Mostrando postagens com marcador Ariadna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ariadna. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de julho de 2011

HOMOFOBIA NO PÂNICO


Em tempos de campanha contra a homofobia, nota zero para o Pânico na TV. A transexual Ariadna, ex-BBB 11, fez uma participação especial no programa e mais parecia um peixe para ser observado num aquário. Como se não bastasse a morena não ficar ao lado das panicats, e sim num canto do palco, fizeram-na participar do quadro Afogando o Ganso, com participantes homossexuais, para que ela reencontrasse o velho "amigo" Marcelo Bolinha, diretor de externas. Constrangido, ele se afastou dela e deixou Marcos Chiesa, o Bola, comandando o quadro. Todas as vezes que Ariadna se aproximava, Bolinha a repelia. Mas o pior aconteceu no palco, no final do programa. Em mais uma situação vexatória, tentaram fazer com que a modelo e o diretor relembrassem o passado e se beijassem. Mais uma vez, ele a rejeitou ostensivamente. Quando Emilio Surita viu que não conseguiria colocar no ar o tão esperado beijo, despediu-se da moça, com a plateia aos gritos de "selinho, selinho!". O apresentador atendeu aos pedidos. Do nada, todo o elenco do programa começou a pular, gritar e dar parabéns a ele pelo feito, como se fosse um extremo ato de coragem dar um selinho num transexual. Humilhação em todos os sentidos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ariadna: vítima do preconceito

Quando alguém diz que o brasileiro não sabe votar, não está totalmente errado. Mais uma prova disso foi a eliminação de Ariadna do BBB 11. Com 49% dos votos, a transexual só deixou a casa porque não foi bem aceita pelo público. Um resultado que denota o preconceito, sim! Em outras palavras, acho que a rejeição a ela foi muito maior do que a aprovação a Lucival e Janaína, dois participantes apagados que até agora não disseram a que vieram. Mas é aí que está o problema. Ariadna também teve sua parcela de culpa. Quis aparecer demais, deu muita pinta, tentou agarrar Cristiano... Como dizia a minha avó, a moça (?) não tinha modos. E daí? Como personagem de um reality show, era muito mais interessante do que seus rivais de paredão, estava sempre prestes a fazer ou dizer uma bobagem - o que todo mundo quer ver. Quem assiste ao BBB não espera contemplar santinhos ou escoteiros. A diversão é uma boa briga ou pegação. Mas o mesmo público que vibra com baixarias é capaz de se investir de defensor da moral e dos bons costumes, se ruboriza com a sexualidade dos confinados e, por isso, os exclui sem dó nem piedade. Fazer o quê? Vamos continuar espiando...