidiano, gente que não é famosa, mas faz o nosso país. Vou para a rua e falo com o povo. As externas são perto do estúdio Quanta, onde gravamos (em São Paulo). Mas não é nada a sério”, adianta.
SAÍDA DO ‘PÂNICO’
Animado com o novo programa, Ceará diz que a decisão de deixar o ‘Pânico na Band’ foi tomada depois do nascimento de sua filha com Mirella Santos. Ele fez parte da trupe do humorístico comandado por Emílio Surita durante 17 anos. “A gente tem que saber o momento certo de sair. Quando minha filha nasceu, pensei: ‘É hora de arriscar.’ Sou muito grato a eles”, conta o humorista, que garantiu ter saído sem traumas e se referiu ao antigo programa como “página virada”.
Apesar de confessar um medinho no início da transição, Ceará garante que está confiante. “Hoje é pensar pra frente”, diz ele, que completa: “Não estou criando muita expectativa, só peço que as pessoas assistam e depois falem o que acharam.”
Publicado em 16/07/2015 - O DIA
“Eu sempre quis ter um programa como apresentador, em que eu pudesse desfilar meus personagens, com plateia. O título do programa não foi eu que dei, mas acho que combina bem com a atração, com a coisa do teatro. Porque eu não sou o Silvio Santos, sou um farsante, e não me levo a sério em momento algum”, diz Ceará.
No programa, com direção de Márcio Trigo, nada é o que parece ser. O humorista, que também aparecerá de cara limpa, conta que deve ser surpreendido pela produção em vários momentos. “É uma oportunidade para o público que só conhecia meus personagens me ver também como comunicador. Para mim também é algo novo, vou dar a cara para bater”, admite.
Cada um de seus tipos já conhecidos dos telespectadores vai ter um quadro. Em ‘Diferente com Gabi’, Ceará encarna a Gabi Herpes para entrevistar personalidades. Já Silvio Santos aparece no ‘Show de Caloucos’, em que os candidatos testam seu talento e passam pelo crivo dos jurados. No ‘Ixxquentão no Palco’, Regina Ralé dá dicas para ficar na moda gastando pouco.
“Eu também vou participar das brincadeiras, assim como a plateia e convidados. Neste programa, a grande estrela é o público”, explica ele, que vai contar com participações especiais de famosos como Adriane Galisteu, Danilo Gentili, Otavio Mesquita, Rafinha Bastos, Sabrina Sato e Mr. Catra.
Além das imitações consagradas, Ceará criou 20 personagens inspirados em profissões brasileiras. No quadro ‘Povo Falha’, a cada semana, ele interpretará um tipo diferente, indo às ruas para conversar com as pessoas.
“São tipos do cotidiano, gente que não é famosa, mas faz o nosso país. Vou para a rua e falo com o povo. As externas são perto do estúdio Quanta, onde gravamos (em São Paulo). Mas não é nada a sério”, adianta.
SAÍDA DO ‘PÂNICO’
Animado com o novo programa, Ceará diz que a decisão de deixar o ‘Pânico na Band’ foi tomada depois do nascimento de sua filha com Mirella Santos. Ele fez parte da trupe do humorístico comandado por Emílio Surita durante 17 anos. “A gente tem que saber o momento certo de sair. Quando minha filha nasceu, pensei: ‘É hora de arriscar.’ Sou muito grato a eles”, conta o humorista, que garantiu ter saído sem traumas e se referiu ao antigo programa como “página virada”.
Apesar de confessar um medinho no início da transição, Ceará garante que está confiante. “Hoje é pensar pra frente”, diz ele, que completa: “Não estou criando muita expectativa, só peço que as pessoas assistam e depois falem o que acharam.”
Publicado em 16/07/2015 - O DIA
No 'Meninas do Dan', Danilo Gentili reúne time que só fala bobagem
Rio - Apresentador do ‘The Noite’, do SBT, Danilo Gentili olha para Renata Frisson, a Mulher Melão, e pergunta com toda a seriedade que o assunto merece: “O que você faria para diminuir a inflação?” Enfiada num microvestido que deixa seus pernões à mostra, ela dispara: “Minha ideia é ir pra Brasília e fazer um protesto. O que vocês acham, tipo assim, de as mulheres tirarem a roupa?”
A proposta da modelo sem noção é uma das muitas pérolas produzidas no quadro ‘Meninas do Dan’, uma sátira do talk-show de Danilo ao ‘Meninas do Jô’, do ‘Programa do Jô’. Na atração, além de Melão, ‘webcelebridades’ como Geisy Arruda, Inês Brasil, Heloísa Faissol e Dona Irene debatem temas ligados à economia, política e crise mundial. Os comentários não têm qualquer objetividade, mas garantem boas risadas.
“Sério mesmo que, depois de um dia cheio e pesado, depois de ter lido tudo que podia a respeito das notícias do dia, o telespectador quer sentar no sofá e assistir a mais jornalistas comentando seriamente as notícias?”, indaga Danilo, que emenda: “O ‘Meninas do Dan’ é uma sátira justamente a isso. No fim das contas, o que importa a opinião das meninas ou dos meninos? Já vi um monte de analista se levando a sério em programas por aí e falando só besteiras. Então, a gente fala besteira assumidamente.”
Para o apresentador, assim como a opinião das jornalistas do quadro de Jô Soares não muda a vida de ninguém, suas comentaristas estão lá apenas para divertir. ‘Meninas do Dan’ vai ao ar sempre às quartas-feiras, com rodízio entre as participantes. A Operação Lava Jato, a alta do dólar e a redução da maioridade penal já foram alvo de palpites das moças.
“A Inês Brasil e a Heloisa Faissol têm revelado opiniões muito bem equilibradas e coerentes”, crava Danilo, acrescentando que o comentário de Inês sobre a moeda americana deve ser levado a sério — “O dólar é famoso internacionalmente”, disse ela.
Cantora e dançarina, Inês Brasil é um show à parte. Sem calcinha, ela abre e fecha as pernas o tempo inteiro, e gosta de mexer com Danilo. “Dá um tesão quando você fala Lava Jato. Penso em você com um jato me levando pro espaço”, provocou. Apesar das indiretas, o apresentador fica em cima do muro ao apontar a participante mais engraçada. “Todas têm seus momentos divertidos”, garante ele.
O quadro tem ajudado a manter a média de audiência do programa, vice-líder em São Paulo com 4,6 pontos e no Rio com 4,7. “Na próxima edição, vou perguntar o que elas acham disso”, promete.
Pérolas sobre quase tudo
Operação Lava Jato : “Adoro! Tudo que é lavar é bom pra ficar limpinho. Falou em jato, estou dentro dele” — Inês Brasil.
Inflação : “Eu sei que o ministro da Fazenda é bem charmoso. Agora, não sei direito o que ele faz” — Mulher Melão.
Crise na Ucrânia : “Não sei, eu só assisto ao ‘TV Fama’, coisa de fofoca” — Geisy Arruda.
