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segunda-feira, 11 de julho de 2011

HOMOFOBIA NO PÂNICO


Em tempos de campanha contra a homofobia, nota zero para o Pânico na TV. A transexual Ariadna, ex-BBB 11, fez uma participação especial no programa e mais parecia um peixe para ser observado num aquário. Como se não bastasse a morena não ficar ao lado das panicats, e sim num canto do palco, fizeram-na participar do quadro Afogando o Ganso, com participantes homossexuais, para que ela reencontrasse o velho "amigo" Marcelo Bolinha, diretor de externas. Constrangido, ele se afastou dela e deixou Marcos Chiesa, o Bola, comandando o quadro. Todas as vezes que Ariadna se aproximava, Bolinha a repelia. Mas o pior aconteceu no palco, no final do programa. Em mais uma situação vexatória, tentaram fazer com que a modelo e o diretor relembrassem o passado e se beijassem. Mais uma vez, ele a rejeitou ostensivamente. Quando Emilio Surita viu que não conseguiria colocar no ar o tão esperado beijo, despediu-se da moça, com a plateia aos gritos de "selinho, selinho!". O apresentador atendeu aos pedidos. Do nada, todo o elenco do programa começou a pular, gritar e dar parabéns a ele pelo feito, como se fosse um extremo ato de coragem dar um selinho num transexual. Humilhação em todos os sentidos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

PÂNICO APELA PARA VIOLÊNCIA FÍSICA

Há algum tempo o Pânico na TV! vem perdendo a graça. Várias tentativas já foram feitas para voltar a atrair o público: trocaram as duplas de humoristas, criaram histórias - algumas deprimentes até - em capítulos, aumentaram a participação das Panicats, enfim, de tudo um pouco. Mas nada é pior do que os quadros com violência física, que foram ficando cada vez mais apelativos com o passar dos anos. Se é consensual, se os atores do programa topam apanhar, se machucar, ser humilhados, problema deles. Mas ninguém, numa noite de domingo, assistindo a um programa definido como humorístico, fica impassível diante de um quadro que pretende reviver cenas de filmes famosos e agride os participantes. Hoje, o sempre sádico diretor de externas Marcelo "Bolinha", que adora ver Marcos Chiesa, o Bola, todo estropiado, investiu em Jogos Mortais. Além de Bola, Eduardo Sterblitch (o Freddie Mercury Prateado) e mais dois atores do segundo escalão do programa ficaram de joelhos e levaram com uma bola, pesando um quilo, na cabeça. A "brincadeira" poderia ter resultado em fratura ou coisa bem pior. Além disso, foram atingidos por "tiros" de uma arma de paintball, que o diretor gabava-se de ser "a mais moderna, mais forte". Bola e Eduardo ficaram machucados - lesões como se fossem de queimaduras - no abdômen, que a atração fez questão de mostrar em close. Nada ali foi engraçado. Nada ali foi dignificante para crianças e adultos verem. Tudo foi enojante.