Paraíso Fiscal : “Onde fica esse paraíso, que eu quero conhecer?” — Mulher Melão
PEC da Terceirização : “Não sei. Estou na coluna do meio” — Dona Irene.
Como melhorar o visual da presidenta Dilma : “Morre e nasce de novo” — Melão.
Publicada em 12/07/2015 - O DIA
A proposta da modelo sem noção é uma das muitas pérolas produzidas no quadro ‘Meninas do Dan’, uma sátira do talk-show de Danilo ao ‘Meninas do Jô’, do ‘Programa do Jô’. Na atração, além de Melão, ‘webcelebridades’ como Geisy Arruda, Inês Brasil, Heloísa Faissol e Dona Irene debatem temas ligados à economia, política e crise mundial. Os comentários não têm qualquer objetividade, mas garantem boas risadas.
“Sério mesmo que, depois de um dia cheio e pesado, depois de ter lido tudo que podia a respeito das notícias do dia, o telespectador quer sentar no sofá e assistir a mais jornalistas comentando seriamente as notícias?”, indaga Danilo, que emenda: “O ‘Meninas do Dan’ é uma sátira justamente a isso. No fim das contas, o que importa a opinião das meninas ou dos meninos? Já vi um monte de analista se levando a sério em programas por aí e falando só besteiras. Então, a gente fala besteira assumidamente.”
Para o apresentador, assim como a opinião das jornalistas do quadro de Jô Soares não muda a vida de ninguém, suas comentaristas estão lá apenas para divertir. ‘Meninas do Dan’ vai ao ar sempre às quartas-feiras, com rodízio entre as participantes. A Operação Lava Jato, a alta do dólar e a redução da maioridade penal já foram alvo de palpites das moças.
“A Inês Brasil e a Heloisa Faissol têm revelado opiniões muito bem equilibradas e coerentes”, crava Danilo, acrescentando que o comentário de Inês sobre a moeda americana deve ser levado a sério — “O dólar é famoso internacionalmente”, disse ela.
Cantora e dançarina, Inês Brasil é um show à parte. Sem calcinha, ela abre e fecha as pernas o tempo inteiro, e gosta de mexer com Danilo. “Dá um tesão quando você fala Lava Jato. Penso em você com um jato me levando pro espaço”, provocou. Apesar das indiretas, o apresentador fica em cima do muro ao apontar a participante mais engraçada. “Todas têm seus momentos divertidos”, garante ele.
O quadro tem ajudado a manter a média de audiência do programa, vice-líder em São Paulo com 4,6 pontos e no Rio com 4,7. “Na próxima edição, vou perguntar o que elas acham disso”, promete.
Pérolas sobre quase tudo
Operação Lava Jato : “Adoro! Tudo que é lavar é bom pra ficar limpinho. Falou em jato, estou dentro dele” — Inês Brasil.
Inflação : “Eu sei que o ministro da Fazenda é bem charmoso. Agora, não sei direito o que ele faz” — Mulher Melão.
Crise na Ucrânia : “Não sei, eu só assisto ao ‘TV Fama’, coisa de fofoca” — Geisy Arruda.
Paraíso Fiscal : “Onde fica esse paraíso, que eu quero conhecer?” — Mulher Melão
PEC da Terceirização : “Não sei. Estou na coluna do meio” — Dona Irene.
Como melhorar o visual da presidenta Dilma : “Morre e nasce de novo” — Melão.
Publicada em 12/07/2015 - O DIA
Protagonista de série, Cacau Protásio diz que não perdeu a simplicidade
Rio - Há três anos, Cacau Protásio morava na Tijuca, pegava ônibus, van e mototáxi, e não saía da quadra do Salgueiro. “A Praça Saenz Peña era o meu quintal”, conta. Mas, após ser revelada em ‘Avenida Brasil’ (2012), a atriz viu sua vida dar uma guinada e tanto. Protagonista da série ‘Trair e Coçar É Só Começar’, que estreia a segunda temporada em 17 de agosto no Multishow, ela hoje vive na Barra da Tijuca, tem seu carrão e raramente usa transporte.
“A novela foi um divisor de águas. Minha vida mudou muito, graças a Deus. Não ando mais de ônibus, mas, se precisar, eu pego. Continuo indo ao Centro, vou a Madureira, faço tudo o que fazia antes. Agora tenho carro, e o canal tem automóvel para me levar e buscar em casa. Então, eu vou de carro, né?”, diz ela, que fazia e vendia relicários para complementar a renda.
No fim do ano passado, Cacau investiu o dinheiro que juntou em uma paixão antiga: comprou uma loja de vestidos de noivas, a Bem Vestida, que fica num shopping da Barra. “Amo tudo que é relacionado a noivas. Acho lindo, romântico”, admite. Apesar do foco nas gordinhas, ela garante que tem roupas para todos os tamanhos e tipos de mulheres: “Quando viajo e vejo uma peça bonita, trago para a loja. Pra mim, não é prejuízo, é lucro!”
A dificuldade de encontrar o próprio vestido de noiva fez com que a atriz também criasse o modelo que vai usar em seu casamento com o fotógrafo Janderson Pires, em julho. Os dois já dividem o mesmo teto há três anos, mas ela agora quer oficializar a união. “Nunca casei. Meu marido e eu fomos morar juntos depois de três meses. Vamos comemorar”, conta ela, sem entregar a data e o local da cerimônia: “Quero a bênção de um pastor, um padre, ou um cerimonialista dizendo palavras bonitas. Quero tudo como manda o figurino, acho lindo.”
O mergulho no universo das noivas ainda vai dar novos frutos. Em parceria com Mariana Caruso, mulher do comediante Fernando Caruso, Cacau vai fazer um programa dando dicas de como economizar na cerimônia. A ideia é gravar vídeos sobre onde encontrar vestidos, bufês, salões e serviços mais baratos e lançar na internet. “O programa vai se chamar ‘Casamento Sem Orçamento’, ou ‘Casamento com Pouco Orçamento’. Tudo relacionado a noiva é muito caro, um absurdo. Mas se você souber procurar, consegue fazer um casamento como o meu, BBB: bom, bonito e barato”, diverte-se.
Autoestima elevada
Depois de várias dietas e reeducação alimentar, Cacau já perdeu alguns quilos, mas recuperou novamente. Estar acima do peso, no entanto, nunca foi um obstáculo, por exemplo, para arrumar namorado. “Sou bem-resolvida, minha autoestima é boa. Nunca tive problema por ser gorda, negra, nada disso. Sempre namorei, mas não tive todo mundo que eu quis, né? Queria namorar algumas pessoas aí, mas não me quiseram, tudo bem!”, diz ela, aos risos. “A única coisa que me deixava chateada era não encontrar roupa do meu tamanho”, completa.
Na segunda temporada de ‘Trair e Coçar É Só Começar’, a comediante volta a fazer a protagonista Olímpia, a empregada que leva tudo ao pé da letra. “Ela agora está trabalhando para a Inês (Márcia Cabrita) e para um ídolo do funk, o Neco (Bento Ribeiro), que veio do Rio”, adianta. Na semana passada, Cacau começou a gravar como a escandalosa Terezinha a nova temporada de ‘Vai que Cola’, também do Multishow.
“Conheço uma mulher como a Terezinha e me inspiro nela. Eu a admiro muito. Ela fala alto e me chama de nega”, revela a atriz, que admite semelhanças com os tipos populares. “Vivo nesse mundo, então é mais fácil para eu fazer, imitar. Minha família é assim, tem uma galera escandalosa, brigona, protetora. Então, tenho um pouquinho de cada personagem.”
Publicada em 28/06/2015 - O DIA
“A novela foi um divisor de águas. Minha vida mudou muito, graças a Deus. Não ando mais de ônibus, mas, se precisar, eu pego. Continuo indo ao Centro, vou a Madureira, faço tudo o que fazia antes. Agora tenho carro, e o canal tem automóvel para me levar e buscar em casa. Então, eu vou de carro, né?”, diz ela, que fazia e vendia relicários para complementar a renda.
No fim do ano passado, Cacau investiu o dinheiro que juntou em uma paixão antiga: comprou uma loja de vestidos de noivas, a Bem Vestida, que fica num shopping da Barra. “Amo tudo que é relacionado a noivas. Acho lindo, romântico”, admite. Apesar do foco nas gordinhas, ela garante que tem roupas para todos os tamanhos e tipos de mulheres: “Quando viajo e vejo uma peça bonita, trago para a loja. Pra mim, não é prejuízo, é lucro!”
A dificuldade de encontrar o próprio vestido de noiva fez com que a atriz também criasse o modelo que vai usar em seu casamento com o fotógrafo Janderson Pires, em julho. Os dois já dividem o mesmo teto há três anos, mas ela agora quer oficializar a união. “Nunca casei. Meu marido e eu fomos morar juntos depois de três meses. Vamos comemorar”, conta ela, sem entregar a data e o local da cerimônia: “Quero a bênção de um pastor, um padre, ou um cerimonialista dizendo palavras bonitas. Quero tudo como manda o figurino, acho lindo.”
O mergulho no universo das noivas ainda vai dar novos frutos. Em parceria com Mariana Caruso, mulher do comediante Fernando Caruso, Cacau vai fazer um programa dando dicas de como economizar na cerimônia. A ideia é gravar vídeos sobre onde encontrar vestidos, bufês, salões e serviços mais baratos e lançar na internet. “O programa vai se chamar ‘Casamento Sem Orçamento’, ou ‘Casamento com Pouco Orçamento’. Tudo relacionado a noiva é muito caro, um absurdo. Mas se você souber procurar, consegue fazer um casamento como o meu, BBB: bom, bonito e barato”, diverte-se.
Autoestima elevada
Depois de várias dietas e reeducação alimentar, Cacau já perdeu alguns quilos, mas recuperou novamente. Estar acima do peso, no entanto, nunca foi um obstáculo, por exemplo, para arrumar namorado. “Sou bem-resolvida, minha autoestima é boa. Nunca tive problema por ser gorda, negra, nada disso. Sempre namorei, mas não tive todo mundo que eu quis, né? Queria namorar algumas pessoas aí, mas não me quiseram, tudo bem!”, diz ela, aos risos. “A única coisa que me deixava chateada era não encontrar roupa do meu tamanho”, completa.
Na segunda temporada de ‘Trair e Coçar É Só Começar’, a comediante volta a fazer a protagonista Olímpia, a empregada que leva tudo ao pé da letra. “Ela agora está trabalhando para a Inês (Márcia Cabrita) e para um ídolo do funk, o Neco (Bento Ribeiro), que veio do Rio”, adianta. Na semana passada, Cacau começou a gravar como a escandalosa Terezinha a nova temporada de ‘Vai que Cola’, também do Multishow.
“Conheço uma mulher como a Terezinha e me inspiro nela. Eu a admiro muito. Ela fala alto e me chama de nega”, revela a atriz, que admite semelhanças com os tipos populares. “Vivo nesse mundo, então é mais fácil para eu fazer, imitar. Minha família é assim, tem uma galera escandalosa, brigona, protetora. Então, tenho um pouquinho de cada personagem.”
Publicada em 28/06/2015 - O DIA
Sucesso reality ‘Lucky Ladies’, MC Carol diz: "Não sou diva, sou bandida"
Rio - Quando era criança, MC Carol queria ser advogada e, depois, virar juíza. “Ninguém sonha ser MC”, diz. Mas foi o funk que transformou a vida da autora do hit ‘Minha Vó Tá Maluca’. Com personalidade forte e carisma, ela agora faz sucesso no reality ‘Lucky Ladies’, da Fox Life, e está bombando nas redes sociais com fotos e comentários abusados. Mesmo tímida, a funkeira de 21 anos, que gosta de ser chamada de Carol Bandida, transborda autoestima, mas não se acha uma diva, como já é proclamada pelos fãs.
“Não sou diva. Sou bandida! Pra mim, diva é a Beyoncé, a Nicki Minaj, a Rihanna, a Madonna. Não dou força pra isso. Acho ridículo”, dispara ela, que gosta mesmo é de ser comparada a Tati Quebra-Barraco, sua mentora no reality. “Ela é como uma mãe pra mim. A gente tem o mesmo sobrenome (Lourenço), e a filha dela tem o meu nome e a minha idade.”
Moradora do Morro do Preventório, em Niterói, Carol encontra inspiração para suas composições nas histórias de amigos, vizinhos e parentes. “Não faço música do nada. Quando não tem algo interessante na minha vida, foco na dos outros”, conta. Foi assim que surgiu a música para a avó e o funk ‘Jorginho Me Empresta a 12’, dedicada a uma amiga, cujo namorado a deixou em casa para ir ao baile com outra. “Falei para ela dar um tiro nele”, brinca. A mulher que queimava o lixo ao lado de sua casa inspirou ‘Minha Vizinha É Louca’. “Quando era solteira, eu fazia muita festa em casa até de manhã, e ela ficava louca”, diverte-se.
Na comunidade, Carolina de Oliveira Lourenço, seu nome de batismo, teve uma infância e adolescência sofridas, mas garante que nunca se envolveu em coisa errada. Com a mãe morando em local ignorado e o pai preso, ela foi criada pelos bisavós. “Fui expulsa de casa por um tio aos 14 anos. Pensei em ir pro Rio e morar na rua, pedir esmola, mas fiquei com medo dessas paradas que acontecem”, conta ela, que pediu abrigo na casa da avó. “Eram oito pessoas em dois cômodos. Os cinco adultos consumiam drogas. Mas, graças a Deus, nunca usei, nem tive curiosidade. Não sei se tenho pavor ou nojo, acho que os dois”, afirma.
Carol não bebe cerveja nem fuma. Mas o vinho é seu fraco. Após uma festa de Natal, já embriagada, foi chamada para cantar e esqueceu a letra. “Deu um branco, mas aí criei na hora a música ‘Bateu Uma Onda Forte’. A galera amou”, lembra. No reality da Fox, uma festinha regada a vinho deixou a funkeira mais soltinha a ponto de fazer um strip-tease e pagar calcinha. “Não tive vergonha, faria tudo de novo. Meu marido viu e deu um piti, mas tá tranquilo”, garante.
Casada há quatro anos com o ajudante de pedreiro Alecssandro, de 22, ela sabe administrar o ciúme do marido. “Agora ele está melhor. Mas falei: ‘Ou você anda do meu lado, ou vai ficar para trás’”, diz ela, que já tinha namorado o rapaz e o reencontrou na sarjeta. “Ele tinha problemas com drogas. Eu o internei, cuidei dele, levei pra casa. Por isso, ficou obsessivo por mim”, revela.
Em homenagem ao amado, ela compôs ‘Meu Namorado É Maior Otário’. “Ele lava minhas calcinhas, faz comida, me ajuda em tudo. Mas não o acho otário, ele é um exemplo. Os homens têm de ser menos machistas e dividir as tarefas”, defende.
No programa, deu o que falar sua revelação que faz sexo com Alecssandro nove vezes por dia. “Acham que são nove direto, mas não é, pelo amor de Deus! São três de manhã, três de tarde e três de noite. A gente briga, faz as pazes e depois transa”, detalha. Além de jurar que nunca pisou na bola com o amado, ela deixa claro que não perdoaria uma traição. “Se pegasse ele com outra, não sei se mataria ou mandaria matar. Não trabalho com o perdão, não”, decreta, aos risos, emendando: “Acho que procuraria um homem melhor que ele.”
A autoestima é tão elevada que a MC posta nas redes sociais mensagens do tipo “Sou gostosa, sou feliz, sou sexy” e fotos sensuais. “Nunca sofri preconceito por ser gordinha. Os homens que eu queria, eu tinha. Mas escolhia muito. Eu sempre me achei”, admite ela, que não sobe numa balança há tempos: “Estou pesando mais de 100 quilos, mas quero chegar aos 90.”
A convivência com as outras funkeiras do reality a deixou mais vaidosa. “Antes, não tinha preocupação com isso. Agora tenho parceria com uma marca de roupas plus size, aprendi a me maquiar e a cuidar do cabelo.”
Desde que estourou no reality, o número de shows aumentou e o cachê subiu. Se antes fazia baile por R$ 500, hoje cobra entre R$ 3 mil e R$ 5 mil para cantar em casas da Lapa e na região oceânica. “Faço muito show em boate gay”, diz ela. Na época das vacas magras, Carol se contentava com bem menos. “Quando comecei, há cinco anos, fazia shows em troca do dinheiro da passagem de volta para casa e uma garrafa de vinho”, entrega.
Publicada em 05/07/2015 - O DIA
Foto: Márcio Mercante
“Não sou diva. Sou bandida! Pra mim, diva é a Beyoncé, a Nicki Minaj, a Rihanna, a Madonna. Não dou força pra isso. Acho ridículo”, dispara ela, que gosta mesmo é de ser comparada a Tati Quebra-Barraco, sua mentora no reality. “Ela é como uma mãe pra mim. A gente tem o mesmo sobrenome (Lourenço), e a filha dela tem o meu nome e a minha idade.”
Moradora do Morro do Preventório, em Niterói, Carol encontra inspiração para suas composições nas histórias de amigos, vizinhos e parentes. “Não faço música do nada. Quando não tem algo interessante na minha vida, foco na dos outros”, conta. Foi assim que surgiu a música para a avó e o funk ‘Jorginho Me Empresta a 12’, dedicada a uma amiga, cujo namorado a deixou em casa para ir ao baile com outra. “Falei para ela dar um tiro nele”, brinca. A mulher que queimava o lixo ao lado de sua casa inspirou ‘Minha Vizinha É Louca’. “Quando era solteira, eu fazia muita festa em casa até de manhã, e ela ficava louca”, diverte-se.
Na comunidade, Carolina de Oliveira Lourenço, seu nome de batismo, teve uma infância e adolescência sofridas, mas garante que nunca se envolveu em coisa errada. Com a mãe morando em local ignorado e o pai preso, ela foi criada pelos bisavós. “Fui expulsa de casa por um tio aos 14 anos. Pensei em ir pro Rio e morar na rua, pedir esmola, mas fiquei com medo dessas paradas que acontecem”, conta ela, que pediu abrigo na casa da avó. “Eram oito pessoas em dois cômodos. Os cinco adultos consumiam drogas. Mas, graças a Deus, nunca usei, nem tive curiosidade. Não sei se tenho pavor ou nojo, acho que os dois”, afirma.
Carol não bebe cerveja nem fuma. Mas o vinho é seu fraco. Após uma festa de Natal, já embriagada, foi chamada para cantar e esqueceu a letra. “Deu um branco, mas aí criei na hora a música ‘Bateu Uma Onda Forte’. A galera amou”, lembra. No reality da Fox, uma festinha regada a vinho deixou a funkeira mais soltinha a ponto de fazer um strip-tease e pagar calcinha. “Não tive vergonha, faria tudo de novo. Meu marido viu e deu um piti, mas tá tranquilo”, garante.
Casada há quatro anos com o ajudante de pedreiro Alecssandro, de 22, ela sabe administrar o ciúme do marido. “Agora ele está melhor. Mas falei: ‘Ou você anda do meu lado, ou vai ficar para trás’”, diz ela, que já tinha namorado o rapaz e o reencontrou na sarjeta. “Ele tinha problemas com drogas. Eu o internei, cuidei dele, levei pra casa. Por isso, ficou obsessivo por mim”, revela.
Em homenagem ao amado, ela compôs ‘Meu Namorado É Maior Otário’. “Ele lava minhas calcinhas, faz comida, me ajuda em tudo. Mas não o acho otário, ele é um exemplo. Os homens têm de ser menos machistas e dividir as tarefas”, defende.
No programa, deu o que falar sua revelação que faz sexo com Alecssandro nove vezes por dia. “Acham que são nove direto, mas não é, pelo amor de Deus! São três de manhã, três de tarde e três de noite. A gente briga, faz as pazes e depois transa”, detalha. Além de jurar que nunca pisou na bola com o amado, ela deixa claro que não perdoaria uma traição. “Se pegasse ele com outra, não sei se mataria ou mandaria matar. Não trabalho com o perdão, não”, decreta, aos risos, emendando: “Acho que procuraria um homem melhor que ele.”
A autoestima é tão elevada que a MC posta nas redes sociais mensagens do tipo “Sou gostosa, sou feliz, sou sexy” e fotos sensuais. “Nunca sofri preconceito por ser gordinha. Os homens que eu queria, eu tinha. Mas escolhia muito. Eu sempre me achei”, admite ela, que não sobe numa balança há tempos: “Estou pesando mais de 100 quilos, mas quero chegar aos 90.”
A convivência com as outras funkeiras do reality a deixou mais vaidosa. “Antes, não tinha preocupação com isso. Agora tenho parceria com uma marca de roupas plus size, aprendi a me maquiar e a cuidar do cabelo.”
Desde que estourou no reality, o número de shows aumentou e o cachê subiu. Se antes fazia baile por R$ 500, hoje cobra entre R$ 3 mil e R$ 5 mil para cantar em casas da Lapa e na região oceânica. “Faço muito show em boate gay”, diz ela. Na época das vacas magras, Carol se contentava com bem menos. “Quando comecei, há cinco anos, fazia shows em troca do dinheiro da passagem de volta para casa e uma garrafa de vinho”, entrega.
Publicada em 05/07/2015 - O DIA
Foto: Márcio Mercante
domingo, 21 de junho de 2015
Sony estreia duas séries: 'Red Band Society' e 'Scorpion'
Rio - Uma comédia dramática e uma aventura são as novidades
na programação de domingo do Sony. Neste domingo (dia 21), o canal estreia as séries ‘Red Band
Society’, que leva a assinatura de Steven Spielberg na produção executiva, às
18h30, e ‘Scorpion’, que está na lista das dez produções mais assistidas dos
Estados Unidos, às 21h30. Os espisódios semanais serão exibidos com dublagem.
A comédia ‘Red Band Society’ acompanha o dia a dia de um grupo de seis
adolescentes que convivem na ala infantil do Hospital Ocean Park. Os jovens são
interpretados por Zoe Levin (Kara Souders), Charlie Rowe (Leo Roth), Griffin
Gluck (Charlie Hutchison), Astro (Dash Hosney), Clara Bravo (Emma Chota) e
Nolan Sotillo (Jordi Palacios). Já Octavia Spencer vive a enfermeira durona
Jackson, que faz com que tudo funcione na unidade. E Dave Annable interpreta o
doutor Adam McAndrew, cirurgião e oncologista pediátrico do hospital.
‘Scorpion’ (foto) é inspirada na vida de Walter O’Brien, o homem com um dos
maiores QIs do mundo — 197 — e que invadiu os computadores da Nasa quando tinha
apenas 13 anos. A série conta a história de Walter, um excêntrico gênio da
tecnologia, vivido por Elyes Gabel.
Na trama, ele é dono da empresa Scorpion, que recruta os melhores
intelectos, a fim de formar uma linha de defesa contra todas as ameaças do
mundo moderno e oferecer soluções para os problemas da sociedade.
O elenco traz ainda Katherina McPhee como a garçonete Paige Dineen, e
Robert Patrick como Cabe Gallo, um agente do Departamento de Segurança dos EUA.
Publicada em 20/06/2015 – O DIA
O melhor amigo do homem ajuda a salvar vidas na série 'Cães Heróis' no Animal Planet
Rio - Eles não são apenas os animais de estimação e
companheiros mais adoráveis de milhares de pessoas. Treinados no canil central
da Polícia Militar de São Paulo, os cachorros também podem salvar vidas e
ajudar no combate ao crime. É o que vai mostrar a série nacional ‘Cães Heróis’,
que estreia hoje (dia 18), às 22h, no Animal Planet.
Diam’s, Cléo, Barão, Pegasus, Marley e Brock são alguns dos 70 cachorros
que o programa acompanha. Cada um está em um estágio diferente da ‘carreira’
policial. Brock, por exemplo, fareja explosivos, enquanto Pegasus está em fase
de adaptação a um novo condutor.
Produzida pela Mixer, com 26 episódios de meia hora de duração cada um,
a série mostra a rotina de patrulha e treinamento desses cães policiais, que
atuam em operações de resgate a feridos, rebeliões em presídios, além de
identificar drogas, bombas e armamentos contrabandeados.
No primeiro episódio, os animais realizam varredura no Terminal
Rodoviário do Tietê, em busca de substâncias ilícitas e armamento
contrabandeado. No canil, a filhote Cléo treina, ao som de tiros, o ataque a
suspeitos que reagem à abordagem.
Publicada em 18/06/2015 – O DIA
Casais que nunca se viram sobem ao altar em 'Casamento à Primeira Vista' no A&E
Rio - Para quem acredita em amor à primeira vista,
a experiência é, no mínimo, ousada e arriscada. Seis pessoas que nunca se viram
antes vão se conhecer apenas no altar e vão se casar. Parece loucura, mas é
exatamente o que vai ser mostrado na série ‘Casamento à Primeira Vista’, que
estreia nesta sexta-feira (dia 19), às 23h, no A&E.
A escolha dos três casais é feita por quatro especialistas em
relacionamentos: a terapeuta Logan Levkoff, a antropóloga Pepper Schwartz, o
espiritualista Greg Epstein e o psicólogo clínico Joseph Cilona. São eles que
juntam os pares ideais de acordo com as afinidades e propõem o casamento.
Em dez episódios da série, os especialistas acompanham os três casais em
tudo, inclusive na lua de mel. Eles participam dos encontros com os parentes e
das atividades do cotidiano.
Para os casais, espécie de cobaias nessa experiência, é a chance de
lidar com situações como a atração física, a decisão de beijar no primeiro
encontro e a intimidade na lua de mel.
Após cinco semanas de convivência, os especialistas se reúnem com os casais para saber se eles continuam juntos ou vão se separar.
Após cinco semanas de convivência, os especialistas se reúnem com os casais para saber se eles continuam juntos ou vão se separar.
Publicada em 17/06/2015 – O DIA
Tom Cavalcante diz que foi preciso coragem para sair da mesmice e voltar à TV com '#Partiushopping'
Rio - Afastado da TV há quatro anos, Tom Cavalcante não estava com
saudades. “Não queria me repetir. Para voltar, tinha que ser um projeto robusto
e ousado”, explica. A série ‘#PartiuShopping’, que estreia hoje, às 22h30, no
Multishow, marca o retorno ao ar do humorista, que considera o programa
“inovador”. Na sitcom, ele interpreta Gildo, chefe de segurança do Astro
Shopping, resgata personagens famosos como o João Canabrava e faz imitações,
entre elas a de Roberto Carlos.
“O programa traz um humor que estava faltando na programação da TV, um humor
que reflete os costumes e os tipos brasileiros”, argumenta Tom, que admite
semelhanças com o ‘Sai de Baixo’. “Toda comédia de situação, com família,
grupos e núcleos, sempre tem comparação. Só que a linguagem evolui, e a gente
traz um novo conteúdo.”
O humorista diz que pretende agradar à família brasileira. “De A a Z, mamãe,
titia, Peppa Pig e cia”, brinca. Para isso, no entanto, ele sabe que deve ter
cuidado com as piadas e a onda do ‘politicamente correto’ que se espalha nas
redes sociais.“O patrulhamento ficou muito chato”, reclama Tom, que acrescenta: “Há uma incomodação por qualquer tema que as pessoas se posicionem. Se hoje você defende uma bandeira de qualquer coisa, seja política, seja do doce que você comeu e gostou, vão aparecer umas 400 pessoas para dizer que ‘quero que você enfie...’ (risos) e outra vai dizer ‘que ridículo’. Estão de plantão lá.”
Tom confessa que já se importou mais com esse patrulhamento. “Passei a me policiar. Se fosse fazer o Pit Bicha hoje, por exemplo, talvez houvesse uma reação negativa. Foi um sucesso num momento em que o Brasil estava muito relax”, diz. Num dos episódios do novo sitcom, ele interpreta um gay e aproveita para passar uma mensagem contra a homofobia. “Faço de forma leve e brincalhona, sem preconceito, sem querer alfinetar. No final, digo que, para ser cor- de-rosa tem que ser muito macho.”
Quando deixou a Record em 2011 e foi para Los Angeles (EUA), onde passou dois anos fazendo workshops e produziu um média-metragem, Tom não estava satisfeito com os rumos de sua carreira, após 21 anos na TV aberta. “Precisava sair daquela mesmice e, para isso, é preciso ter coragem. Porque a primeira coisa que a gente pensa é: vou ficar desempregado, vão me esquecer, não vou ter mais dinheiro”, assume.
Antes de assinar com o Multishow, do Grupo Globo —“O bom filho à casa torna”, comemora —, o humorista chegou a conversar com Silvio Santos sobre sua possível ida para o SBT. O que acabou não acontecendo por falta de espaço na grade. “Na verdade, as emissoras convidam, contratam, mas não pensam muito no que vão fazer com você. No Multishow, já estava tudo no papel”, conta.
Em ‘#PartiuShopping’, gravado em um estúdio em São Paulo com plateia de
240 pessoas, Gildo é o chefe da segurança que se envolve em confusões após a
morte do presidente da empresa, que deixa o Astro Shopping para ele como
herança. Mas a família tenta a todo custo evitar que o funcionário trapalhão
assine a documentação. O elenco tem Nany People, Danielle Winits, Monique
Alfradique, Camilla Camargo, Alex Gruli e Léo Castro.
“A gente fala de economia, política, tudo na nossa linguagem, dá umas pontadas. Acho que o humor tem essa força para falar de temas polêmicos. Mas a gente evita usar o palavrão como recurso de risada”, diz Tom.
Publicada em 15/06/2015 – O DIA
Domingos Montagner, o Miguel de 'Sete Vidas', diz que não atua para ser galã
Rio - É numa manhã nublada
que vamos ao encontro de Domingos Montagner, na Marina da Glória, durante uma
gravação de ‘Sete Vidas’. Atencioso e educado, o ator de 53 anos aproveita o
intervalo do almoço para fazer as fotos dessa edição. “Não gosto de foto”,
admite ele, que fica pouco à vontade diante da câmera. Mas nada de estrelismo.
Até porque isso nem combina com o jeito tranquilão do intérprete do solitário
Miguel, oceanógrafo e navegador que descobre ser pai de sete filhos, seis por
inseminação artificial, na trama das seis.
“Me identifico com ele por
entender que cada um tem a sua vida, não pode interferir na vida do outro. Não
dou palpite se não me pedirem”, diz Domingos, que arremata: “Também gosto de
ter meus momentos de solidão. Adoro reunir as pessoas, fazer churrasco, bater
papo com todo mundo. Mas tem dia que quero sair sozinho, ir ao cinema”.
O sucesso não fez com que Domingos mudasse sua postura nem sua rotina.
Esse paulista do Tatuapé é bem pé no chão, sem deslumbre com a profissão que
iniciou há quase 30 anos. A carreira na TV só decolou há quatro temporadas, com
‘Cordel Encantado’ (2011). Hoje, curte, discretamente, a repercussão de seu
primeiro protagonista em novelas.
“O êxito na TV é diferente do teatro porque a visibilidade é maior. Pelo
ofício, não vejo diferença. O que muda é que você é mais reconhecido. Continuo
trabalhando, porque sucesso é o canto da sereia, é efêmero. Meu chão é o
trabalho”, enfatiza o ator, que é formado em educação física e deu aulas em
várias escolas de São Paulo, durante dez anos, antes de se apaixonar pelos
palcos do circo e do teatro. “Sou um cara muito satisfeito com as minhas
escolhas. Me sinto privilegiado por fazer o que gosto”.
Com a escassez de atores talentosos e boa pinta na sua faixa etária, ele
virou uma das apostas de galã da Globo. O rótulo já o incomodou muito por
reduzir seu trabalho a um padrão estético. Mas, hoje, não dá importância.
“Prefiro ver como uma função dramatúrgica. Não entro numa novela para
ser o galã. Se pensar assim, estou perdido”, avalia ele, que cita colegas de
profissão que receberam o rótulo: “Se eu fizer 10% do que o Antônio Fagundes e
o Francisco Cuoco fizeram, por exemplo, acho genial. Há atores que têm esse
peso. Vai além do talento e da técnica”.
A maneira de lidar com a fama também é tranquila. Domingos não se
incomoda em dar autógrafos e tirar fotos, contanto que não esteja com sua
família. Casado há 13 anos com Luciana Lima e pai de três meninos — Dante, de 4
anos, Antônio, 8, e Léo, 12 — ele quer preservar a privacidade de todos. “Eu
lido com isso com muita naturalidade. Mas, se estou num restaurante com meus
filhos, não gosto. Não quero submetê-los a isso. Sou um cara reservado. Já
passo por um processo de exposição enorme. Não fomento isso”, explica ele, que
só usa as redes sociais para divulgar os espetáculos de sua companhia teatral.
“Não coloco fotos da minha família no Facebook”.
Se existe um assunto que deixa o ator sem graça é o seu sucesso com as
mulheres. Personagens como o capitão Herculano de ‘Cordel Encantado’ (2011), o
sedutor presidente da República em ‘O Brado Retumbante’ (2012) e o turco Zyah
em ‘Salve Jorge’ (2012) só ajudaram a acender mais o fogo do público feminino.
“Não fico muito à vontade com isso. Não me vejo nesse personagem catalizador.
Sou um cara tímido. Por isso, não gosto de fotos”, diz ele. “As mulheres são
mais propensas a fazer fotos, mas sem afetação, sem loucuras”.
Na trama das seis, escrita por Lícia Manzo, Miguel tem dificuldades de
estabelecer relações afetivas por causa de um trauma da infância — sente-se
culpado pela morte da mãe. Apaixonado por Lígia (Deborah Bloch), não consegue
se acertar com ela, nem com os sete filhos, seis deles frutos de doação de
sêmen feita ainda na juventude.
“Ele começa a lidar com os filhos não por se sentir pai, mas por
situações que o levam a mudar essa relação”, conta o ator, que aprova os casais
(héteros ou homossexuais) que recorrem à inseminação artificial para ter
filhos. “É um processo natural nos dias de hoje, um recurso válido. Sou de uma
família tradicional, com pai e mãe. Mas o conceito de família é claro: são
pessoas ligadas por laços afetivos”.
Se na ficção ainda está aprendendo a lidar com a prole, na vida real
Domingos se desdobra para ser um pai presente, mesmo morando no Rio, por causa
da novela, e os três filhos em São Paulo. “Ser pai é um chá de realidade. Você
tem uma pessoa para educar. É a única relação para a vida toda”, resume ele,
que ressalta a importância da referência paterna. “A maneira como você se relaciona
com a mãe, os amigos e as pessoas do trabalho, a criança absorve isso tudo. É
uma responsa, dá trabalho”.
Em casa, o ator gosta de brincar e comer junto com os filhos, mas criou
alguns códigos. “Ensino o porquê dos limites. Quando me sento para almoçar, não
atendo telefone, e eles não veem televisão”, conta. “Assisto a futebol na TV
com eles. Não tenho muito hábito de ir ao estádio, pela minha rotina. Mas jogo
bola... Eles adoram”.
A família já se acostumou com sua rotina de viagens. “Meus filhos mais
velhos já dormiram em trailer comigo, vivendo do circo e do teatro”, revela.
Mas agora o lado aventureiro de Domingos vem se identificando com o navegador,
e ele já não descarta a possibilidade de ter um barco. “É apaixonante, sentir o
vento no rosto, controlar a vela, a liberdade e o contato com a natureza”, diz
ele, que fez aulas para velejar. “O barco tem semelhanças com o circo, uma
rotina de manutenção. O mundo do velejador é o barco. No circo, a vida é a
lona”.
Publicada em 14/06/2015 – O DIA
Foto Maíra Coelho
Carlo Mossy, que está na série ‘Magnífica 70’, recorda a época em que filmava na Boca do Lixo e suas paixões
Rio - Um dos ícones da pornochanchada, Carlo Mossy
voltou no tempo. Na série ‘Magnífica 70’, que retrata o universo da produção
desse tipo de filme, exibida no canal HBO, o ator e diretor de 68 anos
interpreta Lúcifer, um comerciante que investe boa parte de seu dinheiro em
produções eróticas do cinema nacional. O papel faz com que Mossy reviva a época
em que filmava na Boca do Lixo, em São Paulo.
“Eu passei por aqueles problemas com meus filmes.
Convivi muito com a ditadura, fui preso por ter exibido um filme sem o
certificado da censura”, recorda o ator, que produziu 25 longas. “O censor
tinha uma obrigação moral de cortar, era um peitinho aqui, uma bunda a mais...
Por isso, a gente filmava um pouco mais, porque sabia que as cenas mais pesadas
seriam cortadas.”
Protagonista de comédias eróticas com títulos tão
divertidos quanto bem-sucedidos em bilheteria, como ‘Lua de Mel e Amendoim’,
‘Oh, Que Delícia de Patrão’, ‘Como É Boa a Nossa Empregada’ e ‘Essa Gostosa Brincadeira
a Dois’, Mossy aprendeu a driblar a censura nas sequências de sexo, mas sofreu
com os diálogos. “Alguns filmes tiveram o som cortado por causa dos palavrões,
ficavam buracos, mas nunca cortei nos negativos, só nas cópias”, conta.
Para o ator, ser chamado de Rei da Pornochanchada é
motivo de orgulho, apesar de muita gente ter torcido o nariz para seus filmes
nos anos 70. “Nunca tive vergonha. Pelo contrário! O rótulo pornochanchada era
pejorativo, para desmoralizar. A crítica elitizada não assistia e dizia que não
gostava. Ficavam putos, porque os meus filmes passavam em mais cinemas e faziam
sucesso.”
Belas mulheres também marcaram a história de Mossy
no cinema. A paixão pela diva Odete Lara, seu par romântico em ‘Copacabana Me
Engana’ (1968), acabou em confusão. “Ela era casada com o (diretor) Antonio
Carlos da Fontoura, que não me perdoou até hoje”, diz. A química com a atriz
Adriana Prieto em ‘Soninha Toda Pura’ (1971) também saiu da ficção para a vida
real. “Fui muito apaixonado por ela. A turma considerava a dupla mais sensual
da época”, admite o ator, que está casado pela terceira vez, com Íris, há 22
anos, e tem cinco filhos.
Embora tenha feito muitas cenas calientes, como as
de ‘Essa Gostosa Brincadeira a Dois’, com Vera Fischer, ele garante que o clima
era sempre de “muito respeito”. “As pessoas pensam que só rolava sacanagem. Eu
era garotão, produtor... Beijava muito. Beijo, quando rolava química, a gente
não desgrudava. Namorei, sim, muitas atrizes famosas depois dos filmes, mas
isso acontece em qualquer profissão. O cinema tem essa coisa epidérmica.
Beijou, rolou”, diz ele, que acrescenta: “Nunca fiz teste do sofá, nunca
permiti sexo em troca de trabalho.”
Especialista em mulheres sedutoras, Mossy não
economiza elogios a Simone Spoladore, que vive Dora, a estrela dos filmes da
produtora Magnífica na série do HBO. “As lentes grudam nela feito ímã.
Raríssimas atrizes suportam um superclose como a Simone. Ela sabe usar a
epiderme como técnica no assunto”, derrama-se ele, que a compara com outra
musa: “Ela seria a atriz que mais se assemelharia à divina Adriana Prieto, no
que diz respeito ao ‘physique du rôle’, uma tropicalizada mescla de ingenuidade
‘femeal’ agregada à irreverência e cinismo sensual.”
Publicada em 10/06/2015 – O DIA
sábado, 6 de junho de 2015
Maju, a moça do tempo do Jornal Nacional, diz que fica à vontade com as brincadeiras de William Bonner
Rio - Com ela não tem tempo ruim. Aos 36 anos, a paulista Maria Júlia
Coutinho, ou simplesmente Maju, como prefere ser chamada, consegue transformar
a mais complexa previsão meteorológica em informação leve e objetiva no ‘Jornal
Nacional’. Mesmo sujeita a chuvas e trovoadas ao interagir com os
apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos, a nova moça do tempo do
‘JN’ jamais perde a pose, a elegância e a naturalidade.
“O que cola é que sou espontânea. Sou uma pessoa fácil de se levar, meu
astral é legal. Gosto disso. Sou daquele jeito que apareço no vídeo”, diz ela,
que se encaixou ao novo formato do telejornal da Globo, cada vez mais informal,
mas ficou insegura na estreia. “Não tinha ideia de como seria. Pensava em como
seria ver o Bonner e a Renata em pé.”
Fora da bancada, o apresentador e editor-chefe do ‘JN’ também tem se
mostrado mais descontraído nas brincadeiras com Maju. E ela garante que tudo
flui naturalmente. “Acho que passa uma coisa de almas que se encontram. Eu
adianto os temas que vou falar, dou algumas informações e deixo para ele fazer
as perguntas. Isso está dando jogo. A gente combina pouca coisa”, conta a
apresentadora, que fica na redação em São Paulo e mal conhece o chefe. “Nos
encontramos uma vez e falei um ‘oi’.”
Ao vivo, Maju já corrigiu Bonner, quando ele usou a expressão “tempo
bom” e ela questionou: “tempo firme?”. Na semanada passada, foi a vez de o
editor-chefe pedir “calma” à jornalista, que queria começar logo dando as
previsões do tempo. Mas, garante ela, não tem climão.
“Até agora, me senti à vontade com as brincadeiras. Em nenhum momento
fiquei constrangida ou sem graça. Acho que os apresentadores estão lá para
somar forças”, comenta Maju, recordando a primeira vez em que Bonner a chamou
pelo apelido usado pelos colegas de redação. “Sabia que um dia ele ia me
perguntar. Mas, quando ele tomou a iniciativa, me pegou de surpresa. Foi a
única vez que eu fiquei sem jeito”, confessa.
Apesar do sucesso, a jornalista é bem pé no chão. “Ganhou uma dimensão
que eu não esperava. Mas faço terapia há muito tempo, o que ajuda a dar uma
baixada de bola. Tento levar isso com serenidade. É uma energia positiva que me
alimenta e me impulsiona a fazer o melhor”, esclarece ela. “Estou vivendo uma
lua de mel com o público.”
Maju começou a carreira na TV Cultura, onde foi repórter e apresentadora
de telejornal. “A rua foi fundamental para o que faço hoje. Me deu esse
traquejo. Tem que ser rápido”, explica. Em 2013, entrou na Globo como repórter
do ‘SPTV 2ª edição’ e passou por ‘Globo Rural’, ‘Hora 1’ e ‘Bom Dia Brasil’ como
moça do tempo. “Fiz teste e fui aprovada. Mas nunca foi o que pensei ou pedi
para fazer”, diz.
O assédio aumentou muito, mas a jornalista, que é casada, lida bem até
com quem pede previsões de tempo exclusivas. “Me perguntam se vai chover ou
fazer sol. Mas costumo dizer que previsão não é precisão. Já aconteceu de eu
prever uma coisa e, momentos depois, mudar tudo”, explica. Prevenida, ela não
dá mole para as mudanças climáticas. “Carrego sempre um guarda-chuva na bolsa”,
revela.
Nas redes sociais, Maju costuma postar informações curtinhas sobre o
tempo no país e receber muitos elogios, inclusive pelas roupas que usa no ‘JN’.
Mas, como ninguém é unanimidade, já foi alvo de comentários racistas, como
“cabelo ruim”. “Quando é uma crítica ao meu trabalho, a uma expressão errada,
eu procuro responder. Se é uma bobagem, eu não ligo. Mas se a crítica é racista
e cerceia meu direito de liberdade, não deixo passar. Mas não me abalo. Gosto
do meu cabelo crespo”, diz.
Publicado em
4/06/2015 – O DIA
Foto Divulgação TV Globo
Maurício Destri fala da química com Bruna Marquezine e Maria Casadevall em 'I Love Paraísópolis'
Rio - Maurício Destri, de 23 anos, tirou a sorte grande. Além de
fazer seu primeiro protagonista em novelas, o arquiteto Benjamin, de ‘I Love
Paraisópolis’, ele está beijando duas das atrizes mais cobiçadas do momento:
Bruna Marquezine e Maria Casadevall, que vivem, respectivamente, Marizete e
Margot. “São amigas, parceiras e, acima de tudo, duas profissionais. Beijo é
consequência, é fruto do trabalho. Nada mais”, despista o ator catarinense, de
Criciúma.
A química com Bruna Marquezine foi tão forte que circularam comentários
de que os dois estariam namorando. Mas eles negaram o affair. “Rolou química
com as duas atrizes. Não conhecia a Bruna, mas já tinha feito teste junto com a
Maria para uma peça. Ficamos 20 dias gravando em Nova York, e isso ajudou a nos
entrosar ainda mais”, relata.
Se na ficção é disputado por duas belas mulheres, na vida real Maurício
garante que isso ainda não aconteceu. Nem mesmo a paixão avassaladora que o
arquiteto sentiu à primeira vista por Marizete.
“Eu nunca tive uma experiência dessas. Minhas paixões sempre foram construídas no dia a dia, de estar junto, conhecer e trocar. Às vezes, tinha uma amiga que virava uma paixão. Mas relação de olhar e se identificar de cara, não aconteceu ainda”, conta.
“Eu nunca tive uma experiência dessas. Minhas paixões sempre foram construídas no dia a dia, de estar junto, conhecer e trocar. Às vezes, tinha uma amiga que virava uma paixão. Mas relação de olhar e se identificar de cara, não aconteceu ainda”, conta.
O romantismo do personagem também está presente nos relacionamentos do
ator, só que de outra forma. “Sou um cara romântico no meu tempo, com umas
pitadinhas de malícia (risos). Isso não pode faltar. Tem que dar uma salgadinha
ali, jogar uma pimentinha aqui...”, brinca.
Maurício foi namorado da cantora e compositora Taís Alvarenga por quase
três anos e meio. A separação aconteceu há cerca de quatro meses, e ele se
declara solteiro. “Fomos praticamente casados. Mas foi bom enquanto durou.
Estou solteiro, não tenho problemas de ciúmes em casa. Não estou curtindo ainda
essa vida, porque meu foco é a novela”, explica.
Apontado como galã, o ator faz enorme sucesso com o público feminino. “É
um rótulo, que a própria TV inventa. Não me incomodo. Pelo contrário. Mas não
me vejo como galã”, diz ele, que admite ser vaidoso sem excessos. “Gosto de
cuidar de mim, me respeito muito. Tenho cuidado com a minha pele, passo
protetor solar, um gelzinho para limpar... Por enquanto, eu ainda me visto
sozinho. Não tenho personal stylist. É uma vaidade no limite”, esclarece.
O peso de ser protagonista pela primeira vez ele garante não sentir.
“Estou encarando o Benjamin com muita sabedoria e responsabilidade. É uma
oportunidade que não quero desperdiçar”, diz ele, que já atuou em ‘Cordel
Encantado’ (2011) e ‘Sangue Bom’ (2013).
Na trama, Benjamin é um arquiteto com preocupações sociais e tem um
projeto de reurbanização de Paraisópolis, a favela de São Paulo onde a história
é ambientada. “Fui à comunidade e não fiquei receoso. Lá não é como a Rocinha,
onde sai tiro para todo lado. As realidades das favelas do Rio e de São Paulo
são bem diferentes. Já fui ao Vidigal, onde tenho amigos, é mais fácil porque é
pacificada. Mas nunca entrei na Rocinha”, conta.
Publicada em
31/05/2015 – O DIA
Foto Divulgação TV Globo
Foto Divulgação TV Globo
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